sábado, maio 11, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Chapim-rabilongo, Praia do Cabeço, Algarve

 Portas não manda o governo abaixo

Receia um ataque dos submarinos que podem estar debaixo de água em frente de Alcântara.

 Gaspar e o crescimento económico

Acreditar que Gaspar é um ministro vocacionado para promover o crescimento económico é o mesmo que esperar que uma cadeira eléctrica pode ser transformada numa torradeira para pão de forma. A vocação do Gaspar é matar o crescimento e promover a recessão, nunca será o homem capaz de protagonizar uma política que conduza a crescimento ou a mais justiça, essas são cenas que não lhe assistem.
 
 Um governo sem apoio social

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 Uma pergunta
  
Se o governo quer cortar pensões retroactivamente porque motivo não vai às pensões oportunistas do Banco de Portugal? Como o senhor Costa é um grande defensor destas medidas vai certamente convocar uma conferência de imprensa para elogiar o Gaspar, como fez com a fantochada da ida aos mercados pagar 6% aos especuladores.


  
 Das fúrias força
   
«Aconselhável resistir a apodos excessivos. Estamos todos saturados de comparações idiotas, histéricas, demagógicas, caluniosas, odientas. Foram gastas, como os gritos do Pedro da história do lobo, antes do tempo, antes do lobo.
  
Estamos todos fartos de quase tudo, a começar por toda esta incompetência quase surreal, esta irresponsabilidade que desafia adjetivos, este desafio permanente ao bom senso e ao bom gosto que faz parecer normal a um primeiro-ministro anunciar, com contabilização de "poupanças" e tudo, medidas causadoras de enorme alarme social que afinal não tencionava efetuar; a um ministro das Finanças que não assegura uma única previsão, uma única conta, emproar-se na sua monocórdia assegurando, enojado, que coisíssima nenhuma, não foi eleito; a um líder do segundo partido da coligação declamar à Nação as dissensões no Conselho de Ministros e quantas medidas o PM e o ministro das Finanças queriam e ele impediu e como, sacrificado e contra, claro, o seu interesse pessoal e até por vezes a sua consciência (que acha que tem), nos governa para nos poupar a males piores; a um Presidente renegar tudo o que disse até março sobre a espiral recessiva e tudo o que não disse, até junho de 2011, sobre a crise internacional, e passar a propagandista número um do Governo, recuperando, agora a benefício do antes tão detestado Passos, o seu "deixem-nos trabalhar".

Estamos tão fartos que nos falta o que dizer, o que mais dizer. Como falta o som no grito do quadro do mesmo nome, como quando nos sonhos ficamos especados e mudos no perigo, incapazes de pedir socorro, de reagir, hipnotizados. Estamos tão fartos que um Gaspar dizer "olhem como é bonito o ajustamento português" nos deixa átonos, talvez até nos faça rir - é tudo tão irreal, tão ridículo, tão estulto que rir parece a única coisa sensata, a única maneira de lidar com esta loucura, a única forma de não ser consumido pelo desespero de ver um país destruído por gente de um calibre que apesar de tudo ainda não tivéramos o azar de ver, em tal dose, ao leme.

Que fazer, perguntava Lenine. Deitemos fora as respostas de Lenine, outro iluminado dos amanhãs que sabemos bem como cantaram, fiquemos com a pergunta. Tem de haver qualquer coisa que se possa fazer, em democracia, quando a democracia é sequestrada - sob pena de não ser democracia. Tem de haver qualquer coisa que se possa dizer para acordar os que, dormentes, assistem a isto como se não pudesse ser verdade.Não, não é a gritar fascismo, nem nazismo, nem que está toda a gente a morrer de fome ou a suicidar-se aos magotes. Não, não é de buíças que precisamos, sequer da memória deles. Nem de hipérboles, tiradas piedosas ou indignações espúrias. Precisamos de fúria.Não promessas sem osso, não estratégias para ganhar tempo. Não temos tempo - tenhamos o que nos resta, se nos restar coragem.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.   

 Salário zero
   
«Quando pensávamos que já tínhamos visto tudo, eis que o Governo tira da cartola mais um coelho: o salário zero para os funcionários públicos colocados no regime de mobilidade especial há mais de 18 meses. A ideia do Governo é simples: “não pagamos”.

E estiveram eles reunidos tantas horas para isto!

Tomei a iniciativa de suscitar esta questão na Assembleia da República, durante a audição ao secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, para avisar o Governo de que, mais uma vez, está a entrar em rota de colisão frontal com a Constituição da República. De facto, entre outras disposições relevantes, a Constituição contém uma regra muito clara: "todos os trabalhadores têm direito à retribuição do trabalho" (artigo 59º nº 1, alínea a)).

A resposta do secretário de Estado foi surpreendente. Explicou ele que o entendimento do Governo era o de que a Constituição só garante aos trabalhadores o direito à retribuição "quando eles têm trabalho". Ora, como os funcionários colocados em regime de mobilidade especial (agora chamado "regime de requalificação") não têm trabalho distribuído, visto que o Estado não lhes arranja colocação nos serviços, esses trabalhadores, mantendo embora o vínculo laboral ao Estado, perdem o "direito ao salário" e, ao fim de 18 meses de sucessivos cortes na retribuição, entram em licença forçada sem vencimento (a menos que "optem" pela rescisão). A não ser assim, acrescentou, os funcionários ficariam a receber uma "renda" (sic) sem qualquer justificação. Eis aqui o fantástico racional deste raciocínio: o Governo acha que pode e deve tratar o salário destes trabalhadores como se fossem "rendas excessivas".

Esta resposta extraordinária revela muito mais do que aquilo que diz: mostra que o Governo não cumpre a Constituição não tanto porque não a conheça mas sobretudo porque não a compreende. _A verdade é que os mais elementares valores constitucionais, próprios de um qualquer Estado _de Direito democrático, escapam totalmente à sensibilidade e ao entendimento de quem nos governa. E é por isso que o Governo está sempre _a tropeçar na Constituição. É certo, num Governo que já fez dois orçamentos inconstitucionais talvez não fosse de esperar que alguém desse conta de mais esta inconstitucionalidade. Mas é pelo menos estranho que, em tantos conselhos de ministros de onze horas, nenhum dos ilustres membros do Governo se tenha lembrado de fazer esta pergunta: porque será que antes de nós nunca ninguém teve esta ideia, afinal tão simples, de deixar de pagar o salário aos trabalhadores?!

Como é evidente, a ser aceite este novo paradigma preconizado pelo Governo ficaria reduzido a cinzas todo o edifício constitucional e legal sobre o direito dos trabalhadores à retribuição e sobre a própria segurança no emprego. Desde logo, a proibição do despedimento sem justa causa tornar-se-ia imediatamente "letra morta", contornada pelos patrões através do mecanismo da não distribuição de trabalho, seguido da "licença forçada sem vencimento", ou seja, do salário zero.

O que o Governo pretende está à vista: exercer terrorismo salarial como instrumento de "chantagem" para alcançar o seu objectivo de 30 mil rescisões por alegado "mútuo acordo". Mas nenhum fim pode justificar este tipo de meios. Nem de acordo com a nossa Constituição, nem de acordo com os valores próprios de qualquer sociedade decente.

E, por falar em sociedade decente, sempre gostaria de saber que democracia cristã é essa em nome da qual o dr. Paulo Portas disse traçar a sua "fronteira" na chamada "TSU dos pensionistas" ao mesmo tempo que deixava do lado de cá dessa fronteira medidas tão grosseiramente ofensivas de valores fundamentais como o corte retroactivo das pensões ou o salário zero na função pública. À medida que se vai conhecendo melhor o novo programa de austeridade que o CDS aprovou com o PSD - e com o ministro não eleito Vítor Gaspar - vai ficando cada vez mais claro que a linha traçada pelo dr. Paulo Portas é uma fronteira longe demais.» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.
   
  
 

 Foi uma coincidência Cavaco não ter participado no 25 de Abril
   
«Dirigindo-se aos cadetes do 1 ano da Academia da Força Aérea que esta  tarde prestaram o juramento de bandeira, o chefe de Estado disse-lhe que  a sua geração confia neles. "Nós temos confiança em vós, os portugueses da minha geração confiam  em vós. E eu, como comandante supremo das Forças Armadas, não tenho a mínima  dúvida de que os portugueses têm razões para confiar nas suas Forças Armadas  e naqueles que serão os seus futuros chefes" afirmou Cavaco Silva. 

Numa curta intervenção de improviso, o Presidente da República lembrou  também o dia em que jurou bandeira na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém,  sublinhando que é um dia que "fica guardado na memória para sempre. "É um dia que vocês nunca mais irão esquecer, o mesmo se passou comigo",  frisou, notando que o juramento da bandeira é a cerimónia em que se assume  um compromisso solene com a pátria e voluntariamente se jura fazer tudo  o que for possível para a defender. 

(,..)

Já no final da intervenção, o chefe de Estado destacou ainda o papel  da família dos militares, salientando que esse pilar é "insubstituível". "Depois de estado colocado na Pontinha, de onde partiu a revolução do  25 de Abril, estive depois dois anos em Moçambique e sei bem como foi fundamental  para mim o suporte da família", recordou Cavaco Silva, que no final da cerimónia  não fez qualquer declaração à comunicação social. » [SIC Notícias]
   
Parecer:

Não teria estado no Terreiro do Paço nos dias anteriores ao 25 de Abril de 1974? Agora até poderia dizer que desde a última vez que cá estive é a primeira vez que cá venho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
      
 Pobre Gaspar
   
«O vice-presidente da bancada do PSD diz que "tempo político de Vítor Gaspar terminou" e que o governo deve ponderar a sua substituição.

"Vítor Gaspar restabeleceu a confiança dos mercados e teve sucesso nas suas políticas de voltar a inserir Portugal nos mercados financeiros mas, neste momento, eu julgo que o país precisa de uma nova etapa neste combate tremendo à crise económica financeira e social em que estamos e que o tempo político de Vítor Gaspar terminou", afirmou à Lusa Carlos Abreu Amorim, à margem do início da apresentação dos candidatos do PSD às juntas de freguesia de Gaia.» [DE]
   
Parecer:

Como se sentirá o brilhante Gaspar servindo de pastilha elástica do Amorim do PND, para um ministro bem à direita deve ser frustante ser atacado por um deputado ainda mais à direita.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mais uma sonora gargalhada.»
     
 Um relatório para limpar o rabo
   
«"No âmbito desse relatório, não deixaremos de incorporar todos os elementos que forem relevantes no guião sobre a reforma do Estado, que será também apresentado aos portugueses e aos partidos políticos", adiantou o primeiro-ministro, durante o debate quinzenal, na Assembleia da República.

Esta semana, tinha já sido divulgado que Pedro Passos Coelho iria visitar a OCDE, em Paris, na terça-feira.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
O que conta na reforma do Estado são os odiozinhos do Gaspar, do Passos e do Portas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se com desprezo.»
      
 Incompetente até ao último momento
   
«Uma das últimas medidas do ex-ministro Miguel Relvas pode ir contra a Constituição, noticia hoje o jornal i. Trata-se da lei que cria as novas comunidades intermunicipais (CIM), que é já o segundo diploma de Relvas (e deste governo) que vai parar ao Tribunal Constitucional (TC) a pedido do Presidente da República, sendo também o segundo que pode acabar por ser chumbado.

De acordo com o jornal, às dúvidas que suscitou a Cavaco Silva, que enviou a lei para o TC a semana passada, juntam-se as convicções do constitucionalista Gomes Canotilho, que adianta, num parecer emitido à Associação Nacional de Municípios, que estas novas entidades “não têm habilitação constitucional”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
E foi esta nódoa o inventor de outra nódoa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 O Rosalino falou verdade
   
«A convergência entre a Caixa Geral de Aposentações e Segurança Social vai afectar os actuais reformados da Função Pública. Como confirmou hoje Passos Coelho, as novas regras vão incidir sobre as pessoas que se reformaram do Estado antes de 2005, uma vez que todos os que o fizeram depois desse período já estão num sistema equivalente. 

"Ao contrário do que se formulava, quando se fala de convergência, a partir de 2005 está feita. Como qualquer deputado sabe, está feita. Quem venha a produzir a carreira até 2005 tem as mesmas regras", afirmou o primeiro-ministro. 

Por isso, o líder do Executivo afirma que quando se fala de convergir regras, "estamos a falar da convergência das pensões que estão em pagamento". » [DN]
   
Parecer:
 
Mais uma vez é o Portas que está entalado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
   
 Chegou a vez dos privados
   
«O "Jornal de Notícias" escreve hoje que o presidente do BCP, Nuno Amado, "defendeu ontem uma forte redução das contribuições para a Segurança Social das empresas que criem emprego e a possibilidade destas poderem reduzir salários temporáriamente. "Não consigo perceber porque é que para empresas que façam criação líquida de emprego a Segurança Social não é reduzida de forma significativa para todas elas", disse".

Segundo o jornal, Nuno Amado defendeu ainda que "seja dada a possibilidade às empresas de poderem reduzir os salários de forma temporária durante um período em que tenham de reduzir custos, de forma a preservar algum emprego. "Eu preferia ter um bocadinho menos salário com mais emprego, que menos emprego mantendo os salários intocáveis", disse".» [DN]
   
Parecer:
 
Depois de tirarem o escalpe aos funcionários públicos vão dizer que a culpa é dos trabalhadores do sector privado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Comecem a preparar-se para um golpe da direita seguido de outro PREC, desta vez da esquerda.»
   
 O criador critica a obra
   
«O padrinho político de Passos Coelho e histórico do PSD defendeu em entrevista à Antena 1 que faltou consistência política ao atual primeiro-ministro, por ter permitido que a tensão entre os partidos da coligação fosse exposta na praça pública.

"Se fosse primeiro-ministro nunca aceitaria uma coisa destas" afirmou Ângelo Correia e deu um exemplo: "Sou o presidente de um banco e apresento as contas e daí a dois dias o meu número dois vai explicar o que eu disse. As pessoas ficam a perguntar: afinal, não foi suficiente a explicação do presidente do banco?".» [Expresso]
   
Parecer:
 
Só lhe falta consistência?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Cavaco já vale menos do que as suas acções na SLN
   
«O Presidente da República tem este mês uma queda de 2,4 pontos na sua popularidade aos olhos dos portugueses, e fica mesmo com um saldo negativo de opiniões.

Pior do que Cavaco só o primeiro-ministro, Passos Coelho, que vê pior em 2,6 pontos o seu índice de popularidade.

No polo oposto está António José Seguro, o líder socialista que há semanas saiu do Congresso do PS com o partido aparentemente unido à sua volta, e que é hoje claramente o político nacional com melhor popularidade aos olhos dos portugueses.» [Expresso]
   
Parecer:
 
Como é que esta personagem conseguiu enganar os portugueses durante tanto tempo, como é que esbanjou os fundos comunitários, à sua sombra nasceu uma classe de ricos com a corrupção e depois ainda consegue dois mandatos presidenciais? Este povo é mesmo burro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
   
 Obrigado Gaspar
   
«O emprego líquido criado desde Maio de 2011, altura em que a troika entrou em Portugal, paga salários de 310 euros por mês, refere a edição desta sexta-feira do “Diário de Notícias”.

De acordo com o jornal, há mais 21 mil pessoas a ganharem um salário mensal inferior a 419,22 euros, ou seja abaixo do limiar da pobreza, e foi apenas nesse tipo de escalão que se registou mais criação do que destruição de emprego (emprego líquido).

A destruição de emprego total nos trabalhadores por conta de outrem atingiu os 10%, desde o início do programa de ajustamento, tendo o salário médio descido de 813 euros mensais para 806 euros, nos últimos dois anos.» [i]
   
Parecer:
 
Este é o país que o Gaspar deseja.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lute-se.»
   
 Haja honestidade
   
«“Quando Portugal exporta cerca de 75% dos seus produtos - bens e serviços - para a Europa, quando a Europa está em recessão, ou abranda, isto tem um impacto muito grande sobre as nossas exportações”, rematou Álvaro Santos Pereira, à margem de uma reunião hoje no Ministério da Economia com o Conselho para a Indústria.

“Existe um arrefecimento bastante grande da economia europeia”, declarou o ministro após a reunião com o organismo criado pelo Governo para monitorizar a implementação da Estratégia para o Crescimento, Emprego e Fomento Industrial.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Quando aumentavam devia-se ao ajustamento e às medidas do governo, agora que diminuem a culpa é da Europa. QUem fala assim só pode ser intelectualmente desonesto. Para dizer bacoradas destas não era preciso terem ido buscar um Álvaro a Vancouver.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   

   
   
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