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"Eles andaram aí", Quartel General da Região Militar de Lisboa
Largo de São Sebastião da Pedreira
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Forno comunitário, aldeia do Juncal [A. Cabral]
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Passos Coelho
Passos Coelho diz que o relatório está muito bem feito mas não é a mesma. Isso significa que quem e stá a rezar a missa nesta pobre paróquia é um mero sacristão e que em vez de usar a Bíblia optou por propor o seu catecismo de imbecilidades ao um FMI de idiotas que se dispuseram a fazer o frete e ainda deverão ter cobrado generosamente pelo brilhante serviço.
Isto começa mesmo a parecer-se com o Corno de África.
«O primeiro-ministro considerou nesta sexta-feira que o relatório do FMI sobre cortes na despesa "está muito bem feito", subscrevendo as palavras do secretário de Estado Carlos Moedas, mas afirmou que ele não é "a Bíblia do Governo".» [CM]
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Partidos honestos teriam feito as suas propostas durante a campanha eleitoral não ocultando as suas intenções dos eleitores como fizeram os partidos bandalhos do PSD e do CDS. Um governo honesto teria explicado as circunstâncias que o levaram a ser brutalmente troikista, assumindo, se fosse caso disso, as suas responsabilidades.
Mas estamos perante gente pouco honesta e ainda menos frontal, é óbvio que conduziram o país para um beco para mais facilmente imporem a sua agenda de extrema-direita e na hora de a assumir optaram por pedir um frete aos bananas do FMI que adoram estar instalados no Ritz a viver à grande e à francesa à custa dos papalvos para quem sugerem a escravatura como solução.
Como se explica o silêncio de Vítor Gaspar que optou por mandar para a frente um pau mandado de Passos Coelho, enquanto se reguardava da opinião pública, não assumindo a paternidade da ideia, do projecto político de um Estado Novo e do documento.
Isto ainda vai acabar muito mal.
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«Há semanas, os media portugueses juravam que nunca mais um acrónimo internacional sonante e cartões de visita de "consultor" os fariam propagar balelas. Assim, quando por exemplo o diretor do Jornal de Negócios divulga um relatório do FMI e o qualifica de "análise correta", em sintonia com as direções de outros jornais económicos, é de acreditar.
Pena que o documento esteja cheio de propostas inconstitucionais - desde quando é que é "correto" infringir a lei? -, de falsificações grosseiras da realidade (diz que o atual governo "melhorou a avaliação dos professores"), de afirmações risíveis pela sua total descontextualização (como a de que Portugal apresenta nos últimos 30 anos um dos mais elevados incrementos de despesa na saúde das economias avançadas - o Serviço Nacional de Saúde foi criado em 1979, estúpidos), assim como de contradições e conclusões abusivas e infundamentadas.
O DN de ontem iniciou o levantamento de erros e distorções, sobretudo na área da educação; no i demonstrou-se o ridículo de dizer que o sistema de pensões deve ser alterado para incrementar o envelhecimento ativo - somos o país da UE com mais idosos acima dos 65 que trabalham, 14,4% contra 4,8% de média -; o próprio Negócios desmontou a ideia de que as prestações sociais beneficiam sobretudo os mais abonados. Mas há muito mais: o FMI reconhece estar o gasto em subsídio de desemprego abaixo do da generalidade da UE e que não se deve, num momento de crise severa, mexer nos apoios sociais no fito exclusivo da poupança; a seguir propõe passar o subsídio, ao fim de 10 meses de desemprego, para 400 e poucos euros. Objetivo? Cortar "de 300 a 600 milhões".
Pior: na página 62, calcula-se a poupança resultante da preconizada generalização dos contratos de associação (baseada na asserção, "justificada" com resultados do PISA de há uma década e a não consubstanciada melhor performance das escolas privadas com contrato de associação, de que o sistema público é ineficiente) em 580 milhões de euros. Como? Citando o relatório do Tribunal de Contas que estima ser cada aluno em escolas com contratos de associação mais barato 400 euros que nos estabelecimentos públicos, e multiplicando esse valor pelo 1,5 milhão de estudantes portugueses de todos os graus de ensino abaixo da universidade. Num tocante acesso de honestidade, o FMI reconhece em rodapé que um outro estudo - encomendado por este governo - calcula a diferença em apenas 50 euros; mas escusa-se a justificar a escolha da verba mais alta, como a reparar que o TC reconhece estarem as suas conclusões desatualizadas (devido aos cortes efetuados desde 2010). Quanto ao facto de o outro estudo dizer que cada turma dos 2º e 3º ciclos no público custa menos 15 mil euros que em contrato de associação, nem vê-lo.
Ideologia travestida de parecer técnico, diz-se. Também, claro. Mas sobretudo incompetência e desonestidade. De quem o fez, de quem o avaliza e de quem o não denuncia.» [DN]
Fernanda Câncio.
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«Um pouco de noticiário internacional, desta semana. Os rebeldes radicais islâmicos passaram a linha divisória de metade do Mali e avançam para a capital, Bamaco. Por seu lado, os rebeldes islâmicos da República Centro-Africana avançam sobre a capital, Bangui. O Mali é um país maioritariamente muçulmano, a 90 por cento, onde a tendência é, portanto, os radicais substituírem os moderados. A República Centro-Africana é um país cristão, a 80 por cento, onde a tendência é, portanto, os muçulmanos (dez por cento) substituírem os cristãos. O Mali é o país-chave da África Ocidental, a República Centro-Africana é o último país não muçulmano antes de o crescente atingir o coração de África, o Congo-Kinshasa. A tendência geral nesta região é, pois, da afirmação islâmica e, dentro desta, da supremacia dos radicais sobre os moderados. Isto preocupa a Europa? Preocupa, ela apoia a ONU, que vai mandar tropas para o Mali. Em setembro. Querem apostar quem chega primeiro a Bamaco, a ONU ou os barbudos do deserto?... Desculpem estar-vos a distrair das reações dos mercados às dívidas soberanas. Quem não acordou e até se embalou com a primavera árabe (quer dizer: o fim do único país do Magrebe decente a respeitar as mulheres, Tunísia; e a entrega do Egito aos fascistas muçulmanos), deve marimbar-se para este desastre de África. Europa política, nada. Europa de negócios, bem: a Alemanha ultrapassou a França em venda de armas. Parabéns à prima.» [DN]
Ferreira Fernandes.
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«"Há dois relatórios do FMI que são contraditórios. Quer dizer, há uma semana eles fazem um ‘mea culpa' e dizem que se enganam" nos cálculos para estimar o impacto da austeridade, e depois permitem a divulgação de um documento a defender mais medidas, referiu à Lusa o deputado europeu, em Limassol, Chipre, à margem de uma cimeira do Partido Popular Europeu, do qual é vice-presidente.» [Notícias ao Minuto]
Parecer:
Ninguém se entende na maioria.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
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«A OCDE ainda não recebeu qualquer pedido do Governo para estudar o Estado português e avançar com sugestões de reforma. Segundo apurou o Negócios, mesmo que o pedido seja realizado nos próximos dias, o relatório já não chegará a tempo da discussão com a troika, agendada para Fevereiro.» [Jornal de Negócios]
Parecer:
É muito pouco provável que a OCDE se prestasse a golpadas destas e é isso que justifica a opção de Gaspar. Este golpe baixo e pouco credível foi mais do que combinado entre o Gaspar, o Moedas e o Salassie.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
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