quarta-feira, fevereiro 27, 2013

A lição


As crises são bons momentos para compreender os povos e até as pessoas em geral, os chefes, ao amigos, os vizinhos e mesmo os familiares. A crise pode conduzir a uma situação de medo individual e colectivo que leva os povos e cada cidadão ao limite e são muitos os que se revelam muito diferentes daquilo que os conhecemos. São momentos de solidariedade e de amizade mas também de traição, podem proporcionar momentos de grande solidariedade mas também podem conduzir à violência e ao ódio, até mesmo à guerra civil, podem resultar em ditaduras mas também em revoluções.
  
As crises proporcionam-nos lições de vida e a crise que o país atravessa está sendo um bom exemplo. Não me refiro aos políticos e à classe política me geral, essa é uma merda, muitos dos nossos políticos são gente de merda e não seria de esperar uma mudança significativa. Uns abusam do poder para defender os interesses dos amigos, outros protegem-se no conforto da oposição ou nos luxuosos gabinetes autárquicos. A nossa classe política sabe defender-se e continua a fazer boa vida, basta ver o corropio de gente eu foi passar o Natal ou a passagem do ano ao Rio de Janeiro, enquanto os portugueses vão caindo no desemprego vai-se sabendo que o Correio da Manhã contratou o Santana Lopes enquanto a SIC vai comprar as fugas de informação vendidas pelo Marques Mendes.
  
Se dos políticos não temos muito a aprender em matéria de falta de solidariedade já o mesmo não se pode dizer de alguns grupos profissionais. Já nem vale a pena falar dos magistrados do Ministério Público onde um sindicato quase festeja o saneamento de magistrados praticando um estranho modelo de sindicalismo. EM matéria de grupos profissionais a grande lição de vida que nos proporcionada por esta crise veio dos professores, para defenderem o conforto de carreiras tranquilas juntaram-se em grandes manifestação, mas quando se desenha o despedimento de dezenas de milhares de profissionais o sindicato anda ocupado com os problemas dos formadores dos centros de formação profissional. Os contratados serviram de tropa de choque dos instalados, agora que vão ser despedidos os velhinhos assobiam para o ar.
  
Nem vale a pena falar dos famosos jovens à rasca a quem o José Manuel Fernandes chegou a sugerir que escolhessem a música dos Deolinda para bandeira. Parece que deixaram de ser parvos, agora já devem ter bons empregos e estão sendo remunerados de acordo com as habilitações pois desapareceram de cena. Até o próprio Cavaco Silva comporta-se como os antigos jovens à rasca, agora já não tem de conhecer previamente as revisões dos memorandos, contenta-se em assinar de cruz os OE que o Gaspar lhe vai mandando e só incomoda o Tribunal Constitucional se os seus próprios interesses forem postos em causa.
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