segunda-feira, fevereiro 08, 2016

O emplastro


Simpáticos social-democratas desde sempre

Passos Coelho ainda não percebeu que já “morreu” mas esqueceram-se de o enterrar. O seu guru António Borges faleceu, Vítor Gaspar fugiu em busca da sua zona de conforto e até Paulo portas optou por andar por aí, mas Passos optou por andar armado em primeiro-ministro no exílio exigindo o poder para poder acabar o que supostamente começou. 
  
Agora esta alma penada da política portuguesa diz que sempre foi social-democrata, que foi quando desejava despedir funcionários públicos, quando decidiu aumentar horários de trabalho sem qualquer negociação ou contrapartida, quando sugeriu aos jovens que partissem, quando defendeu que o despedimento era uma oportunidade na vida. 
  
Toda a gente sabe que à medida que os portugueses vão percebendo o que lhes feito com a ajuda da troika as probabilidades de Passos Coelho ganhar as eleições são cada vez mais pequenas. Mas mesmo assim Passos Coelho vai ganhar o congresso do PSD por uma maioria digna da Coreia do Norte, só não ganharia as eleições se as sondagens apontassem ara uma vitória nas legislativas com outro candidato e para uma derrota clamorosa com Passos Coelho. Nessa altura desde o Hugo Soares ao Morado penduraria Passos na árvore mais próxima e aclamariam o novo líder.

Passos Coelho criou o lodaçal em que se está enterrando e a partir do momento em que a direita perdeu a maioria parlamentar tudo lhe correu mal, viu Rui Rio fugir da disputa presidencial, foi humilhado por Marcelo Rebelo de Sousa que quase o proibiu de aparecer na sua campanha. Agora resta a Passos que ocorra uma nova crise financeira que derrube o governo de António Costa ou que as armadilhas que deixou montadas produzam os seus resultados.
  
O PSD vai escolher um líder que todos sabem ser mentiroso, que teve um dos piores resultados eleitorais da direita, que é detestado pelo Presidente da República eleito de quem gozou e a quem se referiu de forma humilhante e pouco frontal em documentos de um congresso do PSD. O PSD está de parabéns, essa trupe formada por figuras como Passos Coelho, Maria Luís, Morgado, Hugo Soares e outras sumidades são mesmo o futuro da “social-democracia” do PSD.

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