quinta-feira, fevereiro 04, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Cavaco espera que ele, o primeiro-ministro lhe traga boas notícias porque na sua mui douta sabedoria portugal depende muito do estrangeiro, depende das exportações, do financiamento e do investimento. Seria interessante que Cavaco desse um exemplo de país que não tenha a mesma dependência externa, a não ser o caso da Coreia do Norte.

      
 Um Estado Islâmico chamado Arábia Saudita
   
«Um tribunal da Arábia Saudita revogou a pena de morte a que tinha sido condenado o poeta e artista plástico palestiniano Ashraf Fayadh, que tinha sido julgado por apostasia. Os juízes emitiram uma nova sentença de oito anos de prisão, 800 chicotadas e uma admissão pública de arrependimento feita através de um texto a publicar nos media sauditas em que terá que renegar o seu pensamento.

"Na nossa opinião [o caso contra o poeta] não deveria sequer existir", comentou Adam Coogle, da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch. "Desapareceu a sentença de pena de morte, o que é bom. Mas oito anos de prisão e 800 chicotadas é um preço absurdo a pagar por um crime de liberdade de expressão", acrescentou.» [Público]
   
Parecer:

Mas como é aliado do Ocidente enquanto der jeito estes extremistas islâmicos são bonzinhos mesmo quando matam da mesma forma que o ISIS mata.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Recorde-se que a Mesquita de Lisboa foi construída com dinheiro da Arábia Saudita.»
  
 Pensava que o MP estava dedicado em exclusivo a Sócrates
   
«A Polícia Judiciária (PJ) deteve nesta quarta-feira os empresários José Veiga e Paulo Santana Lopes, irmão do ex-primeiro-ministro e actual provedor da Santa Casa da Misericórdia, por crimes de fraude fiscal e corrupção no comércio internacional, informou a polícia em comunicado. Uma advogada portuguesa também foi detida na operação a que a PJ chamou Rota do Atlântico.

Segundo a Polícia Judiciária, em causa estão suspeitas de corrupção no comércio internacional, branqueamento de capitais, tráfico de influências, participação económica em negócio e fraude fiscal. Ao todo, a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ realizou 35 buscas nas zonas de Lisboa, Braga e Fátima, tendo estado envolvidos cerca de 120 elementos da PJ e dez magistrados do Ministério Público (MP). A investigação a este caso teve início em 2014.

“Os detidos actuavam no âmbito da celebração de contratos de fornecimentos de bens e serviços relacionados com obras públicas, construção civil e venda de produtos petrolíferos, entre diversas entidades privadas e estatais”, diz o comunicado da PJ. “Os proventos gerados com esta actividade eram utilizados na aquisição de imóveis, veículos de gama alta, sociedades não residentes e outros negócios, utilizando para o efeito pessoas com conhecimentos especiais e colocadas em lugares privilegiados, ocultando a origem do dinheiro e integrando-o na actividade económica lícita.”» [Público]
   
Parecer:

Até prova em contrário não há culpados.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Respeite-se o princípio da presunção da inocência.»

 Mas que grande crime!
   
«Aconteceram no início de novembro do ano passado, foram buscas discretas e visavam um objectivo simples: recolher prova documental sobre todas as vendas do livro “Confiança no Mundo” para comprovar a alegada compra em massa da obra de José Sócrates que o Ministério Público (MP) suspeita que foi ordenada pelo próprio ex-primeiro-ministro e que terá sido coordenada por Carlos Santos Silva. Os alvos: os armazéns da marca espanhola “El Corte Inglês“, a empresa francesa Auchan que explora os hipermercados “Jumbo” e o grupo livreiro Almeida. A FNAC e a sede das livrarias Bertrand já tinham sido alvo de buscas idênticas.

O Ministério Público (MP) quis com estas buscas recolher prova documental (listagens das vendas, facturas/recibos emitidos, a forma de pagamento, etc.) contra José Sócrates, o que indicia claramente que esta matéria constará do despacho de encerramento de inquérito que ainda não tem data marcada. No entender do procurador Rosário Teixeira, titular da Operação Marquês, a compra em massa do livro de José Sócrates tem relevância criminal por ter sido financiada por Carlos Santos Silva através da conta do Banco Espírito Santo que recebeu os 23 milhões de euros repatriados da Suíça em 2010 ao abrigo da Regime Excecional de Regularização Tributária – valor que, segundo o MP, pertencerão a Sócrates. Tendo em conta que a origem desses fundos é explicada pelo MP com a alegada prática de crimes de corrupção e de fraude fiscal, a compra em massa do livro de Sócrates poderá corresponder a um alegado crime de branqueamento de capitais. Isto porque o MP pode encarar o financiamento da operação que catapultou o livro “Confiança no Mundo” para o ranking dos livros mais vendidos como uma tentativa de dissimular a alegada origem ilícita do dinheiro utilizado.» [Observador]
   
Parecer:

Esta investigação começa a roçar o ridículo, começou em grandes negócios e em milhões, agora procura-se qualquer coisa que sirva de prova em compras a retalho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
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