segunda-feira, fevereiro 01, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
António Guterres, candidato a bons cargos

Durante muitos meses o país viu uma eventual candidatura presidencial de António Guterres, durante esse tempo não surgiram outras candidaturas e mesmo quando já era óbvio que Guterres queria melhor o líder do PS e o próprio não candidato chegou a dizer que tinha o direito de se candidatar. Guterres usou as presidenciais para projectar o seu nome e no fim nem se candidatou nem apoiou a sua afilhada Maria de Belém, que a esta hora deve estar a abrir os mealheiro para ver se consegue pagar as dívidas, já que os seus apoiantes ou desapareceram ou só lhe deram palmadinhas.

Agora foi tudo muito rápido, Guterres já não teve dúvida e a proposta de António Costa foi aceite na hora e parece que o país tem mais um dos seus grandes objectivos, proporcionar mais um tacho a Guterres que já manifestou a sua disponibilidade para servir o país.

«Task force já há. O argumentário também já foi preparado e embaixadas e missões em todo o mundo preparam-se para o lobbying diplomático. Mas a carta para as Nações Unidas endossando o nome de António Guterres como candidato oficial ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas ainda não seguiu porque se está a ponderar o momento preciso. Meados de fevereiro foi a data que o Expresso apurou.

Por enquanto, o que existe é o anúncio do Governo e a “disponibilidade” do próprio.

A corrida vai ser difícil e Guterres assumiu-o. No Ministério dos Negócios Estrangeiros também se sabe que vai ser, além de mais, uma corrida a contrarrelógio. De acordo com o calendário mais ou menos estabelecido pelo presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, que agora coordena o processo de seleção em conjunto com o presidente do Conselho de Segurança (CS), as candidaturas deverão ser apresentadas até abril, para depois se realizarem as audições públicas e, em julho, o Conselho decidir.» [Expresso]

 Social-democrata desde quando?

Passos Coelho continua igual a si próprio, para ele pouco importa saber quais são as suas ideias, o que importa é ludibriar os portugueses já que os do seu partido ora são isrto, ora são aquilo, o que importa é estar próximo do poder. A forma como se comportou, as políticas que adoptou, os métodos a que recorreu para implementar as suas ideias nada têm que ver com alguma coisa que se assemelhe à social-democracia.

Passos Coelho quer reformatar o país sem perguntar aos portugueses se concordam, sente que tem o direito de decidir quem enriquece e quem empobrece, julga ter o poder para destruir sectores económicos que considera desnecessários, acha que pode governar sem Constituição e assumir compromissos internacionais nas costas dos portugueses, dizendo lá fora o inverso do que diz cá dentro.

O único político que governou segundo este padrão e com uma política muito parecida à do governo anterior foi Augusto Pinochet e é uma vergonha para a social-democracia europeia que Passos Coelho insista em usar o termo social-democracia. Nem ele, nem Paulo Portas, nem Vítor Gaspar são social-democratas, aliás, não são "social" seja o que for.
  

   
   
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