sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Álvaro Santos Amaro, autarca do PSD

A vontade de Álvaro Santos Amara de aranjar um qualquer escândalo para ajudar o primeiro-ministro no exílio é tão grande que descobriu que as pobres criancinhas iriam pagar 23% nas suas refeições. Para este espertinho da Silva as taxas do IVA para refeições estão desdobradas em duas,  23% nas escolas e 13% fora das escolas. Enfim, o senhor em matéria de IVA é um iletrado pelo que devia ter mais cuidado antes de se excitar com as supostas asneiras governamentais.

«"Não se aceita que para comer uma refeição escolar seja aplicado 23% em IVA e comer num qualquer restaurante do país seja apenas aplicada a taxa de 13%", refere, em comunicado, o presidente da Comissão Política Nacional dos autarcas social-democratas, Álvaro Santos Amaro.

Para Álvaro Santos Amaro, o Governo deve corrigir a "injustiça" e reduzir o IVA para as refeições escolares.

"Só pode ser lapso, caso contrário é um escândalo", acrescenta no comunicado, emitido após uma reunião dos Autarcas Social-Democratas para analisar a proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2016.

Para o também presidente da Câmara Municipal da Guarda, a "maior deceção é a questão do IVA nas refeições escolares".» [Notícias ao Minuto]

 Primavera Árabe na Síria

Um testemunho que desmonta a hipocrisia da aliança entre o Ocidente, os sacana da Turquia e o salafismo saudita.


 O mundo está mesmo mudado

Segundo a lógica pacóvia do traste de Massamá o facto de o OE ter sido aprovado pela esquerda deveria ser motivo de crítica por parte das agências de notação, para estes iletrados as agências de notação são agentes dos capitalistas e por isso mesmo deverão ser amigos dos partidos da direita, tudo fazendo para os ajudar a chegar ou a manter no poder. É por isso que quase todos os jornais da direita telefonaram nos últimos dias para a agência de notação do Canadá, a DBRS, na esperança desta baixar a classificação da dívida portuguesa para lixo, o que levaria a um novo resgate.

Longe vão os tempos em que Miguel Relvas assegurava, do cimo dos seus vastos conhecimentos, que mal a direita chegasse ao poder as agências de notação deixaria de classificar a dívida soberana portuguesa como lixo. Como se terá sentido o primeiro-ministro no exílio ao saber que a Moddy,s viu com bons olhos o OE para 2016?

Enfim, o mesmo Cavaco que fez da presidência uma manifestação de obediência aos mercados aproveite para dizer ao seu primeiro-ministro mandado para o exílio em Massamá que tenha paciência, também ele tem de respeitar os mercados, mesmo que os mercados não o respeitem.

      
 É simples, é óbvio, é bom e... é Moody's
   
«Era uma banda do meu tempo, The Moody Blues. O nome era para a desgraça, moody é ser carrancudo, com blues é ter neuras. O grupo tinha uma canção, "Talking Out of Turn", que, desde o título, nos aconselhava a não dizer tolices. Foi sempre assim, pegando com pinças, que aprendi a ler as notações de outra carrancuda, Moody's, a agência de rating.

A Moody's já foi apóstolo da desgraça - e como ronronavam de prazer os que adoram ser atirados para lixo - mas hoje deu-nos um ar da sua graça. Parece, diz ela, que ter um Orçamento aprovado é bom. Disto gosto, nas agências de rating. Ouvi-las dizer coisas óbvias. Aí, elas são muito úteis para nós. É que por vezes é mesmo necessário ouvir lá de fora o que é evidente, quando por cá dentro isso é negado.

Sem emitir qualquer juízo sobre a bondade e prosperidade deste OE 2016, tenho dito aqui o que a Moody's diz agora: conseguir as condições políticas para haver um Governo e que ele consiga aprovar um Orçamento, é bom. Melhor do que ser atirado para um impasse e novas eleições.

Logo, ter-se negado, primeiro, que António Costa pudesse governar (recusando-lhe, até, o tratamento de "primeiro-ministro") e, depois, insistindo em chamar geringonça ao Governo, foi uma atividade espúria, indigna de políticos e comentadores. Levar com uma lição de moderação da Moody's deve ser duro...

O problema connosco é que temos sempre de perder tempo e muito esforço antes de chegar ao ponto de partida. Uff, com um empurrãozinho lá de fora para percebermos, chegámos! Agora, já me permito dizer: sim, também suspeito que vai ser difícil cumprir este Orçamento.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

  
 O OE é da Moddy's!
   
«Boas notícias vindas da Moody's. A agência de notação financeira deu a 'bênção' à versão revista do Orçamento do Estado, cuja proposta foi aprovada na passada terça-feira na Assembleia da República, avança a SIC.

A credibilidade fiscal do país sai a ganhar com o Orçamento preparado pela equipa de Mário Centeno, enaltece a Moody's, e confere ao país um crédito positivo. Numa nota divulgada hoje, a agência diz ver com bons olhos as alterações levadas a cabo ao documento original, dotando-o de mais "realismo" e afastando o risco de eleições antecipadas.» []
   
Parecer:

Depois de toda a gente, desde a direita aos partidos que apoiam o governo, declararem que este OE não era o seu, eis que aparece e a Moody's a dizer que o apoio. Finalmente se conclui que o OE não é órfão.
    
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Até tu Ricardo?
   
«O ex-presidente do antigo Banco Espírito Santo, Ricardo Salgado, está atento a tudo o que acontece ao banco que substituiu o BES em agosto de 2014. Esta quinta-feira, em comunicado, a defesa de Ricardo Salgado vem dizer que " é tempo de o senhor Governador do Banco de Portugal assumir a responsabilidade pelos seus atos". Com isto pretende contestar a resolução aplicada ao antigo BES e a mais recente transferência para o BES mau de obrigações sénior "em parte já comercializadas pelo Novo Banco, assim pondo em causa a confiança no Novo Banco junto de investidores institucionais de grande relevância a nível internacional".

No comunicado, a defesa de Ricardo Salgado afirma que "mais de um ano e meio depois da resolução, o Novo Banco tem menos 24% de depósitos e concedeu menos 33% de crédito do que o BES em 30 de junho de 2014, o que demonstra que os clientes tinham mais confiança no BES do que têm no Novo Banco".» [Expresso]
   
Parecer:

O problema e que o homem tem alguma razão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao primeiro-ministro no exílio, um homem que parece andar muito preocupado com o futuro do Novo Banco.»
  
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