domingo, outubro 30, 2016

Semanada

A nomeação de bois é feito a coberto daquilo a que designa “confiança política”, isto é, altos cargos do Estado têm como único critério de nomeação algo que não significa nada. Mas os complexos de inferioridade são insuperáveis e os merecedores de confiança política sentem-se mal por serem adjuntos, assessores ou chefes de gabinete sem serem “sotôres”, por isso desatam a mentor. Lamentavelmente, numa semana o país foi confrontado com mais dois destes imbecis, rapazolas tão parvos que acham que podem mandar falsos currículos para o DR, sem ninguém venha a reparar nas mentiras que lá estavam inscritas.

As receitas do IVA estão muito aquém do esperado, quase 500 milhões de euros. É muito dinheiro e seria importante analisar bem para se perceber se estamos perante um excesso de otimismo em relação ao crescimento económico ou se, em apenas um ano, a eficácia do fisco veio por aí abaixo. Se há responsabilidades da máquina fiscal o governante que a tutela terá de dar explicações, recorde-se que o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais tem sob a sua tutela uma única direção-geral, a AT, ou seja, é o seu verdadeiro diretor-geral. Não serve de andarmos a criar impostos para que os que existem não sejam cobrados.

Perdida a esperança do segundo resgate, resta à extrema-direita chique prosseguir com a sua guerra de guerrilha, procurando provocar o maior volume possível de prejuízos, sem usar grandes meios. Agora, o alvo desta guerra é a CGD, grande instituição financeira do Estado, a sua desestabilização seria ouro sobre azul para a estratégia de terra queimada.


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