sexta-feira, outubro 07, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
Durão Barroso, funcionário do Goldman Sachs

Mandaria o bom senso que Durão Barroso ficasse calado em relação à nomeação de António Guterres, qualquer posição implicaria uma comparação, entre o homem que chegou à Comissão europeia da forma pouco nobre que todos conhecemos e que daí saltou para o Goldman Sachs de forma ainda menos nobre e um Guterres que é eleito por mérito não há qualquer comparação.

Mas Barroso vai mais longe num artigo que escreve no Público, fá-lo à sua maneira, lembrou-se agora de lembrar o seu suposto apoio a Guterres para ter chegado a Alto Comissário para os Refugiados. É preciso não ter um pingo de vergonha na cara.

«Logo no início do meu primeiro mandato como presidente da Comissão Europeia, tive a oportunidade de apoiar, nomeadamente junto do então secretário-geral da ONU Kofi Annan, a candidatura de António Guterres a alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados. Fi-lo não apenas por um sentimento patriótico, mas porque sabia que António Guterres desempenharia o cargo com grande competência e dedicação. E foi o que aconteceu. É pois com muita satisfação que vejo agora serem reconhecidas as suas qualidades pessoais e devidamente valorizada a sua experiência política internacional.» [Público]

 As feministas e a escolha de Guterres

O argumento em favor da escolha de mulheres em função do género e em prejuízo das competência assenta no pressuposto de que as mulheres estão em desvantagem, em função do seu importante papel familiar, principalmente em consequência do seu papel como mães. É ridículo usar este argumento para escolher um secretário-geral da ONU, todas as mulheres concorrentes ocupam cargos de topo, não podendo dizer que tiveram carreiras prejudicadas pelo machismo.

Neste caso escolher uma mulher só por ser mulher seria escolher entre candidatos em iguais condições em função do género e em prejuízo da competência. O percurso de Kristalina Georgieva é um bom exemplo disso, a senhora não apareceu só no fim porque andou a levar os filhos ao colégio ou porque teve de cuidar do marido doente. A senhora apareceu no fim para não ser confrontada por avaliações e manteve-se no exercício do cargo de vice-presidente da Comissão europeia, cargo para o qual há muitos milhares de mulheres e homens da Europa mais competentes e honestos do que ela.

 Santana Lopes, a Georgieva portuguesa?

Parece que a estratégia de Santana Lopes é em tudo parecida à de Kristalina Georgieva, prefere fica no conforto da Santa Casa e à última hora decidirá se vai a votos ou não. Esperemos que não faça como a búlgara e não venha apresentar uma licença sem vencimento, paa se certificar  que não perde o tacho em caso de derrota eleitoral.

      
 O regresso da filha pródiga
   
«Na conferência de imprensa diária da Comissão, o porta-voz Alexander Winbterstein confirmou que "sim, (Georgieva) já está de volta aqui ao Berlaymont (sede do executivo comunitário em Bruxelas) desde hoje", depois da derrota sofrida na véspera, na primeira vez que se sujeitou a uma votação do Conselho de Segurança da ONU.

A licença de vencimento de um mês solicitada pela comissária búlgara a 28 de setembro, e concedida pelo presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, durou assim apenas uma semana, na sequência da votação de quarta-feira do Conselho de Segurança, que ditou uma vitória clara de António Guterres.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Antes que algumas vozes lhe fizessem perguntas não perdeu tempo a voltar ao seu gabinete. Convenhamos que para o padrão salarial da Bulgária cada semana de licença sem vencimento curtar-lhe-ia uma pequena fortuna e ainda se arriscava a perder o lugar. Ficará para a história como a protagonista da candidatura mais ridícula a um cargo internacional.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Juncker está feliz com Guterres
   
«O presidente da Comissão Europeia manifesta-se “extremamente satisfeito” pela nomeação de António Guterres para secretário-geral das Nações Unidas (ONU) e deseja-lhe êxito na condução do novo cargo.

Numa carta em português enviada ao ex-Alto Comissário da ONU para os Refugiados (ACNUR) e revelada esta quinta-feira, Jean-Claude Juncker transmite “calorosas felicitações” a Guterres, sublinhando a sua longa experiência em criar consensos no âmbito internacional.

“O facto de ter emergido como a escolha unânime do Cosnelho de Segurança das Nações Unidas, depois de um processo de seleção de uma transparência sem precedentes, representa um enorme triunfo pessoal e o reconhecimento de sua longa experiência em gerar consensos no domínio dos assuntos internacionais”, pode ler-se na missiva.» [Expresso]
   
Parecer:

Quem também deve estar é a senhora Merkel.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Pancadaria no Parlamento Europeu
   
«Steven Woolfe, candidato a líder do UKIP, foi levado para o hospital esta quinta-feira depois de ter discutido com um colega. Durante uma reunião com eurodeputados do partido no edifício do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, terá levado um murro. Mais tarde, quando se dirigia para uma votação, terá desmaiado. Jornal The Sun avança que o agressor é outro deputado, chamado Mike Hookem.

Asa Bennett, editor no The Telegraph, conta no Twitter que Woolfe terá tirado o casaco e desafiado o colega a ir “lá para fora”. Na sequência da discussão, o eurodeputado terá sido atirado contra uma janela. Segundo o The Telegraph, terá sofrido uma hemorragia cerebral.» [Observador]
   
Parecer:

Enquanto derem porrada uns nos outros não se perde grande coisa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se a figura triste feita pelos ingleses.»

 Esses portugueses são uns preguiçosos
   
«Mais de 75% das mães portuguesas com filhos menores conciliam o emprego, quase sempre a tempo inteiro, com a vida familiar. A taxa de emprego das mães em Portugal é uma das mais elevadas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), de acordo com o estudo "Society at a Glance", apresentado ontem, que volta a colocar Portugal entre os países com menor taxa de casamentos e nascimentos, mais jovens a abandonar a escola precocemente e a viver com os pais até mais tarde.

A taxa de emprego entre as portuguesas com filhos até aos 2 anos é de 70%, quando a média da OCDE é de 53%. Se a análise se estender até aos 14, a taxa de mães a trabalhar em Portugal sobe para mais de 75%, sendo a média de 66%. Entre os 35 países analisados, só na Áustria, na Dinamarca, na Eslovénia, na Suécia e na Suíça há uma taxa mais elevada de mães empregadas. Portugal está também entre as nações onde mais de 90% das mães trabalham a tempo inteiro. Consequentemente, na maioria dos países da OCDE as crianças com menos de 2 anos passam, em média, 25 a 35 horas por semana em creches, mas, por cá, ficam 40 horas ao cuidado de terceiros.» [DN]
   
Parecer:

Alguém devia enviar esta notícia à senhora Merkel e à coisa dele em Portugal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Envie-se.»

 O candidato natural
   
«Santana Lopes “será o candidato natural” do PSD à Câmara de Lisboa, caso entenda avançar. A análise é de José Eduardo Martins, coordenador do programa eleitoral do PSD em Lisboa para as autárquicas de 2017.

“Todos os que até hoje se expressaram, disseram no fundo uma coisa simples: que Pedro Santana Lopes tem um trabalho e uma notoriedade na cidade de Lisboa que, se ele entender ser o candidato, será o candidato natural do PSD. Acho que qualquer pessoa que esteja atenta à política percebe isto que não tem sequer, do nosso lado, nada de polémico”, afirmou o responsável em declarações à TSF.

José Eduardo Martins, que garantiu que não será candidato nestas autárquicas, acrescenta que, apesar de ser a escolha “natural” do PSD, Pedro Santana Lopes não é a única escolha do partido. “Claro que não, o PSD tem muitos candidatos que podem ganhar. O Fernando Medina que, de resto, não é um candidato extraordinariamente forte. É uma pessoa que nuca foi a votos e que tem revelado, em bom rigor, muito pouca capacidade e visão”.» [Oservador]
   
Parecer:

Só se for para esbanjar o dinheiro que ainda houver.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Uma boa decisão
   
«O Governo aprovou nesta quinta-feira um novo regime excepcional de regularização de dívidas ao fisco e à Segurança Social, que entrará em vigor ainda este ano. O Programa Especial de Redução do Endividamento ao Estado (PERES) abrangerá contribuintes individuais e empresas que não tenham pago as dívidas nos seus prazos normais, beneficiando da isenção ou de uma redução dos juros.

O objectivo do Governo é que o regime entre em vigor ainda este ano e que o período de adesão esteja em vigor até ao final do ano.

No caso das dívidas fiscais, serão abrangidas as que não foram pagas até 31 de Maio de 2016, enquanto na Segurança Social serão consideradas as dívidas que deviam ter sido pagas até 31 de Dezembro de 2015.

"Através deste programa, os contribuintes em situação de incumprimento poderão realizar, até ao final deste ano, o pagamento integral do valor em dívida com dispensa do pagamento de juros, ou aderir a um plano de pagamento a prestações, com a duração máxima de 12 anos e meio e sem exigência de prestação de garantia", refere o comunicado do Conselho de Ministros.» [Público]
   
Parecer:

Tudo o que seja aliviar a máquina fiscal de peso de burocracia para que esta se concentre no combate à evasão fiscal é bom.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»
  
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