quarta-feira, maio 29, 2013

Mentiras e pieguices

Sinto-me enganado, estou como os eleitores de Passos Coelho, desiludido com as suas mentiras. Gabava a coragem de alguém que teve a coragem de ir mais além do Bojador, de castigar um povo de gandulos condenando-os às galés, de encher o “peto” e dizer aos panitos sem sal da troika que estava lixando os portugueses, torturando-os e metendo-os a pão e água mas não o fazia a pensar neles e muito menos na salsicha gorda alemã, fazia-o por Portugal.
Dantes tínhamos um governante à séria, até parecia um campo ribatejano cheio de tomates, era tão à séria que como povo eramos uma data de pieguices, quase nem merecíamos alguém com tanta coragem. Isto ia às mil maravilhas, se a troika queria cortar 10% dos vencimentos ele disse que não, o melhor era cortar logos os subsídios, tirar os feriados, despedir, aumentar os descontos e, a cereja em cima do bolo, aumentar o horário de trabalhado sem por decisão unilateral e sem qualquer negociação ou compensação financeira.
Manda quem pode e quem foi eleito pode mandar durante quatro anos e não há Paulo Portas, Tribunal Constitucional, condómino da Quinta da Coelha que o impeça, até porque os mercados já estão de portas abertas, os crescimento que estava para vir no segundo semestre de 2012 está aí a chegar, somos o melhor aluno da Europa, temos um ministro que vai todas as semanas a Bona, nunca isto eteve tão bom.
Pois, agora que tudo estava a correr às mil maravilhas, a economia aberta que nem uma puta do Intendente, um crescimento económico digno de alcunhar o Gaspar de Viagra da política económica, as remessas dos emigrantes a fluir em barda, as exportações a fazem fila nas alfândegas por esse mundo fora, agora que já estava garantido que essa coisa de mais tempo e/ou mais dinheiro era mania própria de gregos, agora que me sentia o melhor povo do mundo veio o Passos e desiludiu-me.

Precisamos de mais tempo, estamos à rasca de dinheiro, não vamos conseguir pagar o que já devemos e agora que era preciso um Homem de Massamá com H grande, com eles no sítio eis que nos sai um piegas, um piegas que diz que se calhar precisa de folga, um piegas com a mania do consenso, um piegas que diz que estudou muito mas o teste é que era difícil. Lá se foi o governante forte e espadaúdo, o castigador do povo que estava cagando para eleições, agora temos um piegas em primeiro-ministro, piegas e ainda por cima mentiroso. Por este andar ainda me aparece a fumar na cama e como se isso não bastasse ainda casa com o Gaspar e decide-se pela co-adopção do Paulo portas!
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