domingo, maio 19, 2013

Semanada


Talvez para celebrar os dois anos de austeridade supostamente imposta pela troika o imbecil veio tranquilizar os portugueses dizendo-lhes que o corte brutal do Estado não era para eles, aplicava-se apenas ao Estado, isto é apenas esses seres inferiores de parasitas, os funcionários públicos e os pensionistas, seriam sujeitos a cortes brutais de rendimentos e a despedimentos. Mais um pouo e o povo viria festejar numa noite de festa.
Enquanto o imbecil dizia disparates multiplicavam-se os Sinai do desastre económico com tudo quanto é ratazana a abandonar o navio. Os alemães culpam Durão barroso pela austeridade e já faltou mais para o denunciarem como o autor moral da ideia de chamar a troika Portugal para ajudar a direita a chegar ao poder. Em Portugal é Lobo Xavier a dizer que a vinda da troika foi um golpe do CDS e do PSD, só se esqueceu de dizer que o seu patrão Belmiro festejou e que Cavaco deu uma preciosa ajuda. No meio desta fuga das ratazanas aparece um Gaspar anedótico a apresentar a bíblia da austeridade enquanto era gozado por manifestantes.
Outra figura anedota é aquele rapazola dos implantes capilares que se antecipou à propaganda do governo e desviou as atenções de Paulo Portas ao assumir a intenção de despedir funcionários públicos. Parece que a intenção agora é criar duas modalidades de despedimento para funcionários públicos, se for despedimento ficam em casa sem vencimento, se for auto-despedimento levam um subsídio de desemprego simbólico. Parece que o artista dos implantes capilares tem uma infecção urinária e vai explicando a sua política às mijinhas.
Quem não concorda com esta política de continência urinária comunicacional que, por coincidência ou talvez não, se tornou moda desde que o Poiares Maduro começou a andar de Mercedes preto, é Moreira da Silva. O homem tem alguma razão, explicar um corte de cinco mil milhões em prestações suaves de quatrocentos milhões é uma tortura deprimente para o país. Só mesmo um inteligente como o Poiares Maduros pensa que consegue fazer um tal corte sem que os consumidores se apercebam e sugerir ao imbecil que defendesse que os cortes não seria suportado pelos portugueses mas pelos pensionistas e funcionários é uma ideia digna de um doente mental. A presença de Poiares Maduro começa a ser um desprestígio para as boas universidades, a licenciatura de Relvas na Lusófona fazia muito melhor.
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