quinta-feira, maio 30, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Óbidos
  
 Dúvida
 
A convergência dos horários de trabalho do Estado em relação ao sector privado também vai ser adoptado no Banco de Portugal onde até se aplica um acordo colectivo de trabalho para o sector bancário?
 
Ou será que a sendo uma questão de justiça social, como disse o Moeditas no Parlamento, não se aplica à empresa do Ti Costa, aquele senhor de cabelos brancos que tem uns conhecimentos de economia e que alguém se lembrou de que sendo um bancário tinha jeito para governador?
 
Veja-se o acordo colectivo de trabalho do BdP:
 
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 Ou comes a sopa, ou....

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 OK Gaspar!
 
O país não cresce porque os serviços de finanças encerram às 12h30 em vez de encerrarem às 13h00. E a natalidade não aumenta porque os futuros papás não conseguem ir ao registo civil declarar a filharada com os horários de atendimento apertados que actualmente praticam, até deve haver por aí muito português que ficou por ser registado porque os balcões não estavam abertos mais uma hora.
 
 Dúvida

Não será antes banana?
 
 Invistam porque o Gaspar já deixa
  
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 Lírico
  
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 Uma alternativa
   
«Com a excepção de algumas mentes brilhantes, como é o caso de Daniel Bessa, que ainda há dois dias se opôs à flexibilização da meta orçamental para 2014, já quase toda a gente compreendeu, governo incluído, que é urgente aliviar a política de austeridade, uma vez que se tem derrotado a si própria. Por outras palavras, as medidas de austeridade adoptadas estão a impedir o próprio cumprimento das metas orçamentais. Como disse o ex-secretário de Estado do Orçamento Emanuel dos Santos, “sem crescimento não há consolidação”; e no momento presente, sem o suficiente contrapeso da procura externa, estas medidas estão a bloquear o crescimento de Portugal. Precisamos, portanto, de travar a austeridade de forma a iniciar a necessária recuperação económica do país e, consequentemente, consolidarmos as nossas contas públicas e pagarmos a parte da dívida que ainda pode ser paga. Para isso é fundamental uma renegociação com a troika que permita estabelecer um programa de ajustamento suficientemente prolongado no tempo, de forma a não boicotar o crescimento económico – objectivo partilhado por todos.

No entanto, a renegociação não é suficiente; é preciso libertar recursos para desenvolver uma política industrial que permita graduar e qualificar o perfil da nossa estrutura produtiva. E para libertar recursos é necessário reduzir (de forma significativa) os encargos anuais com o serviço da dívida, o que necessariamente exige a sua reestruturação. E desde que represente uma redução substancial dos encargos anuais, a reestruturação pode assumir as mais diversas formas. No entanto, no quadro do euro, uma renegociação do programa de ajustamento e uma reestruturação da dívida pública, por si só, não bastam para desenvolver uma política industrial verdadeiramente eficaz; precisamos igualmente de negociar com os nossos parceiros europeus a suspensão, durante um período limitado de tempo, de algumas regras da concorrência e do mercado interno europeu, para que Portugal possa proteger alguns sectores considerados estratégicos, quer seja através de proteccionismo selectivo e temporário, quer seja através de subsídios à exportação. Mantendo-nos no quadro do euro, só desta forma conseguiremos desenvolver a nossa indústria e ter futuro.» [i]
   
Autor:
 
Pedro Nuno Santos.

 Resistência cultural
   
«Uma onda de loucura está a assolar Portugal. Ninguém acredita nas possibilidades de regeneração do Governo, e a presença dos estrangeiros que o elogiam torna-se numa afronta inqualificável. O que estes cavalheiros, mandatados por interesses cujo fito é a hegemonia económica, propagandeiam é a boa consciência da mentira. E o problema maior, entre todos os grandes problemas que nos afligem, constitui a aquiescência cúmplice de quem tem por dever repudiar o enredo. O presidente do Eurogrupo, de nome impronunciável, e é "muito amigo" de Vítor Gaspar, viajou para Lisboa, a fim de manifestar o aplauso comovido pelas orientações até agora seguidas, e insistir que continuar com o "ajustamento" conduzir-nos-á a uma felicidade incomparável. Temos de empregar todos os meios para precipitar a nossa queda o mais fundo possível para, mais tarde, acedermos a uma sociedade tão jubilosa como igualitária.

Este escândalo de se procurar a felicidade pelo terror "explica-se" pela necessidade de socorrer o capitalismo a qualquer preço, "custe o que custar", na conclusão brutal de Passos Coelho. Nada é respeitado, tudo é permitido. O milhão e meio de de-sempregados; as 69 mil crianças em iminente perigo; a sonegação aos fracos rendimentos dos reformados e pensionistas; o êxodo do melhor da nossa juventude, toda esta criminalidade obedece à mesma lógica de depredação que obriga um grupo tão importante como o Teatro Aberto, de grande tradição cultural e ética, a estar ameaçado de fecho. Uma absurda "grelha de avaliação" colocou a companhia em 39.º lugar, com as consequências inerentes à perda de apoios, necessários à sua sobrevivência. João Lourenço, um homem de rara qualidade moral, que já venceu várias guerras e que testemunhou várias alterações históricas, veio dizer-nos que ele e o grupo sempre procuraram uma verdade que justificasse as obsessões do presente e aclarasse a natureza de uma agressão que fere todos nós.

O encenador evocou as etapas de um empreendimento generoso, que tem submetido à nossa reflexão alguns dos grandes temas das sociedades e dos problemas essenciais do homem. A disponibilidade de João Lourenço em romper com o imobilismo, numa época em que a decência quase não tem direito de cidadania, corresponde a uma denúncia da mentira.

A noção de que a colectividade portuguesa está em escombros tem de encontrar, na resistência de quem recusa a capitulação, o conforto de uma afirmação de coragem e de dignidade. O projecto de uniformizar as diferenças e a natureza díspar das nossas sociedades está em marcha. O Teatro Aberto, tal outros grupos, denegou a inocência como justificação para a cumplicidade. Não o esqueçamos.» [DN]
   
Autor:
 
Baptista-Bastos.
   
     
 Reforma da treta
   
«O aumento do horário semanal para os trabalhadores da Administração Pública, uma proposta já apresentada pelo Governo aos sindicatos, vai ter uma implicação também no funcionamento dos serviços públicos.

Conta hoje o Diário Económico que, no mínimo, estes serviços passarão a estar abertos durante mais tempo, ou seja, entre as 9h00 e as 13h00 e entre as 14h00 e as 18h00, sendo que actualmente o horário normal de atendimento ao público é das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Alguém vai a um serviço de finanças à 13h ou às 18h? Era assim em Frankfurt quando o Gaspar lá esteve. Aumentam o horário de trabalho para despedir funcionários e no fim ainda vão ter falta de pessoal para assegurar a mentira de que o objectivo era aumentar o horário dos balcões.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
      
 Gaspar vai falhar em toda a linha
   
«A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) considera "improvável" que Portugal consiga cumprir as metas do défice orçamental deste ano e para 2014, e defende que a troika deve permitir esta derrapagem.

De acordo com o relatório 'Economic Outlook'  divulgado esta quarta-feira (com as perspetivas globais da instituição, publicado duas vezes por ano), o fraco crescimento económico e a declaração de inconstitucionalidade de quatro normas do Orçamento do Estado para 2013 pelo Tribunal Constitucional vão levar a uma queda na receita fiscal e assim impedir que Portugal consiga atingir as metas que acordo com a troika.» [CM]
   
Parecer:
 
Só agora é que a OCDE o percebeu.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Falta de higiene no Pingo Doce
   
«A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE ) ordenou ontem a suspensão total do funcionamento do supermercado Pingo Doce da rua David Teixeira, em Loulé, por "incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene", confirmou ao CM fonte do organismo.» [CM]
   
Parecer:
 
Não foi para lhe fazerem uma coisa destas que o merceeiro holandês tanto tem apoiado a extrema-direita governamental, ingratos!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Erros menores, certamente
   
«O ministro das Finanças reconheceu que já errou ao longo do processo de ajustamento, mas culpou o PS pela má negociação com a ‘troika’.

"Numa crise com esta dimensão cometer erros é inevitável", admitiu Vítor Gaspar, reconhecendo de seguida: "Certamente sou responsável por vários erros, tentei corrigir alguns e naturalmente o programa de ajustamento tem sido adaptado às circunstâncias".

O ministro das Finanças respondia ao deputado socialista Basílio Horta, que tinha questionado, em jeito de desabafo no final da sua intervenção: "Como é que há coragem para assumir a responsabilidade política do que está a acontecer, e do que pode vir a acontecer, ao país".» [DE]
   
Parecer:
 
O GAspar sente-se tão bem no seu papel que para ascender ao estatuto de Deus até aceita a humildade terrena de aceitar que cometeu erros. mas não disse nem quais, nem se tiveram consequências graves teremos de concluir que foram erros menores. O excesso de austeridade, as medidas inconstitucionais, os OE falseados, enfim, só pequenos erros que qualquer Deus pode cometer.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 A Alemanha começa a provar o seu próprio veneno
   
«Número de desempregados aumenta em Maio pelo quarto mês consecutivo na maior economia europeia.

É um indicador que promete mexer com os mercados financeiros: o número de desempregados na Alemanha aumentou em 21 mil em Maio para 2,96 milhões, segundo estatísticas oficiais hoje divulgadas, perante a pressão da crise da dívida soberana europeia.

A estimativa média dos economistas sondados pela agência Blooomberg apontava para um aumento de cinco mil desempregados, pelo que o número saiu quatro vezes acima do previsto. Foi contudo insuficiente para mexer na taxa de desemprego, que manteve-se nos 6,9%, perto de mínimos da década.» [DE]
   
Parecer:
 
Começa a ser tempo de a economia alemã sofrer as consequência dos sacrifícios que estão a impor  aos países do Sul.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Festeje-se.»
   
 Os talibans de Bruxelas dizem não ao aluno da madrasa lusa
   
«A Comissão Europeia reiterou hoje a necessidade de Portugal efetuar poupanças que garantam um défice orçamental de 4% do PIB em 2014 e de 2,5% em 2015, ignorando assim os recados do Governo português sobre a possibilidade de o país ter mais tempo para reduzir o défice do próximo ano.

Bruxelas formalizou hoje a proposta feita pela troika em março de dar mais um ano para Portugal reduzir o défice para um valor inferior a 3% do PIB até 2015, mas recusou ir mais longe, tal como o Governo admitiu ser necessário nos últimos dias.

Na recomendação sobre Portugal, a Comissão escreve que "as autoridades portuguesas deverão (...) adotar medidas permanentes de consolidação no valor de pelo menos 2% do PIB, tendo em vista atingir um défice nominal de 4% em 2014".» [Expresso]
   
Parecer:
 
Isto é um verdadeiro espectáculo de circo, não faltam palhaçadas e palhaços.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à Europa até quando vai suportar estes comissários incompetentes.»
   
 Não terá sido rápido demais
   
«O Governo recebeu já da AICEP "o interesse manifestado por diversas empresas nacionais e estrangeiras" em investir em Portugal, beneficiando do crédito fiscal extraordinário ao investimento anunciado na semana passada, afirmou hoje o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.

Paulo Núncio sublinhou as expectativas do Executivo na estratégia anunciada para "aumentar de forma imediata e significativa os níveis de investimento já em 2013", numa intervenção que abriu a conferência "Os Novos Rumos da Fiscalidade na União Europeia e em Portugal", no Ministério das Finanças.

O crédito fiscal extraordinário, que oferece o benefício de uma taxa efectiva de IRC que pode chegar a 7,5%, cria condições para que as empresas "reponderem os seus planos de investimento e antecipem ou concentrem os seus investimentos" durante o exercício em curso, sublinhou o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Parece que estas empresas decidem investir como quem compra um pacote de tremoços.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Desconfie-se de tanta fartura.»
   
 Empresário português investigado por Bruxelas
   
«A Empresa Tecnoforma e a ONG Centro Português para a Cooperação (CPPC) vão ser investigadas pelo Gabinete da Luta Anti-fraude da União Europeia (OLAF) por má utilização de fundos comunitários, noticia o site do Expresso.

De acordo com o jornal, a investigação foi confirmada hoje numa carta assinada pelo comissário europeu László Andor e enviada à eurodeputada Ana Gomes, que se queixou à Direcção-Geral do Emprego, Assuntos Sociais e Inclusão, que é a entidade gestora do Fundo Social Europeu, no final do ano passado.

A alegada má utilização de fundos europeus, que será agora investigada, por parte da Tecnoforma, terá ocorrido quando o ex-ministro Miguel Relvas ocupava o cargo de secretário de Estado da Administração Local, competindo-lhe a gestão dos fundos comunitários.

O CPPC, que o actual primeiro-ministro Pedro Passos Coelho ajudou a criar em 1996, foi um dos beneficiários desses fundos, de acordo com um comunicado da Delegação Portuguesa Grupo dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu.

"Interessa a todos, desde logo aos próprios protagonistas deste caso e ao povo português, saber se o primeiro-ministro e um ex-membro do Governo engendraram ou foram instrumentais num esquema de manipulação de fundos europeus para benefício de uma empresa privada em projectos desprovidos ou defraudantes do interesse público", diz a eurodeputada Ana Gomes, no comunicado, citado pelo Expresso.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Já que a justiça portuguesa anda mais entretida a cuidar que as entrevistas não ofenda o homem de Boliqueime, que seja Bruxelas a acabar com a impunidade em Portugal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   

   
   
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