domingo, maio 26, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Janelas mna Lapa, Lisboa
 Mais um tiro no pé

Ao recorrer à perseguição judicial recorrendo para isso a um artigo idiota do Código Penal o Presidente da República deu mais um tiro no pé numa época em que matéria de danos colaterais do tiroteio até se fica com a impressão de que Cavaco dá tiro de rajada. O assunto teria morrido na hora, independentemente  de muitos concordarem com Miguel Sousa Tavares a verdade é que a referência ao palhaço não passaria de mais um dos habituais excessos verbais do jornalista.
  
Com esta perseguição Cavaco expôs-se e prolongou a sua agonia política que ou conduzirá à sua resignação pouco honrosa ou o vai perseguir até ao fim do mandato. Até porque com o governo que tem e que foi o próprio a ajudar a eleger não tem ninguém que o ajude a acabar o mandato com dignidade. A partir de agora a dúvida não está em saber se Cavaco vai chegar ao fim com ou sem dignidade, mas se sim se vai resignar ou chegar ao fim.

 Fundamentalismo

O ayatollah de Belém lançou uma fatwa contra Miguel Sousa Tavares.
 
 Também na Presidência da República

A má moeda afasta a boa moeda!
 
 Elogio
  
O desempenho de alguns políticos tem sido tão mau e algumas das suas frases tão hilariantes que há adjectivos aparentemente ofensivos que quase são um elogio.

 Sócrates

Desde que Sócrates reapareceu que a vida de Cavaco nunca mais foi a mesma, o político definha, entra em decomposição política e dificilmente conseguirá sobreviver até ao fim do mandato. Cavaco tentou destruir Sócrates e vai pagar caro o erro de avaliação que fez. Cada semana que passa é mais um prego espetad no caixão político de Cavaco Silva.

 A grande dúvida

No meio de toda esta palhaçada (ou será antes uma macacada?) em quem já não se percebe quem está no palco e quem está na assistência há uma dúvida que cada vez faz mais sentido: Portugal tem um governo de iniciativa presidencial ou o presidente deixou transformar-se num presidente de iniciativa governamental?
 
 Nem mais tempo, nem mais dinheiro, dizia ele
 
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 Cavaco Silva e o insulto do cronista
   
«Quem não se sente não é filho de boa gente. Cavaco Silva tem razão em indignar-se por aquilo que um cronista fez publicar ontem num jornal. Uma coisa é criticar, e todos somos passíveis de que não gostem de nós, mesmo injustamente. Mas há palavras e palavras. Pode dizer-se que Cavaco Silva não é brilhante a falar e que se engasga em público mais do que seria de esperar num político. Mas não se pode dizer aquilo. Quer dizer, poder dizer, pode-se: em matéria de opinião, pode dizer-se tudo. Mas isso em conversa de tribunal, onde a liberdade de opinião (e felizmente) está defendida. Dito isto, não se diz aquilo que foi dito e publicado, ontem, sobre Cavaco Silva. Uma coisa é chamar-lhe "burlesco" ou "cómico" ou qualquer outra palavra similar, tanto essas palavras estão - infelizmente, mas é assim - conotadas com os políticos. Mas o que o cronista disse ontem fere o homem público no âmago do que ele faz, desqualifica-o na sua função: "Sozinho, completamente sozinho, o dr. Cavaco Silva conseguiu arruinar a Presidência da República. A Presidência da República não tem hoje autoridade, influência ou prestígio", foi dito por Vasco Pulido Valente, ontem, e publicado no Público. É opinião e eu já disse aqui várias vezes que processar uma opinião é como tentar caçar o vento. Só enobrece Cavaco não ter perguntado ao Ministério Público se há ou não matéria para processo no maior insulto que lhe fizeram esta semana.» []
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.

 A culpa, o passado e a má moeda
   
«Santana Lopes, que “saiu de rastos”, tem uma lucidez a anos-luz da moeda actual

Desde que tomou posse, Passos Coelho empenhou-se em introduzir no discurso político o fardo da culpa – a dos outros – que o seu governo se encarregaria de redimir, através da imposição de castigos e penitências variadas.

A culpa começou por ser, em simultâneo, generalizada – os portugueses tinham vivido acima das suas possibilidades – e personificada num homem monstrificado, José Sócrates, que tinha levado o país à bancarrota. Na entrevista que publicamos nesta edição, o insuspeito Pedro Santana Lopes – ex-primeiro--ministro, militante do PSD e grande adversário de Sócrates – encarrega-se de desmontar coisas simples, como a influência da construção errada do euro e da crise internacional no comportamento dos mercados face à economia portuguesa em 2009. Mas o governo – por ignorância extraterrestre, obssessão ideológica ou apenas estratégia de contorcionismo para fins de sobrevivência – optou pelo discurso de pároco que condena os desvios do rebanho (e do anterior pastor) varrendo para debaixo dos móveis todo o lixo de uma construção europeia débil que nos trouxe aqui.

À medida que o tempo foi correndo, a culpa – que era inicialmente de todos, do país inteiro que “tinha vivido acima das suas possibilidades” – começou a ser segmentada: os funcionários públicos, esses preguiçosos, que enxameiam o Estado com as suas “benesses” e salários mais altos do que no privado; os reformados, esses privilegiados cujo sustento sai caro ao Estado e é impossível replicar na geração seguinte.

O governo esforçou-se em promover uma guerra estúpida entre trabalhadores do público e do privado e outra guerra, ainda mais abjecta, entre gerações – tendo como objectivo a velha máxima do “dividir para reinar”. Infelizmente para Pedro Passos Coelho, a maioria dos portugueses recusou-se a alinhar na guerra – não só porque os pais reformados sustentam os filhos de-sempregados que um Memorando da troika bombista para a economia gerou, mas também porque, mais do que o governo parece transmitir, os portugueses começam devagarinho a entender a origem do problema e da chamada crise das dívidas soberanas. Alguém terá dito que Passos Coelho faria de Santana Lopes, em seis meses, “um estadista”. Basta ler a entrevista adiante para se perceber que Santana, que “saiu de rastos”, como o próprio diz, tem uma lucidez a anos-luz da que hoje temos. Quem criticou a má moeda deve estar actualmente em agonia.» [i]
   
Autor:
 
Ana Sá Lopes.
   
     
 Até tu Ruy!
   
«“Hoje, para o Fisco, deixei de ser Actor... e comigo, todos os meus colegas Actores e restantes Artistas deste país”. É assim  que Ruy de Carvalho, de 86 anos, expressa a sua “angustia” por aquilo que diz ser a “rapina com que o fisco está a executar o músculo da cultura portuguesa”.
  
Num texto publicado ontem no Facebook, o veterano ator revela-se indignado com o ministro das Finanças, que acusa de “institucionalizar o roubo”, perante “o silêncio do Primeiro--Ministro e os olhos baixos do Presidente da República”.
  
Ao CM, Ruy de Carvalho esclarece que decidiu manifestar a sua indignação depois de ter recebido uma carta das Finanças que indica que já não é “artista” e passou a ser apenas “prestador de serviços”, deixando de ter direitos conexos e de propriedade intelectual.» [CM]
   
Parecer:
 
Por este andar nem o gato da Lapa apoia o governo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
      
 Pinto da Costa fez um mau negócio
   
«"Tivemos o azar do presidente Pinto da Costa não estar a conseguir fazer os negócios que tem feito. Ele sempre disse que os jogadores eram vendidos pela cláusula, e sabemos que a [transferência] do João Moutinho era de 40 milhões, infelizmente não foi assim, foi por 25 milhões ", lamentou o responsável.
  
Bruno de Carvalho disse ainda que "às vezes as pessoas não vão tendo as mesmas capacidades e as mesmas competências". Além "desse azar", o Sporting também "não se classificou para a liga Europa e obteve a pior classificação desportiva de sempre".» [DN]
E ainda goza:

«"O Sporting deve estar muito satisfeito com o valor da venda do Moutinho. Venderam-no por 11 milhões de euros, consideraram-no uma maçã podre e agora conseguimos que essa maçã podre conseguisse ser vendida por 25 milhões. O Sporting deve dar graças a Deus por termos feito este negócio. A maçã podre transformou-se numa maçã bastante apetecível", referiu Pinto da Costa, único candidato às eleições que decorrem este sábado, no F. C. Porto, tendo em vista o próximo triénio.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Enfim.... já lá foi o tempo da honradez nos negócios mas a verdade é que quem não quer ser urso não lhe veste a pele e quem escolheu o parceiro de negócios não se pode agora queixar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Tenha-se vergonha.»
   
 A vingança da má moeda
   
«Em entrevista ao i, Santana Lopes não recusa o cenário de se candidatar à próximas presidenciais, embora diga que é a "intuição" de quem faz a pergunta. Mas, desde logo, tem críticas a fazer: "O que me custa é que as pessoas não entendam que mudar o sistema de Governo é essencial para o bom funcionamento do sistema económico. Num momento de profunda reforma que o país está a atravessar, não olhar para para o sistema de Governo é um erro crasso".
  
"Com o trauma da ditadura, pusemos tanta fiscalização recíproca que depois ninguém consegue governar. A eficácia de sistema é um valor fundamental e o nosso sistema não é eficaz", assegura Santana Lopes ao i.
  
Na entrevista ao jornal i, o antigo primeiro-ministro defende que "seria mais lógico se o nosso sistema de Governo funcionasse assim: Cavaco Silva preside ao Conselho de Ministros. E depois chega a meio da legislatura, como em França, acha que o primeiro-ministro está esgotado e muda de primeiro-ministro (...). Era como se Cavaco Silva agora tirasse Passos Coelho - peço desculpa pela heresia, para alguns companheiros meus do PSD - e fosse chamar Rui Rio", diz Santana Lopes.» [DN]
   
Parecer:
 
O tempo mosttrou que há sempre uma moeda pior do que a má moeda. Depois da perda de todo o valor do "Cavaco" qualquer moeda é uma boa moeda.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Volta Relvas
   
«Correu mal a Miguel Poiares Maduro a primeira reunião da Concertação Social em que participou em representação do Governo.

O ministro-adjunto - conhecido pelos seus apelos ao consenso - saiu a meio do encontro e criticou os parceiros sociais por falta de preparação. Patrões e sindicatos não gostaram e estão a preparar uma resposta em conjunto.» [Expresso]
   
Parecer:
 
Não só estás perdoado como com o desempenho miserável do académico atés direito a um doutoramento em Yale!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Volta quanto antes, o Passos nunca mais foi como dantes, o Cavaco é a desgraça que se vê, o Gaspar foi adoptado pelo coxo e o governo está que é uma desgraça.»
   

   
   
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