quarta-feira, dezembro 30, 2015

2015

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2015 foi o ano da saída limpa em que os portugueses ficaram a saber que depois de quatro anos de sacrifício estavam na merda, o famoso ajustamento falhou, a experiência desastrosa da desvalorização fiscal apenas promoveu o empobrecimento de uns e a emigração de outros, a banca regressou ao crédito ao consumo, o país só não está na bancarrota porque o BCE passou a fazer oque Passos e Gaspar sempre recusaram.
  
2015 foi o ano em que os portugueses ficaram a saber que ao contrário do que andaram a dizer personagens como o Vítor Bento os sacrifícios que foram forçados a fazer não resultaram de qualquer pecado da gula cometido em tempos de suposta fartura mas sim da necessidade de salvar banqueiros irresponsáveis que depois de parasitarem o país deixaram os bancos falidos ou à beira da falência.
  
2015 foi o ano em que os portugueses ficaram a saber que essa personagem conhecida por Cherne não só não fez qualquer favor ao país, como sugerem os seus amigos da direita, como ainda ajudou Passos Coelho a implementar a sua experiência económica digna de um Mengele da Economia. Pior ainda, ajudou Passos e Portas a encobrirem a real dimensão do desastre dos bancos portugueses,  incluindo aquele que em tempos lhe deu de comer. 

2015 foi o ano em que os portugueses tiveram motivos para sentirem vergonha por terem um governo que desejava o desastre de um parceiro europeu ara o poder usar em campanha eleitoral, por terem um português à frente de uma Comissão Europeia que ajudou um governo a enganar um povo adiando o colapso de um banco que estava falido há mais de um ano e por ter um presidente que depois das falsas escutas a Belém e de ter ajudado a derrubar um governo ainda teve lata para ajudar o PàF a ludibriar os eleitores.
  
2015 também foi o ano em que a democracia parlamentar vingou contra uma tentativa de golpe por parte de um governo e de um presidente que queriam governar contra a maioria parlamentar, em que os portugueses aturaram Cavaco Silva pela última vez e ainda tiveram a sorte de ver Portas partir, ainda que a título temporário. 2015 vai terminar cheirando menos mal no país do que sucedia no seu início.

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