terça-feira, dezembro 01, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Moreira da Silva, ex-ministro do Ambiente

Moreira da Silva estava tão convencido da vitória da direita e de um futuro governo pafioso que decidiu minar o caminho de António Costa na cimeira do clima. É este o sentido de Estado desta gente.

Apanhado o ex-ministro responde como se os portugueses fossem estúpidos, apetece dizer que um fantasma é a tia dele.

«António Costa entrou na Conferência sobre o Clima às 8h (7h em Lisboa). Mas, ao contrário dos outros 150 chefes de Estado e de Governo presentes, não poderá falar porque anterior Governo não inscreveu Portugal na COP21. Contudo, na lista da Presidência da República francesa, figura o nome de Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro português.

A informação sobre a não inscrição de Portugal na COP21 foi confirmada ao Expresso por fonte do gabinete do novo primeiro-ministro português. “Já era tarde para nos inscrevermos quando António Costa e o Governo tomaram posse. Esta conferência tem regras muito estritas e Portugal não está de facto inscrito porque não o fez em devido tempo. Ainda tentámos inscrever-nos mas não conseguimos”, explica a mesma fonte.

De facto, não está prevista qualquer intervenção de Portugal na lista oficial das Nações Unidas para falar na grande conferência sobre as mudanças climáticas (COP21), que decorre nos arredores de Paris entre esta segunda-feira e 11 de dezembro. Todos os outros chefes de Estado e de Governo (mais de 150) discursarão durante esta segunda-feira na COP21, na qual participam delegações de 196 países.» [Expresso]
  
«O anterior Governo não formalizou a inscrição de Portugal na cimeira do clima por não estar ainda confirmado quem seria o primeiro-ministro em funções, mas, segundo fonte do anterior Executivo, "foi garantido junto da ONU que a inscrição poderia ser feita" mal o novo Governo tomasse posse.

"Deixámos tudo preparado", insiste a mesma fonte, "mas não podíamos inscrever um fantasma".

O ex-ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, aguarda que seja o seu sucessor a esclarecer "a verdade dos factos". Em aberto está a possibilidade de emissão de uma nota caso esses esclarecimentos não sejam prestados.» [Expresso]

 O Jumento sobrevive ao jornal i
  
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Graças a um traidor que participou no blogue Simplex e que para subir na vida andou a vender mensagens de email que recebeu os jornalistas um grande jornalista de investigação hoje a sobreviver no correio da Manhã, um tal Paulo Pinto Mascarenhas, conhecido por PPM, teve o seu momento de bufaria tornando famoso o autor deste blogue.
  
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O tal grande repórter há muito que deixou o i, o director do jornal na ocasião durou muito pouco e agora parece ser o próprio jornal a afundar-se. Não se perde nada.

 Um país minado

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 A luta continua

O jornal da extrema-direita chique é quase todo dedicado ao ataque sistemático ao governo, tudo o que mexe no governo deve ser atacado enquanto uns artigos de opinião já são dedicados ao exame da quarta classe (porque não na terceira classe?) outros ainda espumam a raiva que ficou da derrota eleitoral e política.

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 Isto está bonito, está

Na Semana passada o Ricciardi dava conselhos ao país sobre como se comportar, agora os magistrados querem fazer pacto de silêncio para não violarem a mais elementar das leis a que estão obrigados, já só falta vir agora o Passos Coelho prometer que se voltar ao governo não cortará nem os vencimentos dos funcionários nem as pensões..

 Porque será que Cavaco anda tão caladinho?

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 O adeus a Jonah Lomu


      
 Não há nada para estragar
   
«O episódio em torno da sobretaxa não é a única ilusão eleitoral criada por PSD e CDS. Outra, não menos importante, é a ideia de que a economia e o emprego estavam em franca recuperação até às eleições. “Não estraguem” é o lema quem tenta vender a narrativa de que o país, até às eleições de dia 4 de outubro, estava no bom caminho. Esta ideia de retoma, como mostra o INE, é falsa.

Na estimativa rápida do INE, divulgada a 13 de Novembro, podemos ler o seguinte:

“O Produto Interno Bruto (PIB) registou, em termos homólogos, um aumento de 1,4% em volume no 3º trimestre de 2015 (variação de 1,6% no trimestre anterior). O contributo positivo da procura interna diminuiu no 3º trimestre, refletindo a desaceleração do Investimento e, em menor grau, do consumo privado. A procura externa líquida registou um contributo negativo para a variação homóloga do PIB, porém de magnitude inferior à observada no 2º trimestre. É ainda de salientar que esta estimativa rápida tem implícito um ganho de termos de troca superior ao verificado no trimestre anterior, com o deflator das importações a registar uma redução significativa, em resultado nomeadamente da diminuição dos preços dos bens energéticos.
Comparativamente com o 2º trimestre, o PIB registou uma taxa de variação nula em termos reais (0,5% no 2º trimestre). O contributo da procura interna foi negativo devido principalmente à redução do Investimento, enquanto a procura externa líquida contribuiu positivamente, tendo as Importações de Bens e Serviços diminuído de forma mais intensa que as Exportações de Bens e Serviços.”
Mesmo com o efeito positivo do turismo de Julho, Agosto e Setembro, mesmo com o preço do petróleo a ajudar (“esta estimativa rápida tem implícito um ganho de termos de troca superior ao verificado no trimestre anterior”), o PIB desacelerou em termos homólogos (passou de 1.6% para 1.4%) e teve crescimento nulo entre o segundo e terceiro trimestre. Quando olhamos para os números do emprego, a situação não parece ser melhor e desmente qualquer ideia de retoma. A população empregada atingiu o pico em Junho, tendo caído nos três meses seguintes. O desemprego aumentou em Agosto e em Setembro. Isto é o oposto daquilo que se espera de uma economia em recuperação.

Ao contrário da imagem que PSD e CDS tentam passar, a situação económica até às eleições não era a de um país em recuperação. Não estávamos em recessão, é certo; mas não é correto falar em recuperação, muito menos em retoma. As políticas do Governo anterior, depois da brutal recessão, mesmo com toda a ajuda da queda do preço do petróleo e dos juros, o máximo que conseguiram foi uma economia praticamente estagnada e em desaceleração. Não há qualquer sucesso económico a preservar pelo novo Governo. Há, isso sim, uma situação económica que estava a degradar-se e a que urge dar resposta. E tal implica mudar de políticas.

Para o novo Governo, e ao contrário do anterior, o aumento do rendimento das famílias é uma condição necessária para haver crescimento económico.

Como a procura interna desacelerou, como a taxa de poupança das famílias está em mínimos históricos, como não é expectável que haja novo aumento de rendimento (real) por via de quedas adicionais do preço do petróleo ou dos juros, a aposta num “frontloading” de rendimentos para as famílias é mesmo urgente, e é a única forma de assegurar um crescimento sustentável do consumo. Seja por via fiscal (sobretaxa), seja por via salarial (salário mínimo e fim dos cortes dos salários na função pública), seja por via de prestações sociais (descongelamento das pensões e reforço do RSI, CSI e Abono), a procura interna só crescerá de forma sustentável aumentando o rendimento das famílias.

Ao invés de pôr em risco a atual retoma (inexistente), o choque de rendimentos é mesmo necessário para que o crescimento económico seja possível. Como é evidente, e como consta do programa de Governo, esta aposta não é suficiente, devendo ser devidamente integrada numa estratégia económica mais vasta e abrangente. Mas, não tenhamos dúvidas, embora nenhum programa de recuperação económica se possa esgotar no aumento de rendimento das famílias, essa recuperação de rendimentos é uma dimensão essencial de qualquer política que tenha como objetivo prioritário o crescimento económico. Não ser suficiente não torna o necessário menos importante.» [Expresso]
   
Autor:

João Galamba.

      
 Agora?
   
««Um "compromisso de confidencialidade" por escrito e assinado por procuradores do Ministério Público, polícias e juiz de instrução criminal que estejam envolvidos em conjunto numa investigação vai ser uma das prioridades do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) para o ano judicial 2015-2016.

O objetivo consta do plano de atividades assinado por Amadeu Guerra, diretor do DCIAP, departamento que tem sob a sua alçada investigações como o caso BPN, a Operação Furacão, o BES, irregularidades na obtenção de vistos gold (cuja acusação, entre outros, atinge o antigo ministro da Administração Interna Miguel Macedo) ou a Operação Marquês, que envolve o ex--primeiro-ministro José Sócrates em suspeitas de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal.

Amadeu Guerra considera "imprescindível e fundamental, em função da natureza do processo e dos factos e das pessoas que estão sob investigação, estabelecer regras muito claras e eficazes que, desde a instauração do inquérito, assegurem o segredo de justiça". Declaração que encaixa que nem uma luva no processo mais mediático do momento: a Operação Marquês que se tornou pública a 21 de novembro de 2014 com a detenção do ex-governante e antigo líder socialista no aeroporto de Lisboa. José Sócrates esteve em prisão preventiva nove meses em Évora, estando agora, depois de um período em prisão domiciliária, em liberdade.» [DN]
   
Parecer:

Devem estar a gozar, agora, para que seja respeitado o sigilo fiscal não basta aos magistrados a lei e o respeito pelos arguidos, é necessário um pacto de silêncio. Um dia destes ainda vão propor uma espécie de cinto de castigado que os impeça de falar pois só assim teremos a certeza de que não darão com a língua nos dentes.

É de esperar que o pessoal do EPL faça um pacto de bom comportamento, que os aceleras façam um pacto de respeito dos limites de velocidade, que os aldrabões façam um pacto de honestidade, enfim, o país vai entreter-se a fazer pactos de bom comportamento em paralelo com o respeito ou o mais elementar desrespeito da lei, principalmente por aqueles que ganham para cumprir e fazer cumprir a lei aos outros.

Neste país há quem tenha perdido a noção do ridículo.
  
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 O anti-comunista primário
    
«Um raro momento mediático da campanha do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses - Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (PCTP-MRPP) nas legislativas do passado dia 4 de outubro foi a polémica em torno da palavra de ordem "morte aos traidores". Quem diria então que, pouco mais de um mês depois das eleições, o principal rosto daquele partido seria obrigado a apresentar a sua demissão, acusado de... traidor.

Na sequência do desaire eleitoral (60 045 votos contra 62 610 em 2011) que, mais uma vez, deixou o PCTP-MRPP às portas de São Bento, Garcia Pereira foi suspenso, juntamente com os outros membros do comité permanente do comité central, acusados de "incompetência, oportunismo e anticomunismo primário". Nas últimas semanas, a luta entre a autoproclamada "linha marxista-leninista", do líder histórico Arnaldo Matos, e a "linha capitulacionista", assim batizada pelos opositores de Garcia Pereira, azedou no seio do partido maoista.

A violência verbal subiu de tom e chegou a ser dirigida à mulher e à filha do conhecido advogado lisboeta, que o tinham defendido no Facebook. Garcia Pereira, que ainda a 13 de outubro tweetava um link para um artigo de Arnaldo Matos, acabou por atirar a toalha ao chão: "Informo que, embora com uma enorme mágoa, mas também com a firme convicção de que a história não nos deixará de julgar a todos, me vi constrangido, como única alternativa com um mínimo de dignidade, a apresentar, no passado dia 18 de novembro, a minha demissão", lê-se no comunicado que enviou aos jornais.» [DN]
   
Parecer:

O MRPP no seu melhor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Ao que isto chegou
   
«O director do Instituto Garofani de Rozzano, na província italiana de Milão, decidiu cancelar as festividades de Natal em nome do respeito das várias culturas e credos dos alunos do estabelecimento de ensino. A decisão provocou a ira dos pais e uma reacção do primeiro-ministro de Itália, que considerou que o responsável está a cometer um “erro enorme”.

Na escola, que tem cerca de mil alunos, entre turmas da primária até ao ensino secundário, perto de 20% de estudantes são de fés não cristãs, sendo que a maioria pertence a famílias que seguem o islamismo.

O director do instituto, Marco Parma, de 63 anos, decidiu que este ano o habitual concerto de Natal das crianças do primeiro ciclo seria adiado para 21 de Janeiro e passaria a ser um concerto de Inverno, sem temas com conteúdos religiosos. O responsável rejeitou a proposta de duas mães de alunos que se ofereceram para ensinar canções de Natal aos mais pequenos durante os intervalos. No entanto, considerou que as festas de Natal que cada sala costuma celebrar devem ser realizadas.» [Público]
   
Parecer:

Um dia destes o rei saudita é presidente por inerências.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Outro embuste
   
«O Produto Interno Bruto (PIB) teve uma variação nula no terceiro trimestre, confirmou esta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). "Comparativamente com o segundo trimestre, o PIB registou uma taxa de variação nula em termos reais (0,5% no segundo trimestre)", revelou o INE.

"O contributo da procura interna foi negativo devido principalmente à redução do investimento, enquanto a procura externa líquida contribuiu positivamente, tendo as importações de bens e serviços diminuído de forma mais intensa que as exportações de bens e serviços", refere a entidade.

Em termos homólogos, o PIB registou um aumento de 1,4% em volume, que compara com uma variação de 1,6% no trimestre anterior.

Segundo o INE, o contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB diminuiu no terceiro trimestre, passando de 3,5 pontos percentuais no segundo trimestre para 1,9 pontos, uma evolução que reflecte a "desaceleração do investimento e, em menor grau, das despesas de consumo final".» [Público]
   
Parecer:

Eu ainda sou do tempo em que Cavaco Silva acusava a oposição de não comentar os dados do crescimento económico.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Solicite-se um comentário ao ainda presidente.»
  

   
   
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