domingo, dezembro 20, 2015

Semanada

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Cavaco Silva prometeu colocar a sua experiência ao serviço do país se fosse eleito presidente e finalmente cumpriu essa promessa eleitoral, recordando os tempos em que destruiu a bolsa de valores de Lisboa, levando milhares de pequenos investidores à falência, Cavaco diz agora que o silêncio deve ser a norma, isto é, fala do BANIF para mandar calar o governo com tiques de mestre-escola.

O governo decidiu ser politicamente correcto à moda das beldades do BE e decidiu substituir os Audi oferecidos na Fatura da Sorte por certificados de aforro, matando dois coelhos com uma cajadada, incentiva a emissão de facturas e ensina os portugueses a poupar. Esperemos que o PS não deixe de ser laico pois um dia destes ainda se lembraria de oferecer santinhos a quem pedisse factura.

Na mesma semana em que Passos Coelho informou Paulo Portas de que continuariam em união de facto mas a partir de agora seria conveniente dormirem em caamas e casas separadas, o PS deu o dito por não dito e aprovou uma proposta parlamentar no que foi seguido pelo seu conjugue da direita. Passos anda, anda e anda diz que que em nome do interesse nacional não se importa de ser o número dois de António Costa, antes isso quer ser cozido em lume brando por um Rui Rio que acaba de confirmar que não se candidatou a presidente para disputar o lugar de Passos.

José Sócrates deu uma entrevista e voltou a incomodar muita gente, desta vez a Procuradora-Geral, uma princesa da melhor linhagem do cavaquismo, foi claramente apontada como responsável pelo processo, restando agora perceber se Sócrates pretendia sugerir que também aqui há uma mão atrás do arbusto. António Costa aproveitou para se defender das críticas dizendo que no PS há liberdade de opinião, o que foi uma surpresa para toa a gente, enquanto Carlos César anda tão atarefado que nem teve tempo para ver o telejornal da TVI.
  
Passos foi a Bruxelas participar nas decisões europeias chamando a si o estatuto de primeiro-ministro no exílio. Demonstrando um grande fair play para com os que ilegitimamente deram um golpe de estado para o derrubar pediu aos seus amigos e aliados que fossem compreensivos para com o seu país. Nem o D. Duarte alguma vez foi tão longe em relação à República!

Nos tempos do PREC a UEC contava com uma espécie de tropa de choque chamada MJT, sempre que havia um conflito com o MRPP nalguma faculdade chamavam o MJT como se fosse uma tropa de choque, foi assim que os jovens comandados pela destacada jovem Zita Duarte destruíram a biblioteca do ISEG numa épica batalha com os amigos de Durão Barroso. Agora parece que a Procuradora-Geral tem a sua própria tropa de choque e sempre que alguém se mete com ela lá aparece o dr. Ventoinhas e o seu sindicato em sua defesa. Sindicatos como estes só mesmo nos tempos da ex-URSS.

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