sexta-feira, dezembro 18, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Cavaco Silva anda muito cuidados a falar da banca, está esquecido quando ajudou o BES a enganar os investidores ou, recuando mais uns anos, de quando com uma frase assassina provocou um crash na Bolsa de Lisboa.

«O Presidente da República, Cavaco Silva, recusou comentar a atual situação do Banif, referindo que é preciso prudência quando se fala em público sobre o sistema bancário.

É preciso medir bem as palavras quando se fala do sistema bancário, porque o seu funcionamento é decisivo para o funcionamento da nossa economia e consequentemente para o crescimento do emprego e da nossa produção”, disse Cavaco Silva.
O chefe de Estado falava no final de uma visita à empresa Kerion, no concelho de Aveiro, no âmbito da 8.ª jornada do Roteiro para uma Economia Dinâmica, dedicada à cerâmica e metalomecânica. Questionado pelos jornalistas sobre a atual situação do Banif, Cavaco Silva limitou-se a reafirmar que a estabilidade do sistema financeiro deve ser uma prioridade nacional.

“O bom senso e o conhecimento das funções do sistema bancário aconselham muito cuidado nas palavras que se pronunciam em público. Eu recentemente mais do que uma vez tive ocasião de sublinhar que a estabilidade do sistema financeiro devia ser uma prioridade nacional e é isso que eu continuo a dizer”, adiantou, referindo-se a uma das exigências que fez a António Costa antes de o indigitar primeiro-ministro: a de assegurar a estabilidade do sistema financeiro.» [Observador]

      
 Notícia revela que os homens são esquisitos
   
«Há um ano, vindo de festa em Lisboa, um tipo atropelou um rapaz no Fogueteiro, sul do Tejo. Fugiu, foi para casa, na Amora, meteu o carro na garagem, lavou-o e deixou-o guardado durante nove dias. Entre a tragédia e o esconderijo, estamos a falar dum raio máximo de 5 kms. O tribunal vai agora julgar o condutor, confirmar o atropelamento, medir, em pena, as circunstâncias da fuga, e até os pormenores do esconder o incidente. Mas não, não é sobre o acidente que eu gostaria de ouvir o homem que atropelou, fugiu e escondeu. À justiça o que é da justiça... Queria ouvi-lo sobre coisas pequenas como, por exemplo, o que o levou ao que fez ao nono dia do carro guardado - e escondido com êxito porque nenhuma autoridade foi bater à porta do condutor. Até ao nono dia, um crime (ou um azar) perfeito. As consequências desse crime (ou azar) já o condutor as conhecia: o rapaz morreu. Quem não compraria todos os jornais para saber do vulto que atropelou? Em todo o caso, tendo-se passado nas vizinhanças, o condutor conhecia essa morte. Pois, ao nono dia, ele telefonou à seguradora, para consertar os danos! Alertada, a PSP apanhou-o. Quer dizer, o condutor não pegou no carro, foi às Terras de Basto, 500 quilómetros acima, encontrou uma garagem manhosa e pagou do seu bolso os arranjos... Não, ele quis estar segurinho, queria o crime (ou azar) gratuito. Não sei porque nunca se ouvem as pessoas sobre estas coisas pequenas e extraordinárias da vida.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 Defendida pelos seus 
   
«O PSD confia "na isenção, na autonomia e no profissionalismo dos magistrados do Ministério Público [MP]". Foi esta a frase escolhida pelo deputado Carlos Abreu Amorim para garantir à procuradora-geral da República (PGR), Joana Marques Vidal, que o seu partido não concorda com as críticas que o antigo primeiro-ministro José Sócrates fez ao MP durante a entrevista que concedeu à TVI, transmitida em dois blocos: na segunda e na terça-feira à noite.

A intervenção do deputado na comissão de Assuntos Constitucionais, Liberdades e Garantias no Parlamento foi uma resposta às críticas do ex-governante à atuação da PGR na Operação Marquês - na qual José Sócrates é suspeito dos crimes de branqueamento de capitais, corrupção e fraude fiscal agravada.

No dia seguinte o PSD veio defender, através de Carlos Abreu Amorim, Joana Marques Vidal, que o seu governo indicou para o cargo, por quatro anos, em outubro de 2012.» [DN]
   
Parecer:

Não admira que o PSD defenda a Procuradora-geral, afinal a senhora pertence a uma das mais nobres linhagens do cavaquismo, está no cargo por escolha do governo e nomeação de Cavaco e sob o seu mandato tem sido perseguido aquele que estilhaçou a credibilidade política do cavaquismo, mais parecendo uma vingança. Joana Marques Vidal está para a justia tal como Cavaco está para a política, afinal são farinha do mesmo saco.
    
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se e manifeste-se toda a compreensão pela solidariedade da direita com Joana Marques Vidal, elogiando-se a escolha do anafado Amorim para fazer a declaração.»
  
 Assis ainda não digeriu bem o leitão da Mealhada
   
«Francisco Assis, que foi o mobilizador daquilo que pretendia ser uma “corrente interna crítica e alternativa no PS, contra a decisão de costa de se aliar ao PCP, Bloco e PEV, diz agora estar “absolutamente certo de que António Costa se move pelos melhores motivos”.

Num artigo de opinião que hoje assina no Público, o eurodeputado socialista diz que nos próximos meses se vai saber “se Costa se dispôs a correr riscos em nome daquilo que entendeu como a imperiosa obrigação de formar um governo de centro-esquerda ou se, pelo contrário, aceitou fazer de conta que dirige a tão propalada geringonça motivado por medíocres objetivos de sobrevivência política pessoal”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

E voltou igual a si próprio.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Até onde vão as secretas
   
«O ex-diretor-geral do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), o braço externo das secretas portuguesas, disse esta quinta-feira de manhã que os agentes operacionais, pelo menos até ter abandonado as suas funções em 2010, faziam “coisas mais graves” do que aceder ilegalmente a registos telefónicos de cidadãos. Essa era, aliás, uma “praxis habitual”, disse, respondendo às perguntas de um dos advogados de defesa. Mas não esclareceu que “coisas mais graves” seriam essas.

Em mais uma sessão do julgamento do caso das secretas, em que está acusado de violação do segredo de Estado, abuso de poder, corrupção e acesso ilegítimo a dados pessoais, Silva Carvalho afirmou que era possível nos serviços obter a faturação detalhada do telemóvel de qualquer pessoa em Portugal e que isso era tão fácil de obter na Vodafone ou na Meo como na Optimus (atual Nos), reforçando o que já dissera há semanas quando foi interrogado pela juíza Rosa Brandão.

O ex-espião garantiu que não havia forma de o então diretor operacional do SIED, João Luís, também arguido no processo, ter recusado a ordem que lhe deu para obter os registos telefónicos de um jornalista do “Público”, Nuno Simas, em agosto de 2010, com o objetivo de descobrir quem seriam as suas fontes dentro dos serviços. “Se o dr. João Luís tivesse recusado, teria sido afastado do lugar de diretor operacional”, disse. “Mas não havia sequer margem para isso”, esclareceu, justificando que havia uma cultura nos serviços em que se incentivava o recurso a meios ilegais.» [Expresso]
   
Parecer:

Começa a ser óbvio que nas secretas não há linha que separe o legal do ilegal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»

 A cada país a sua loucura
   
« esforços da Dinamarca para não receber refugiados e repelir migrantes que ali queiram procurar asilo continuam. A mais recente lei que o Governo do país quer aprovar visa impedir os refugiados que cheguem a território dinamarquês de trazer objetos valiosos - numa versão inicial, apresentada pelo ministro da Justiça, “sacos de diamantes”; agora, sabe-se que as jóias em geral podem inserir-se nesta categoria.

Se a nova lei for aprovada, as autoridades dinamarquesas passarão a confiscar esses objetos a quem chegar com o estatuto de refugiado. O Ministério da Integração, citado pelo jornal “The Washington Post”, explica que “a nova regra vai ser aplicada apenas a objetos de valor considerável”, sem concretizar, no entanto, qual será o valor em causa. A mesma fonte adianta ainda que os migrantes “poderão ficar com bens necessários para manter um nível de vida médio, como relógios e telemóveis (…) e com bens que tenham um significado sentimental, a não ser que sejam de um valor considerável”.» [Expresso]
   
Parecer:

Aquilo que o DAESH não lhes roubou vai roubar o governo do reino da Dinamarca.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 Os amigos sauditas são assim
   
«O pai de Abdullah al-Zaher, hoje com 19 anos, veio a público pela primeira vez pedir para salvarem a vida do filho, condenado à morte - será crucificado depois de ser decapitado. "Por favor ajudem-me a salvar o meu filho da ameaça de morte iminente. Ele não merece morrer por ter participado num protesto", afirmou Hassan al-Zaher ao diário britânico The Guardian.

Detido em 2012, dias antes de fazer 16 anos, Abdullah foi acusado de incentivar os protestos, depois de participar numa manifestação no Leste da Arábia Saudita - uma província dominada pela minoria xiita. O protesto acabou por se tornar violento, com os manifestantes a incendiarem carros e lançarem cocktails molotov contra a polícia.» [DN]
   
Parecer:

E  o mundo ocidental ainda os apoia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Denunciem-se estes terroristas.»

 A bondade de Passos
   
«No seu regresso a Bruxelas, para participar na tradicional reunião do PPE que antecede os Conselhos Europeus, mas agora (novamente) como líder da oposição, Pedro Passos Coelho, questionado sobre se esperava que a maior família política europeia, que o PSD integra, tivesse reagido de outra forma à mudança política em Portugal, indicou que foi o próprio a solicitar aos seus parceiros que reagissem "com moderação", apesar da preocupação com a aliança do novo executivo socialista com forças "antieuropeias" (Bloco de Esquerda e PCP).

"O PPE reagiu com moderação, como, de resto, eu solicitei que fizessem. Não há nenhuma razão para que o PPE tenha, sobre matérias que respeitam à soberania portuguesa, nenhuma intervenção particular. Manifestaram alguma apreensão pela forma como em Portugal o Governo aliou forças que são antieuropeias no apoio ao próprio Governo, e creio que isso esteve na origem de preocupações, não apenas aqui em Bruxelas e na Europa mas também em Portugal, mas não mais do que isso", afirmou.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Passos Coelho assumiu o seu novo papel de líder da oposição, aquele que de forma ilegítima foi arredado do cargo mas que mostra compaixão com os que o arredaram abusivamente do poder e que num momento em que mistura paternalismo com bondade apela aos seus parceiros para serem compreensivos com o governo português, pede-lhes que se esqueçam de que é ilegítimo e que é apoiado por perigosos comunistas.

O problema é que Passos parece ignorar que o PPE não é um lobo mau e que os seus governos ou os governos em que participam não actuam a pedido dos derrotados. É por isso que esta passagem do político ceio de ódio ao bondoso é ridícula, até porque não passou muito tempo desde a última reunião do PP em qe esteve presente.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

   
   
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