segunda-feira, dezembro 21, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Paulo Portas
  
Paulo Portas foi ao congresso do CDS-Madeira e em vez de se preocupar com o facto deste partido representar pouco mais do 3% decidiu fazer mais um dos discursos com que pretende controlar a agenda da direita, condicionando o PSD.

O Portas da sobretaxa e da fraude do seu reembolso vem agora chamar imposto à reversão de uma privatização feita em circunstâncias muito duvidosas.

«O presidente do CDS, Paulo Portas, mostrou-se este domingo, no Funchal, contra o que considera ser um “imposto ideológico” que resultará de uma reversão da privatização da TAP.

O mais importante – defendeu Portas, no encerramento do XV Congresso do CDS-Madeira  – é salvaguardar a viabilidade da transportadora aérea. “Quem é que paga os salários? Quem é que paga a renovação da frota? Quem é que subsidia as novas rotas? Quem é que assume as dívidas da empresa”, questionou, dizendo que se for o Estado a pagar, é o contribuinte que irá arcar com essas despesas.» [Público]

 Uma nova forma de mentir em política, o ilusionismo

  

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Compreendo a raiva da direita e imagino Passos a pensar com os seus botões "Agora que os tinha enganado e muitos dos que sofreram com a minha experiência veio o Costa e roubou-me o lugar, logo agora aqueles comunas empedernidos tinham de mudar de ideias". Paulo Portas também deve ter os seus pesadelos pensando para consigo "Eu até aturei este imbecil do Passos Coelho, revoguei o irrevogável, fiz de conta que era ele que mandava, suportei o montanheiro de Boliqueime e agora que estava quase a mandar na direita lixaram-me, andam andam e ainda se lembram de reabrir o processo dos submarinos. Estou tramado, agora vem o Rui Rio, levo um valente pontapé no dito cujo e a Cristas levanta a crista e fica-me com o lugar e essa vai ser mais difícil de lixar do que o Manuel Monteiro!"
  
Em Belém já não deve haver um jarro de porcelana inteira, aquilo deve ser uma berraria insuportável" Eu até confirmei a sobretaxa, enterrei-me a vender acções do BES, andei meses a dizer que Portugal tinha voltado a ser um oásis, veio esse pretinho e estragou o fim do meu mandato, até parece que morri na Práia dos Olhos d'Água!. A pobre senhor anda em sobressalto, sempre a pensar que "agora é que lhe dá um fanico!". 
  
A direita tem razão em sentir-se irritada, com a ajuda do marqueteiro brasileiro, o tal que ainda chegou a dar uma entrevista ao Expresso gabando-se de ter sido ele a manter Passos no poder, conseguiu a ilusão de vitória, até parecia que era mesmo verdade e até tinham ganho se não fosse essa maldita Constituição que andou a tramá-los durante quatro anos. Ainda por cima era a única vez em que a Constituição se fazia cumprir a si própria, poupando a Cavaco o trabalho de encomendar pareceres aos constitucionalistas do costume.
  
Desta vez parecia não querer mentira nas promessas eleitorais ou, pelo menos, assim parecia, ainda que o mais certo era ter a intenção de alterar a tabela os vencimentos no Estado para absorver os cortes, fazer uma reforma nas pensões para as reduzir e promover uma reforma do IRS para absorver a sobretaxa. Mas se para governar bastava dizer meias verdades e contar com um desvio colossal para passar á mentira, para ganhar era preciso mais, era preciso uma nova realidade.
  
Surgiu assim uma nova forma de ludibriar os cidadãos, usar os poderes do Estado e manipular as suas informações para criar uma fala realidade, como se as eleições fosse um espectáculo de ilusionismo de feira. Há desemprego? Isso resolve-se com estágios e outras manobras estatísticas? O sistema financeiro está à beira do colapso? Reconduz-se o senhor Costa um home  experiente e não saber de nada desde os tempos do BCP. As pessoas pagam impostos a mais com o partido do contribuinte a governar? Isso não é problema, o aldrabão do Núncio manipula os dados para inventar um reembolso da sobretaxa. 
  
Até Cavaco, um presidente que sempre se empenhou nas manobras deste governo, deu o seu contributo para tornar essa mentira numa verdade credível. Queixava-se de que a oposição não via o crescimento, elogiava a criação de emprego e até se sentia aliviado porque a banca privada que sempre apresentou como um modelo de sucesso (outra coisa não poderia ser pois reivindicava o estatuto de libertador da banca nacionalizada) dava garantias de que tudo ia ser melhor. Até ameaçava o futuro primeiro-ministro de demissão se beliscasse nesse grande valor que era a estabilidade do sistema financeiro.
  
Passadas as eleições eis que o país volta à verdade, o desemprego cresce, a economia está quase estagnada, as receitas fiscais estão em queda, o sistema financeiro está à beira do colapso com o banco do PSD-Madeira à procura de dono, a CGD à rasca e o BCP com taquicardia, o reembolso da sobretaxa ninguém vai ver e o Cavaco anda armado em D. Quixote em luta com os moinhos do comunismo.
  
Mas anda por aí um homem honesto, Marcelo, mais conhecido por cata-vento não mente, não foi ele que levou Cavaco a jantar com o Ricardo Salgado para o convencer a candidatar-se a presidente, ele nunca fez intrigas dentro ou fora do PSD, nunca teve qualquer relação com Passos, nunca tentou fazer uma segunda AD com o Portas. É um político de esquerda que de dia vai à Festa do Avante e à noite é de direita e vai aos jantares oferecidos pelos banqueiros. Marcelo nada tem que ver com esse país de mentiras criado por Passos, nem sequer andou na campanha eleitoral do mesmo Passos a elogiar essa realidade inventada pelo seu partido.
  


 Cavaco ainda não demitiu António Costa

É estranho pois motivos não lhe faltam, exigiu prosseguimento do crescimento e a economia quase estagnou, exigiu continuação da criação de emprego e o desemprego aumentou, impôs a estabilidade do sistema financeiro e este ameaça ruir mais uma vez, esper um défice abaixo dos 3% e com a queda da receita fiscal até isso vai ser difícil. É estranho que nesta condições Cavaco ainda não tenha demitido António Costa.

      
 Carinhas larocas derrubaram a austeridade
   
«Para José Manuel Diogo o sucesso do Bloco de Esquerda nas últimas eleições tem como responsáveis as mulheres do partido.

“O Bloco de Esquerda percebeu nas eleições […] que a beleza das mulheres valia muitos votos”, afirma num espaço de comentário no Jornal de Notícias, acrescentando que as “carinhas larocas de Mariana Mortágua e Catarina Martins foram um ativo eleitoral de peso”.

Ciente disso, defende, o Bloco “mudou de estratégia”, assente nas “duas mulheres jovens que olhavam para os eleitores”. A tática teve resultados: “quase o dobro dos votos e mais do dobro dos deputados”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Houve uma dissidente do BE que percebeu isso e até se despiu, dando o corpo ao manifesto.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 E em que mais querem mandar as misericórdias
   
«Por considerar que as Misericórdias estão mais informadas sobre as necessidades das família mais pobres do país, Manuel de Lemos defende que devem ser as instituições a ter mais competência nas prestações sociais e decidir quem tem direito ou não à prestação.

“Deve ser experimentado numa lógica de rigor, de clareza, de transparência e que as duas partes estejam confortáveis”, afirmou o presidente da União das Misericórdias Portuguesas em entrevista ao Público, lembrando que um projeto piloto já foi experimentado e que teve uma apreciação positiva.

“Temos mais gente no terreno e porque estamos mais próximo das pessoas”, explica, lembrando que “nós fazemos, fazemos bem e fazemos mais barato”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Um dia destes este lóbi manda no país ao controlar os votos de centenas de milhares de idosos e de beneficiários das prestações sociais ou da caridade institucionalizada, estamos a regressar ao século XIX.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Reduza-se o poder do lóbi das misericórdias.»

   
   
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