sábado, dezembro 12, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Henrique Neto
Henrique Neto ainda não percebeu que o ribeiro que passa debaixo da sua ponte já secou e que por lá não vai passar água nenhuma, o papel da sua candidatura presidencial já está esgotado, durante meses a comunicação social da direita usou-o contra a esquerda e agora que as sondagens dão uma maioria confortável a Marcelo a candidatura do Neto deixou de ser útil, vai arrastar-se até ao dia das eleições.

«Henrique Neto entregou, esta tarde, um documento com 7500 assinaturas no Tribunal Constitucional, oficializando a sua candidatura à Presidência da República depois de Paulo Morais e Edgar Silva já o terem feito.

Questionado sobre a dificuldade de conseguir assinaturas, o candidato foi perentório: “É difícil porque é muito trabalho, muitas pessoas dedicadas, durante muitos dias, às vezes a ouvir coisas desagradáveis sobre o partido e sobre a política”, porém Neto não se mostra desanimado com os resultados das sondagens, que apontam Rebelo de Sousa como o potencial vencedor.» [Notícias ao Minuto]

 Lembram-se do Vítor Gaspar?

Calculo que já não se lembrem dessa personagem, dos seus tiques, das centenas de artigos de opinião laudatórios da sua personagem, do elogio da avó Prazeres da Serra da Estrela, da colagem aos tiques virtuosos do ruralismo salazarista, das referências às suas ligações ao BCE, do seu sentido de humor, do ar de superioridade com que se dirigia a tudo e a todos, do seu artigo publicado no site do ministério das Finanças alemão, da acusação de ser o membro da troika feita por jornalistas irlandeses, e, por fim, da sua carta de demissão admitindo o seu falhanço.

Gaspar falhou a tempo de vagar um lugar no FMI e retirar-se como muitas das vítimas das suas políticas para uma zona de conforto no FMI. Do executor da grande experiência da desvalorização fiscal, já ninguém fala, como ninguém fala do falecido António Borges, um teórico da desvalorização fiscal que antes do modesto secretário de Estado dos Transportes ser promovido a especialista internacional das privatizações dava assessoria ao governo neste dossier.

Gaspar era uma sumidade, Gaspar mandava em Passos Coelho, Gaspar era tu cá e tu lá com a malta do BCE e da

 3%

Tenho sérias dúvidas de que o PS e mesmo o país tenha assim tão grandes vantagens em sair do procedimento por défices excessivos. Para o conseguir o governo terá de adiar para 2016 algumas despesas de Dezembro de 2015, bem como reembolsos de impostos, designadamente, de IVA. A isto junta-se o abuso nas retenção do IRS e outros truques do anterior governo, o que significa que os 3% são conseguidos à custa de um aumento do défice em 2016.

Com isso a direita vai festejar e o PS não só perde margem de manobra nas negociações com o BE e o PCP que pedirão cada vez mais, ao mesmo tempo que vai ter mais dificuldades em cumprir a meta do défice para 2016. É tempo de os meses de Dezembro deixarem de ser meses de manipulação das contas públicas e os défices de um ano deixarem de penalizar o dos anos seguintes.

      
 Sem confiança
   
««Houve muita gente a mostrar preocupação quando Mário Centeno não apareceu sentado ao lado de António Costa durante a reunião do Conselho de Ministros. Seria uma desvalorização do lado financeiro? Revelaria a despreocupação do PS com o equilíbrio das contas públicas? Seria a subalternização do governo a uma agenda desmesurada e por isso inconciliável com a precária situação do país? Nenhuma dessas especulações faz sentido. As finanças da República são o que são e nos próximos tempos nenhum primeiro-ministro poderá dar-se ao luxo de olhar para a governação sem ter a maldita folha de Excel à frente dos olhos. Com aquela disposição do xadrez ministerial António Costa quis dar um sinal. Por ele, o Ministério das Finanças seria apenas instrumental na realização dessa ideia de país que ele diz transportar, não voltaria a ser o alfa e o ómega de tudo o que mexe a partir do Palácio de São Bento. Costa tem razão: reduzir a vida política a um exercício contabilístico não só é redutor, é perigoso, tudo o resto desce à condição de dispensável. Dito isto, será com Mário Centeno que António Costa mais vezes terá de falar nos próximos tempos e é bom que saiba proteger o ministro das Finanças não apenas do desgaste normal do cargo, mas da erosão causada por erros desnecessários. Ontem, por exemplo, o sucessor de Maria Luís Albuquerque tentou explicar como irá cumprir o défice público deste ano. Na realidade, não explicou nada: nem disse quanto terá de poupar, nem em que áreas, nem como. Tudo o que se soube foi vago e confuso. Resta-nos o que a UTAO (Unidade Técnica de Apoio Orçamental) já avisara: o governo de Passos parece ter desmazelado as contas nos últimos meses, o que torna difícil o cumprimento das metas. Convém no entanto sublinhar dois aspetos. O primeiro é que o défice terá mesmo de ser cumprido ou Bruxelas não deixará que 2016 seja como Costa deseja, isto é, com o cinto um pouco menos apertado. O segundo ponto é que, mais à frente, a mesma UTAO terá de esquadrinhar bem as contas de 2015 e dar o veredicto: PSD e CDS deixaram-nos em maus lençóis ou Costa está apenas a fazer as cenas do costume quando mudam os governos? Para já não é sensato tirar conclusões, embora seja deprimente acabar o ano sem saber em quem confiar. Talvez este seja o mais corrosivo dos défices: o da ausência total de confiança.»» [DN]
   
Autor:

André Macedo.

 Os pequenos passos devem ser assinalados
   
«José Pacheco Pereira lançou o quarto volume da sua biografia de Álvaro Cunhal e não é da obra que vou falar, mas da mesa. Então, estavam o autor, JPP, o ministro da Cultura, João Soares, socialista, o presidente da Câmara de Peniche, António José Correia, do PCP, e o apresentador da obra, o historiador Fernando Rosas, do Bloco de Esquerda. Os três últimos, militantes da base partidária do atual governo. Uma coincidência, mera, como elas costumam ser apresentadas e muitas vezes são mesmo. Estavam os três, ali, por causa de JPP - a autoridade intelectual do autor, e no domínio da obra que se apresentava, chega para justificar a composição da mesa. Aquela mesa, hoje e aqui, existiu nesta semana e não é a naturalidade com que o facto aconteceu que nos deve fazer esquecer que não foi sempre assim. Cidadãos do mesmo país, que profissional e intelectualmente se respeitavam, estiveram separados por anátemas ideológicos. Aquela mesma mesa o confirma. O primeiro volume da biografia de Cunhal foi boicotado porque o autor, por ter sido esquerdista e depois militante do PSD, era considerado um pestífero da direita. "Não falem ao Pacheco!", foi diretiva para lhe secarem os testemunhos. Agora, com aquela mesa, se mostra que houve uma evolução. Mas esta só se torna válida quando é dita: Portugal está melhor. Por exemplo, está parecido com a Itália de quando os comunistas e os democratas-cristãos se sentavam à mesma mesa. Há 40 anos.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 "Observador" defende violação do segredo de justiça?
   
««Passemos a palavra à magistrada, que por dez vezes, e por palavras diferentes, repetiu a mesma ideia ao longo do despacho:

Em momento algum da decisão cautelar se proíbe qualquer órgão de comunicação social detido pela Requerida Cofina de publicar notícias, reportagens, investigações jornalísticas, artigos sobre a Operação Marquês ou sobre o Requerente [José Sócrates]. O que se proibiu foi que os Requeridos [seis jornalistas do Correio da Manhã e Cofina Media], esta na sua qualidade de proprietária e civilmente responsável, nos termos acima referidos, fizessem publicar por si ou através de outros jornalistas nos órgãos de comunicação social detidos pela Cofina Media, os elementos de prova e outros documentos e peças processuais, constantes do inquérito“, lê-se no despacho.
Isto é, os meios do Grupo Cofina podem dar notícias sobre a Operação Marquês, mas não poderão revelar “escutas telefónicas e documentos, que constituem prova indiciária, promoções e despachos do M.P. e decisões das autoridades judiciárias constantes do inquérito”. O que significa noticiar factos sobre a Operação Marquês sem revelar o que se passa no processo? Muito pouco ou nada.

Isto porque nem sequer é claro se a proibição que abrange o Grupo Cofina se refere apenas a José Sócrates ou a todos os arguidos da Operação Marquês. De facto, se ao longo do despacho a juíza fala sempre em “peças processuais do processo”, já perto do final do despacho a juíza escreve que se refere expressamente a “decisões das autoridades judiciárias constantes do inquérito referido e no que tange, obviamente, (apenas) ao Requerente [José Sócrates]”. O que abre a possibilidade ao Grupo Cofina de ser possível noticiar matérias relacionadas com outros arguidos, pois José Sócrates é o único queixoso que subscreveu a providência cautelar.»» [Observador]
   
Parecer:

O observador defende claramente o direito de publicar o que consta do processo resumindo o papel dos jornalistas a violadores do segredo de justiça.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Outro chinês preso
   
««Depois do presidente do grupo chinês Fosun, que em Portugal detém a seguradora Fidelidade e a Espírito Santo Saúde, ter sido dado como desaparecido desde a hora de almoço desta quinta-feira, a imprensa chinesa indica agora que o multimilionário Guo Guangchang foi detido pelas autoridades. Ainda se desconhece se está a ser investigado ou a prestar assistência numa investigação.

Guo foi, alegadamente, detido à chegada a Xangai num voo proveniente de Hong Kong, escreve a agência oficial chinesa Xinhua.»» [Observador]
   
Parecer:

Depois do homem forte da empresa que comprou a EDP é a vez do dono da Fosun. Conclusão, todos os chineses envolvidos em negócios de privatizações em Portugal acabam presos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Coincidência?»

 Vamos ver quanto perdemos no BANIF
   
««O Banif já iniciou o processo de venda de 60% da posição do Estado no seu capital. De acordo com o Jornal de Negócios, os potenciais interessados estão a ter acesso a informação detalhada e a apresentações da gestão.

Em breve serão chamados a fazer ofertas únicas e vinculativas para a compra de 60% da posição detida pelo Estado no capital do banco que recebeu uma ajuda pública de 1100 milhões de euros que está a ser investigada pela Comissão Europeia. Bruxelas receia que o banco não consiga devolver os apoios públicos recebidos em 2013.»» [Observador]
   
Parecer:

Talvez se perceba o empenho de Luís Amado num governo da direita.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver»

 Passos cola-se a Marcelo
   
«s sociais-democratas vão juntar-se a 5 de março para escolher o líder do partido. A data foi definida pela comissão política do partido e uma coisa, para já, é praticamente certa: Pedro Passos Coelho vai ser candidato. Resta saber se alguém vai desafiar a liderança do ex-primeiro-ministro.

A notícia começou por ser avançada pelo Diário de Notícias e, depois, pela agência Lusa. À saída da reunião do Conselho Nacional do PSD, Marco António Costa confirmou a data das eleições diretas sociais-democratas e a vontade de Pedro Passos Coelho de se recandidatar à liderança do partido.» [Observador]
   
Parecer:

Passos sabe que uma vitória de Marcelo nas presidências iria ter custos para quem o apelidou de cata-vento, assim Passos opta pelo oportunismo e quer ser reeleito ainda no rescaldo das presidênciais para não dar tempo a Marcelo para lhe calçar os patins.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Paulo Portas continua a facturar à custa do PSD
   
«O PSD tem abertura para atribuir a um representante do CDS-PP o segundo lugar da sua lista para o Conselho de Estado, disse hoje à agência Lusa fonte oficial dos sociais-democratas.

A mesma fonte adiantou à agência Lusa que o assunto ainda não foi formalmente debatido no partido, “mas que há abertura” do PSD nesse sentido.» [Observador]
   
Parecer:

À custa de Passos Coelho um partido que hoje vale 4% continua a ter deputados e cargos como se fosse um grande partido. Paulo Portas sobrevive à custa de parasitar o CDS e pode apresentar-se junto dos seus como um herói, perdeu tudo nas eleições mas teve benefícios maiores do que se as tivesse ganho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Assim é que é falar!
   
«O candidato comunista a Belém assume-se contra o Tratado Orçamental mas diz que tal não compromete as responsabilidades do Presidente da República, que “não jura cumprir e defender o Tratado Orçamental, mas sim a Constituição”.

“Não podemos ficar de mãos atadas [presos] a um Tratado se ele gera tanta morte social (…) Não podemos ser um país vergado aos interesses das grandes encomias europeias ou vocacionado, como alguns querem, a ser uma colónia de férias da senhora Merkel e dos seus amigos”, frisa.

Em entrevista ao Diário Económico, o candidato presidencial do PCP argumenta que se a França colocou a hipótese de não cumprir as metas do défice devido à necessidade de adotar medidas de combate ao terrorismo, Portugal, com “tanta gente na mais descalça pobreza” devia colocar a mesma hipótese.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Parece que o PCP sente uma estranha necessidade de mostrar a sua face mais pura e dura.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
 A aldeia gaulesa do segurismo
   
«O movimento que tentou unir esforços contra a direção de António Costa no seio do Partido Socialista não resistiu à tomada de posse do Governo.

Dessa oposição interna restam apenas quatro ex-seguristas - António Galamba, Luís Bernardo, Óscar Gaspar e Álvaro Beleza - que agora preparam um manifesto a lançar antes do congresso de junho.

“Não nos posicionamos como elemento de oposição ao Governo. Discutimos o posicionamento ideológico do PS”, justificou Luís Bernardo em declarações ao jornal i.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Estes eram os rapazes que diziam representar metade do eleitorado do PS.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 De catavento a jogador
   
«Passos Coelho quer que Marcelo Rebelo de Sousa seja um Presidente como Cavaco Silva. No Conselho Nacional do PSD, o líder apelou a que os eleitores e militantes votem no antigo presidente do partido, que deve ser "mais árbitro do que jogador" em Belém, destacando o mandato "apartidário" de Cavaco Silva. As declarações de Passos foram feitas esta noite, em que também assumiu que é recandidato à liderança do PSD e em que os órgãos nacionais de PSD e CDS aprovaram o apoio a Marcelo.

No final de um discurso longo, Passos Coelho referiu que "o Conselho Nacional do PSD deve recomendar o voto no professor Marcelo Rebelo de Sousa". Na sequência do perfil do candidato presidencial que apoia, decalcado da moção que apresentou ao congresso em 2014, Passos Coelho fez questão de dizer que deve ser feito o "reconhecimento público do mandato apartidário do professor Cavaco Silva".»
[DN] [DN]
   
Parecer:

Parece que Marcelo deixou de ser catavento, agora o receio é que seja jogador.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Passos que vá fazer um exame à sua coluna, parece que está com uma grave carência de cálcio.»

 CDS vale 8%
   
«Passados dois meses das eleições legislativas, nova sondagem da Eurosondagem para a SIC/Expresso revela uma aproximação do PS ao PSD, mas sem mudanças de paradigma: a direita, somada, continua confortavelmente na frente com 41% das intenções de voto (33% do PSD mais 8% do CDS), ainda que sem maioria absoluta; o PS ganha terreno e sobe dos 32,5% que obteve no último barómetro para 33,7%, passando a registar praticamente a mesma votação que hoje é atribuída ao PSD isolado (33%), e a esquerda unida continua a ser maioritária, com 51% das intenções de voto.» [Observador]
   
Parecer:

Eu não acredito.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Acredite quem quiser.»

 Mais uma boa notícia
   
«A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) estima que a dívida pública tenha descido para 128,7% do Produto Interno Bruto (PIB) até outubro, ficando acima das previsões para o conjunto do ano deste Governo e do anterior.

Na nota mensal sobre a dívida pública de novembro, a que a agência Lusa teve hoje acesso, a UTAO estima que a dívida pública na ótica de Maastricht se tenha situado entre 128,5% e 129% do PIB até outubro, apontando para um valor central de 128,7% do PIB.

A confirmar-se esta previsão, escrevem os técnicos independentes da UTAO, “a dívida pública terá excedido a previsão oficial para o final do ano, a qual, recorde-se, é de 125,2% do PIB”, de acordo com a segunda notificação do Procedimento dos Défices Excessivos enviada no final de setembro a Bruxelas pelo anterior Governo PSD/CDS-PP.» [Observador]
   
Parecer:
Enfim, os cofres estão cheios ... de dívidas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 O Lula está parvo?
   
«O ex-presidente do Brasil Lula da Silva culpabilizou a colonização portuguesa pelos atrasos na educação brasileira, afirmando que Álvares Cabral descobriu o país em 1500 e a primeira universidade brasileira apenas foi criada em 1922.

“Eu sei que isto não agrada aos portugueses, mas Cristóvão Colombo chegou a Santo Domingo [atual República Dominicana] em 1492 e em 1507 já ali tinha sido criada a Universidade. No Peru em 1550, na Bolívia em 1624. No Brasil a primeira universidade surgiu apenas em 1922”, disse hoje Lula da Silva, numa conferência em Madrid, organizada pelo diário El País.» [Observador]
   
Parecer:

Se a primeira universidade foi criada em 1922 e a independência foi em 1822 isso significa que o Brasil independente teve 100 anos para construir a primeira universidade. E a culpa é do Cabral? Querem ver que já existiam universidades e foi o Cabral que as destruiu?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Lula se a culpa do lavajato também foi do Cabral.»

 Libertado do quê?
   
«Ricardo Salgado pagou a caução estipulada pela justiça portuguesa e será libertado, ficando com termo de identidade e residência.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O pobre senhor esteve preso onde? Convenhamos que o homem estava mais seguro em casa do que na rua.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»



   
   
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