quarta-feira, dezembro 23, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
Conselho de administração do BANIF

O conselho de administração do BANIF falhou, um falhanço que recai principalmente sobre Luís Amado, o comissário político nomeado pela direita para influenciar o PS, bem como o presidente do conselho de administração e os administradores, em particular os nomeados pela agora deputada Maria Luís.

Falharam porue não evitaram qe o banco se afundasse, falharam porque viram seis projectos de reestruturação chumbados em Bruxelas e falharam porque permitiram que os jornais lançassem o pânico. Falharam não não assumiram o seu falhanço e agora demarcam-se das consequências dos seus falhanços.

«O Conselho de Administração do Banif demarca-se, numa carta enviada aos colaboradores, da solução encontrada de venda do banco ao Santander, alegando que “não foi ouvido nem incluído nas negociações” desenvolvidas pelas autoridades – uma queixa feita ontem também pela Associação Portuguesa de Bancos.

“A opção que agora foi encontrada pelas autoridades não é a solução deste Conselho de Administração, que não foi ouvido nesta decisão, nem incluído nas negociações que a concretizaram“, lê-se na carta do Banif a que a Lusa teve hoje acesso.

Na missiva, com data de domingo, o Conselho de Administração, que agora cessa funções, salienta que a venda do Banif encerra “um ciclo de vários anos de luta pela sobrevivência do banco, enquanto entidade prestadora de serviços bancários universais, autónoma e independente”.

O Conselho de Administração lamenta “profundamente” que “todos os esforços desenvolvidos não tenham sido suficientes” para dotar o Banif de uma “estrutura acionista estável, com um investidor de referência apto a aportar os capitais de que o banco necessitaria para prosseguir a estratégia de negócio delineada, vendendo a posição do Estado português numa operação de mercado, com criação de valor para os seus acionistas e clientes”.» [Observador]

 Qual coligação

A coligação parlamentar não resistiu à primeira adversidade e perante uma situação complexa regressam Às suas agendas partidárias tentando obter ganhos eleitorais com a situação do Banif. O PCP recusa que sejam os contribuintes a suportar os prejuízos do banco comose tivesse alternativa, o BE aproveitou para conseguir o princípio na nacionalização da banca como preço para aprovar o orçamento ectificativo.

Começa a parecer que tendo o tido bandeiras para exibirem perante os seus eleitores o PCP e o BE já se preparam para eleições antecipadas ainda antes do OE estar aprovado. Já podem dizer que é graças a eles que os seus eleitorados ficam de fora  de austeridade deixando o PS com a manutenção da sobretaxa para os quadros mais qualificados.

Este comportamento do BE faz prever o pior para o futuro próximo.

 BANIF

Porque motivo o MP ainda não está a investigar io que se passou no BANIF? Um buraco de 2.000 milhões de euros a pagar pelo país em consequência das práticas bancárias de algum não é motivo suficiente para a Procuradora-Geral mexer um dedo? Bem, provavelmente o MP esgotou com Sócrates todos os seus recursos e agora não investiga mais nada, o importante é tentar enterrar o ex-primeiro-ministro, um bandido que tramou as férias judiciaiss.

 Há um grande imbecil dentro deste gajo de Mação

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 Tratar o cão com o pelo do próprio cão

Depois da exigência de Cavaco de ser assegurada a estabilidade do sistema financeiro o PS só tem de levar o OE rectificativo ao parlamento e ver o que a direita faz.

      
 Bancos, não é por maldade é mesmo não saber
   
«O governo anterior não fez nada sobre o Banif porque não sabia o que fazer. Mas o novo ministro das Finanças diz outra coisa. Ontem, Mário Centeno relacionou a não atuação do governo de Passos com "factos como o fecho do programa de ajustamento e as eleições". Isto é, eles adiaram a solução do Banif de forma a não incomodar a "saída limpa" (da intervenção da troika) e para "limparem" as eleições. A acusação é assassina. Centeno diz que governantes desgovernaram para tirar proveito. Com a troika, apresentando um mérito que não tiveram; na campanha, escondendo uma falha. Porém, eis o meu ponto, há falta maior. Mais grave é a notória ineficácia dos portugueses com as finanças. No topo, incapacita na gestão de bancos e do país. E isso está para lá da trafulhice, é mais fundo do que o roubo. Não podem, não sabem. Nem poupar nem investir. E, sobre este assunto, não vamos lá com alternâncias em que os maus são sempre os do mandato precedente. A base da impotência? Somos todos pais daquele miúdo da música pimba que estouraram o que ele ganhou, compraram carros de jantes de liga leve e não deram educação nem dentes corretos ao filho. Seria útil termos a consciência de que em questão de gerir dinheiro o pé foge-nos para a chinela. O que mais falta a este país - que num século se apaixonou por dois mestres de finanças, ambos medíocres - é apresentar contas certas (limpas e produtivas). Quando isso acontecer, podemos criticar o outro.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 Governar com 10% dos votos
   
«O PCP vai votar contra o Orçamento Retificativo, por não concordar com a solução encontrada por António Costa para o Banif, e o Bloco de Esquerda impõe duras condições para viabilizar o documento. Falando esta terça-feira aos jornalistas a partir da sede nacional do BE, Catarina Martins afirmou que o PS já tinha sido informado da posição do Bloco e deixou claro que o sentido de voto dos bloquistas vai depender das seguintes condições:

1) Uma nova lei de resolução bancária que reduza ainda este ano os poderes do Banco de Portugal, reforçando a intervenção do Governo; 2) A certeza de que o Novo Banco se vai manter público e a passagem do Fundo de Resolução para as mãos do Governo. Só assim o BE viabilizará a retificação ao Orçamento, que será discutido e votado amanhã no Parlamento. A viabilização do documento pode, assim, ficar na mão da direita – sendo que o PS só precisa que esta se abstenha para o ver aprovado.

“O Bloco de Esquerda discutirá o Orçamento Retificativo considerando as respostas a estas duas questões”, disse esta terça-feira a coordenadora bloquista Catarina Martins, em conferência de imprensa na sede do BE, lembrando que o ministro das Finanças Mário Centeno ainda vai ser esta tarde ouvido pelos deputados.» [Observador]
   
Parecer:

Catarina Martins quer ser governo, oposição, porta-voz das boas medidas do governo e líder da oposição na hora das medidas difíceis.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se pelo pior.»
  
 Banqueiros foram os últimos a saber
   
«Os banqueiros não foram consultados nem tiveram qualquer conhecimento prévio dos moldes da intervenção no Banif. Apesar de ser chamado a assumir uma parte da fatura com o banco madeirense, em 489 milhões de euros, o setor bancário foi ignorado pelo governo e pelo Banco de Portugal. Já o Santander Totta não quer perder tempo e vai avançar com a "integração imediata" das operações do Banif, que lhe permitirá tornar-se o segundo maior banco privado.

"A Associação Portuguesa de Bancos [APB] aguarda que o governo e/ou o Banco de Portugal a contactem sobre a decisão tomada em relação ao Banif e aos seus contornos", referiu fonte oficial da associação que representa os banqueiros portugueses ao DN/Dinheiro Vivo. Sem fazer comentários adicionais, a entidade presidida por Faria de Oliveira mostra que ficou à margem da medida de resolução.» [DN]
   
Parecer:

Estão habituados a saber de tudo para serem eles a decidir.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 O líder da direita volta a falar
   
«O Presidente da República deixou hoje alguns recados à esquerda, dando como exemplo a crise grega. Para Cavaco Silva o terceiro resgate do país helénico "é bem o exemplo que, em matéria de governação a realidade acaba por derrotar sempre a ideologia".

Sem nunca se referir ao caso português, mas numa alusão à esquerda europeia no seu todo e em quem defende caminhos diferentes do rigor orçamental, Cavaco insistiu que "a governação ideológica pode durar algum tempo, fazer alguns estragos, deixar faturas para pagar, mas depois é derrotada pela realidade".

No terceiro encontro anual do Conselho da Diáspora Portuguesa, em Cascais, Cavaco Silva recordou que as políticas do governo de Tsipras seriam considerados por alguns em Portugal como "ultraliberais", comentando que "a ideologia só existe como modo de vida na opinião de analistas políticos e de articulistas". Atirando uma farpa direta a Yanis Varoufakis: "O ex-ministro das Finanças da Grécia é um exemplo disso".» [DN]
   
Parecer:

Cavaco já se esqueceu do cargo que desempenha e assume-se como o líder ideológico da direita portuguesa, não escondendo o seu desejo saloio de ter dimensão ideológica europeia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Tenha-se pena.»

   
   
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