terça-feira, dezembro 08, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Marques Mendes, ex-garganta funda do governo de Passos Coelho

Longe vão os tempos em que a comunicação social das segundas-ferias era preenchida com as revelações que Marques Mendes fazia no domingo. Despedido de garganta funda de Passos Coelho resta a Marques Mendes dizer banalidade e dicas sobre os negócios do Benfica.

«Prova disso, salientou, é o facto de o Governo ainda só ter anunciado a suspensão da concessão das empresas de transportes de Lisboa e Porto, mas ainda não ter retirado do Tribunal de Contas os contratos com os privados que este tem de visar se se quiser prosseguir com o negócio.

"A prova provada de que desconfiam um do outro é que o Governo está a fazer isto em duas fases: primeiro disse 'suspenda-se', mas ainda não disse 'retirem os contratos'. Diz que 'primeiro vamos ver e analisar e daqui a uns tempos toma-se a decisão final'. Ou seja: não vá o PCP levantar problemas no Orçamento do Estado...", salientou Marques Mendes.» [i]

 Marques Mendes vai mudar de ramo?

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Este pequeno príncipe do cavaquismo falhou em quase tudo, espetou-se na liderança do PSD, como homem de negócios foi o que se viu no caso dos vistos, na advocacia não é propriamente brilhante, só nos últimos meses é que teve algum sucesso como garganta funda do regime. Mas Passos já foi e Cavaco está a caminho, Marques Mendes foi dispensado por São Bento e já não faz as grandes revelações, por sua vez, o cavaquismo está à espera do enterro e Cavaco já pouco tem para decidir a não ser a escolha das roseiras que ira plantar na Quinta da Coelha.

Resta a Marques Mendes mudar-se do futebol para outros temas, desta vez foi a bola, amanhã talvez se dedique a ler o processo Marquês ou mesmo a revelar pormenores sobe a gravidez da Joana Amaral Dias.

 Luís Amado não subscreve a austeridade

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Tanto quanto se sabe ao presidente de um banco falido não cabe subscrever as políticas de um governo e muito menos em matéria em que ele sabe tanto como de lagares de azeite. Se O Luís Amado subscrevesse os cheques a pagar o que os contribuintes que quer lixar emprestaram ao seu banco é que faria um grande favor ao país. Até lá pode poupar os seus jeitos à direita até às próximas eleições legislativas.

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Mas quando se refere ao buraco do BANIF não revela qualquer pudor ao fazer chantagem ao país, passando a mensagem de que ou o Estado ajuda os que geriram mal o dinheiro e agora precisam de mais ou os tramados são os contribuintes. Nenhum banqueiro português revelou tanto descaramento. Foi para isso que os donos do banco o promoveram de político a banqueiro, ara tentar manipular a opinião publica a favor dos seus interesses.

A verdade é que as politicas do governo não foram colocadas para subscrição pública e muito menos de banqueiros falhados ou de políticos que foram enriquecer para bancos a precisar de influência política para serem os contribuintes a pagar as asneiras dos seus gestores. Se Luís Amado quer ter o direito de subscrever as política que deixe o conforto do banco, que se candidate aos poucos mais de 2000 euros de vencimento que ganha um deputado e arranje quem o aceite como candidato a deputado nas próximas legislativas. Até lá que se deixe de baboseiras.

 Começa a altar a paciência para aturar algumas personagens

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O que terá de mal um computador, um relógio, um telemóvel, uma calculador ou mesmo um tamagoshi? Há gente que gosta de se afirmar como grande personalidades atacando, desvalorizando e denegrindo a classe política e em especial os deputados. Já não há paciência para este novo ruralismo pretensamente intelectual.

      
 Descaramento político made in PaF
   
«Não estraguem”, dizem PSD e CDS. Não estraguem a devolução da sobretaxa. Não estraguem o PIB que estagnou. Não estraguem o emprego que está em queda desde julho. Não estraguem o investimento que, depois de recuar a níveis de meados dos anos 80, está estagnado. Não estraguem a meta do défice que nós nunca cumprimos e que tornámos mais difícil de cumprir, como revelaram os dados vindos recentemente a público sobre a execução orçamental. Depois da propaganda pré-eleições, a farsa descarada.

Desde o momento da sua apresentação, os objetivos orçamentais que constavam do Orçamento de 2015 sempre foram considerados demasiado otimistas. Se dúvidas houvesse, os dados da execução orçamental de Outubro confirmam a tradição dos últimos 4 anos: a meta do défice inicialmente orçamentada não será cumprida. Mesmo com os juros e o petróleo a ajudar, o défice vai mesmo ficar acima dos 2.7% orçamentados, sendo muito difícil atingir a meta dos 3% que permite a Portugal sair do procedimento por défices excessivos.

Dois partidos que violaram todas as metas e todos os compromissos, e que, seja na frente económica, seja na frente orçamental, deixam o país num estado bastante pior do que o seu discurso eleitoral apregoava, não têm qualquer autoridade para dizer “não estraguem”. Quando a meta do défice está em perigo, não há nada para não estragar. Há um mês para tentar consertar uma execução orçamental que garanta aquilo que os 11 meses anteriores não garantiram.

O facto da situação económica e orçamental do país não corresponder ao que era dito no discurso eleitoral do PSD e do CDS não torna a situação do Governo mais difícil. O PS sempre partiu do pressuposto que o défice de 2015 ficaria acima do orçamentado. O PS sempre soube que ia ser difícil porque nunca embarcou na propaganda do anterior Governo e desenhou o seu programa com base na realidade, e não com base no que PSD e CDS diziam sobre a realidade.

Em 2011, PSD e CDS inventaram a desculpa do desvio colossal para rasgarem todos os seus compromissos eleitorais. Em 2015, o desvio colossal entre o discurso do PSD e do CDS e a realidade económica e orçamental do país não serve de desculpa para o PS fazer o mesmo. Apenas confirma o acerto do seu discurso e a urgência de pôr em prática um programa de Governo que reafirma todos os compromissos eleitorais do PS.» [Expresso]
   
Autor:

João Galamba.

 Um editorial que é uma rajada no pé
   
«O The New York Times publicou na primeira página um editorial sobre a "epidemia das armas" nos Estados Unidos. É, de facto, um escândalo a facilidade com que civis compram armas de guerra. No entanto, aquele editorial foi uma rajada no pé. Dias antes, um casal havia cometido uma carnificina na Califórnia: 14 mortos e 21 feridos. Apesar de se ir conhecendo o percurso dos assassinos, os jornais americanos fugiam a dizê-los muçulmanos, não faziam referência à prática anormal da religião (ele ia à mesquita duas vezes por dia e ela usava burqa e niqab) e que ambos tinham ligações ao país exportador do sunismo radical, Arábia Saudita. Porém, acabou por se confirmar a pista do terrorismo islâmico. Reduzir, como fez o NYT, um perigo eminente e agora sempre iminente - o terrorismo islâmico - à epidemia americana das armas é não entender que o massacre da Maratona de Boston, em 2013, foi cometido com panelas de pressão. É mais um exemplo desse mal ocidental moderno de aceitar ser refém do islamismo. Em duas guerras mundiais, as importantes comunidades alemã, italiana e japonesa, originárias de países inimigos dos Estados Unidos, não cometeram nenhum ato de terrorismo na nova pátria. Estavam integradas. Os sucessivos casos de terrorismo islâmico nos EUA e na Europa dizem que há um problema. Os jornais, mesmo os melhores, podem escondê-lo. Mas os cidadãos sabem. Esta crónica é para ser lida com os resultados eleitorais, ontem, em França.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

   
   
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