quinta-feira, setembro 29, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
Luís Campos Ferreira, deputado pafioso

Este deputado pafioso do PSD achou que terá tido um rasgo de inteligência e decidiu acusar o governo de rasgar tudo, O que o deputado não explicou é que no tempo do seu governo os investidores estrangeiros não apareceram e que uma boa parte dos reembolsos do IVA e do IRS que chutaram para 2016, a fim de ajeitarem as folgas orçamentais de 2015 seriam mais do que suficientes para promover o investimento público e ainda sobrava para cumprir todas as metas do défice.

Estes senhores aldrabaram as contas do Estado e agora tentam acusar o governo das suas práticas, numa estratégia derradeira de descredibilizar o país junto da DBRS, lutam desesperadamente por um segundo resgate que lhes devolva o poder e, com isso, o acesso aos dinheiros do Estado.

«"Começaram por rasgar contratos firmados, continuaram, voltando com a palavra atrás, e rasgaram compromissos estabelecidos quanto à descida do IRC, prosseguiram rasgando a ideia de que não haveria mais agravamentos fiscais e avançando para um imposto sobre o património imobiliário. Ao passarem a vida a rasgar contratos e compromissos, o Governo e os seus ajudantes do BE e do PCP acabaram a rasgar a confiança em Portugal", disse, sobre a "consequência perversa da ação da geringonça".

Em debate parlamentar de urgência requerido pelo PSD sobre "captação de investimento e crescimento económico", o parlamentar social-democrata defendeu que falhou a estratégia de esperar que fosse o consumo das famílias a puxar pelo crescimento económico, "acompanhado de uma consequência perigosíssima: este Governo e os seus ajudantes do PCP e do BE mataram qualquer ideia de uma alternativa imediata porque mataram o investimento privado, nacional e estrangeiro".

"Quem os viu e quem os vê é o comentário mais apropriado quando olho para a geringonça e os oiço falar de investimento, crescimento e défice", criticou Campos Ferreira, sublinhando que, se "o investimento era escasso até 2015", "hoje é muito mais" e, "para compensar os desvarios, o Governo corta, corta no investimento público e os seus ajudantes do PCP e do BE", segundo o deputado do PSD, "veem e calam-se".» [Notícias ao Minuto]

 Estão cercando Passos Coelho

Ainda ninguém se chegou à frente para sugerir a Passos que se demita na liderança do PSD, isso não sucederá enquanto não estiverem reunidas condições de assalto ao poder, até lá os possíveis sucessores de Passos Coelho preferirão o conforto financeiro dos seus negócios privados.

Mas algo mexe no PSD, ontem Marcelo Rebelo de Sousa, um ex-presidente do PSD, foi a uma cerimónia da treta a Cascais, para elogiar o autarca local, precisamente o homem que no mesmo dia escolheu o mais firme opositor de Passos Coelho, para preparar o programa eleitoral de Lisboa. É uma função original, dantes tínhamos candidatos, agora temos programadores e candidatos.

Uma coisa é evidente, começa o cerco a Passos Coelho e como o PSD tem algumas semelhanças com as práticas do império romano na fase da sua decadência, não podemos colocar de lado a hipótese de o candidato a eliminar Passos na liderança  seja um dos seus apoiantes mais militantes, é o caso, por exemplo, do autarca que Marcelo acabou de elogiar em Cascais, Carlos Carreiras, o coordenador autárquico do PSD que acaba de ver o PSD de Lisboa dar uma facada em Passos Coelho.

 2017 não pode ser igual a 2008, diz Marcelo

Agora espera-se a confirmação presidencial de que 2018 não poderá ser igual a 2009, Teremos de esperar até 2021 para sabermos se em matéria de presidenciais esse ano será igual a 2016. At´pode ser que Marcelo venha a abrir os jardins do Palácio de Belém para um beberete em que declarará que sendo anos de boas colheitas, 2016 e 2021 serão anos vintage da vida política portuguesa, tendo sido ele próprio a boa colheita que justificou a escolha pela confraria vinícola da Quinta do Lago.

      
 Não gostam de bagaço? então aqui vai um pastel de bacalhau
   
«O anúncio de mudança de candidata foi feito pelo primeiro-ministro búlgaro Boiko Borissov em Sofia, nesta quarta-feira. “Nós acreditamos que é uma candidatura de sucesso”, disse o chefe do governo de centro-direita aos jornalistas na capital búlgara referindo-se a Kristalina Georgieva.

O nome de Irina Bokova tinha sido proposto pelos socialistas da Bulgária.» [Público]
   
Parecer:

Seria interessante pedir a Passos Coelho que explique qual foi o papel do Partido Popular Europeu neste processo e qual foi o seu contributo internacional em apoio de Guterres, ele que sempre se apresentou como o homem muito influente na Europa e, em especial, junto de Merkel.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
  
 Provocação a Passos?
   
«O PSD ainda não tem candidato para a Câmara Municipal de Lisboa, mas a concelhia do partido já escolheu o homem que vai preparar as propostas para as eleições na capital, um crítico da liderança de Passos Coelho, José Eduardo Martins. Uma escolha que, sabe o DN, não foi concertada com a direção do PSD e que alguns dirigentes classificaram como uma "provocação" a Passos.

E se o objetivo é pressionar o líder social-democrata, estes responsáveis garantem que não vai haver resposta, porque o rumo está traçado: a escolha do candidato à autarquia de Lisboa não vai ser anunciada nos próximos meses, conforme garantiu Passos há duas semanas.» [DN]
   
Parecer:

Com ou sem provocação notam-se sinais de mau cheiro no PSD, que parecem resultar da decomposição da liderança de Passos Coelho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 A agonia do Deutsche Bank
   
«As autoridades alemãs, governo e reguladores financeiros, estão a preparar um plano de resgate para o Deutsche Bank, noticia esta quarta-feira o semanário Die Zeit. O Ministério das Finanças da Alemanha já veio, contudo, desmentir a notícia que apresentava esse resgate como um “plano B” caso o banco não consiga angariar capital nos mercados para pagar os custos da litigação nos EUA.

Segundo o Die Zeit, o plano passaria por dar uma oportunidade ao Deutsche Bank para vender alguns ativos a outros bancos — não a preços de saldo mas a preços que garantissem receitas semelhantes ao valor contabilístico desses ativos, caso contrário as vendas poderiam ser penalizadoras para o capital do banco. Não há mais detalhes sobre como se garantiriam esses preços mais confortáveis para os ativos.

Além disso, o plano prevê que o governo alemão pudesse assumir uma participação acionista até 25% no capital do banco, caso fosse necessário. Seria, portanto, uma nacionalização parcial, segundo a informação do Die Zeit, que não especifica onde obteve a informação.» [Observador]
   
Parecer:

vamos ver se a senhora Merkel e o seu ministro das finanças vão defender que sejam os depositantes do banco s suportar os prejuízos a a exigir que em caso de nacionalização os prejuízos sejam contabilizados no défice.

É bom recordar que estes bandidos andaram nos países em dificuldade a aproveitar-de do pânico para captar os depositantes mais ricos. Agora seria da mais elementar justiça que sejam os depositantes alemães do banco a suportar os custos da sua opção.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proponha-se.»
  
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