segunda-feira, setembro 05, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Passos Colho, Bruxo de Massamá

Depois de ter apostado tudo numa crise política na geringonça para regressar ao poder o nosso Nostrapassus aposta agora numa crise financeira. Mas entra em contradição, umas vezes defende a austeridade e acusa Costa de irresponsabilidades, outras, como o faz agora, diz-se vítima do PS e afirma que foi obrigado a continuar a austeridade.

Só se esquece de dizer que cortou nos vencimentos dos funcionários por puro ódio e que aumentou o IRS para financiar a descida do IRC, numa experiência mal sucedida de desvalorização fiscal.

«António Costa é um "optimista crónico", chamou-lhe Marcelo Rebelo de Sousa. O líder do PSD distancia-se no feitio do primeiro-ministro e auto-intitula-se de "realista". As diferenças, segundo quer fazer passar, não são apenas na postura, são na ideologia aplicada às políticas públicas, que anda às voltas entre PS e PSD. Na rentrée dos sociais-democratas, Passos Coelho retoma o lema de Sá Carneiro – de que o "fim principal do poder político é o serviço da pessoa" –, para se colocar no lado oposto ao socialismo deste Governo. 

A linha do discurso de Passos Coelho na Universidade de Verão resume-se a mais ou menos isto: esta solução de Governo não vai além "do dia-a-dia", está "esgotada", porque só pensa na "sobrevivência político-partidária" do presente e não tem ímpeto reformista para o futuro. Nisso, quem pensa é o PSD, diz o ex-primeiro-ministro, que não tem medo do "espantalho da austeridade" – porque, afinal, foi o PS que a trouxe para Portugal nos tempos idos de 2010 e o PSD "teve de a aplicar também".

Feita a estrutura, Passos insistiu na ideia de que, sob a sua batuta, o PSD se mantém no lado dos críticos – não está cá para "cumprir calendário". E é o mesmo PSD das origens de Sá Carneiro, aquele que quer "reafirmar que o primado da política é sempre a pessoa e a sua dignidade", e por isso o PSD tem uma visão de futuro além do "cumprir calendário", que passa por políticas na Educação e na Saúde. Inversão de papéis?» [Público]

 Eu acredito nas profecias do Nostrapassus, e tu?

 photo Nostrapassus1_zpsy9s1uuih.jpg


Por cada dia que passa deste fatídico mês de Setembro mais medo que tenho do armagedão tuga, a última profecia do Nostrapassus, também conhecido por Bruxo de Massamá.

Quem não se lembra da profecia que fez em 2015, numa visita ao Japão?

"Portugal possa ser realmente uma das nações mais competitivas do mundo, com grande dinamismo, grande abertura à inovação e com grande potencial de crescimento económico”

Aliás, na mesma ocasião fez uma segunda profecia que, como é sabido, também se concretizou:

“A minha convicção é de que saberemos manter nos anos mais próximos essa grande resiliência, com uma grande previsibilidade política, económica e social”

Estava a poucos meses das eleições e já se sabia que ia ter maioria parlamentar graças a várias manobras sujas, como a famosa devolução da sobretaxa.

      
 O povo é sereno
   
«O Presidente da República considerou hoje que na política portuguesa há atualmente duas visões em confronto, e que "isso é bom porque podia haver um pântano, um bloco central de interesses", mas que o povo está distendido.

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas durante a Festa do Livro no Palácio de Belém, em Lisboa, depois de questionado sobre o tom das intervenções da oposição nesta 'rentrée' política.

"Há dois níveis de reação perante a política: o nível popular e o nível dos políticos. A nível popular, eu entendo que há uma distensão. As pessoas, naturalmente, têm as suas queixas, têm os seus problemas, têm as suas divergências, mas estão a viver uma situação de relativa distensão", declarou o chefe de Estado.» [DN]
   
Parecer:

Passos dramatiza e Marcelo desdramatiza.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Um rapaz muito modernaço
   
«Para Diogo Feio, PCP e BE "bem se podem tentar apresentar como modernaços"Passamos, numa altura das altas tecnologias, a ter em Portugal um Governo que é apoiado por forças políticas que nos lembram o tempo da televisão a preto e branco", criticou

O diretor da Escola de Quadros do CDS-PP, Diogo Feio, disse hoje que o Governo é apoiado por partidos que lembram o tempo da televisão a preto e branco, considerando que há um ano este cenário era ficção.» [DN]
   
Parecer:

Quem ouve este artista é capaz de achar que é um rapaz modernaço que nem milita num partido confessional.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao rapaz que faça uma tatuagem na testa a dizer modernaço.»

 Qual classe média?
   
«A presidente do CDS-PP avisou hoje que é ao bolso da classe média que a "esquerda unida" vai buscar o dinheiro, acusando "os campeões dos pedidos de demissão" de estarem "agora caladinhos", para não "interromper a festança das esquerdas".

No encerramento da Escola de Quadros do CDS-PP, em Peniche, Leiria, Assunção Cristas fez um discurso muito duro contra os partidos que suportam o Governo socialista, BE e PCP, acusando-os de ser "farinha do mesmo saco", e assegurou que, em contraponto, "a mudança sensata é a marca de água" dos centristas.» [Expresso]
   
Parecer:

A senhora estará a pensar na classe média que sobrecarregou com cortes nos rendimentos mais uma sobretaxa e que o seu governo convidou a emigrar?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à senhora onde esteve estes anos.»
blog comments powered by Disqus