sábado, setembro 03, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura



  
 Jumento do dia
    
António Filipe Pimentel, director do Museu Nacional de Arte Antiga

Haja seriedade, os problemas dos museus e do património cultural podem ser discutidos em qualquer local, mas quando alguém assume o papel de director de um importante museu nacional deve saber distinguir quais os fóruns em que faz peixeirada  para pressionar o governo ou para criar um conflito. Até parece que o senhor director antecipando algo lança críticas subliminar para poder assumir o papel de vítima. Em ualquer caso esperemos que o seu mandato termine depressa para se poder dedicar a debates juvenis, mais adequados à sua dimensão política.

«O diretor do Museu Nacional de Arte Antiga, António Filipe Pimentel, avisou que “um destes dias há uma calamidade no museu” porque se anda a “brincar ao património”, afirmando que as tutelas dispõem de toda a informação cabal.

O alerta sobre as condições do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) foi deixado esta quinta-feira de manhã na Escola de Quadros do CDS-PP, que decorre até domingo em Peniche, num painel intitulado “Qual a importância económica da cultura?”, no qual participou o diretor juntamente com Pedro Mexia, consultor para a área cultural do Presidente da República.

“São 64 pessoas para 82 salas abertas ao público. De certeza absoluta que um destes dias há uma calamidade no museu. Só pode, porque andamos a brincar ao património. Mas a esta altura todas as tutelas dispõem de toda a informação cabal do que vai acontecer, mas quando acontecer, abre os telejornais”, avisou António Filipe Pimentel, sem concretizar exatamente a que problemas se refere.» [Observador]

      
 É uma questão de preço
   
«A defesa de Rúben Cavaco, o jovem agredido em Ponte de Sor pelos filhos do embaixador iraquiano em Lisboa, não exclui a hipótese de chegar a um acordo financeiro com a outra a parte assim que seja “conhecida a extensão dos danos sofridos” pelo jovem de 15 anos. No entanto, neste momento, é “precoce” falar nesse desfecho, salvaguarda o advogado da família, Santana-Maia Leonardo, em declarações ao Observador.

A notícia foi inicialmente avançada pelo jornal i. De acordo com aquela publicação, que citava fonte da família, a defesa de Rúben Cavaco preferia que o caso fosse resolvido com uma indemnização e não passasse pela prisão dos dois gémeos iraquianos. “De que nos serve que sejam presos?”, questionava essa mesma fonte. O jornal i acrescentava ainda que Santana-Maia estava disposto a encontrar uma hipótese mais favorável para os filhos do embaixador, evitando que o processo ficasse bloqueado na justiça portuguesa.» [Observador]
   
Parecer:

Ali para os lados de  Ponte de Sor já devem andar a comparar carrinhos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Passos Coelho passa (ou estará passado?)
   
«É uma espécie de baralhar e voltar a dar “zero”. O PSD prepara-se para seguir a linha que já adotou no início do ano – na votação do orçamento de 2016 – e colocar-se à margem da discussão do Orçamento do Estado para 2017.

Esta sexta-feira, Pedro Passos Coelho disse que a preparação do “Orçamento do Estado (OE) cabe ao governo e à maioria que o apoia, não ao PSD”. Mais: o presidente social-democrata deixa claro que “o PSD não é, na discussão do OE que vai ter lugar, uma parte negociadora”.

Já em fevereiro, nas vésperas da discussão do orçamento em vigor, o líder social-democrata anunciava que, perante um “mau orçamento”, “incoerente”, “irrealista”, “eleitoralista” e “arriscado” nos planos “técnico social e político”, o partido votaria contra e não estaria sequer disponível para entrar na discussão do documento na especialidade.» [Observador]
   
Parecer:

Compreende-se que Passos não apresente as suas ideias para o OE, todos as conhecemos, cortes de vencimentos, aumentos de impostos, desvalorização fiscal, despedimentos de funcionários, cortes de pensões, aumento do horário de trabalho sem compensação financeira, mais taxas e taxinhas, sem contar com multas e mais multas por atrasos de pagamento de impostos como fez com o IUC.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Assim é mais fácil ganhar títulos
   
«Quando o assunto é a contratação de jogadores, ninguém gasta mais do que José Mourinho. Ou então ninguém recebe jogadores mais caros. Na sua carreira de treinador, iniciada no Benfica em setembro de 2000 quando foi contratado por Vale e Azevedo para substituir o alemão Jupp Heynckes, o técnico português já dispôs de reforços que todos somados atingem os 1,27 mil milhões de euros, segundo os dados avançados pelo portal Transfermarkt, que tornam o atual técnico do Manchester United o mais gastador da história do futebol mundial.

É certo que nem todas as contratações partem por indicações dos treinadores, mas José Mourinho tem tido sempre uma forte palavra a dizer nos clubes por onde tem passado. Desde que rumou ao Chelsea, em 2004, quase todos os grandes pedidos do técnico têm sido correspondidos. Houve exceções, sendo a maior delas Steven Gerrard, muito cobiçado por Mourinho no Chelsea, mas que acabou por ficar no Liverpool. Outro foi Paul Pogba, já aquando da segunda passagem do técnico por Stamford Bridge. O treinador luso não conseguiu o desejado médio francês em Londres, mas agora já conta com ele em Manchester.» [DN]
   
Parecer:

Este é o outro lado do sucesso de Mourinho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Mourinho se não quer comprar o Jumento para MU.»

 Até os porcos nos leva
   
«Estima-se que existam em Portugal cerca de 50.000 porcos de montanheira, criados em regime extensivo, nos montados de azinho, onde se alimentam de bolota — o que é obrigatório para que sejam considerados produtos genuínos. Mas apesar do seu grande valor alimentar, a sua produção continua fortemente dependente da indústria de Espanha. Este país “compra 95% do porco português de montanheira para transformação em presunto (membros posteriores do porco) e paleta (membros anteriores do porco) e desta forma recebe o selo de origem espanhola”, diz Pedro Bento, secretário-geral da Associação Nacional dos Criadores de Porco Alentejano (ANCPA).

A crise económica veio provocar um decréscimo da produção em Portugal, devido não só à retracção do poder de compra dos consumidores, mas também por causa das “falhas na legislação sobre rotulagem” que não abrangia a denominação de “porco preto” e abriu as portas do mercado português a carne de porco vinda de Espanha com menos qualidade. Com efeito, as grandes superfícies comerciais, a restauração e a indústria de charcutaria foram “invadidas” com produto espanhol, com a indicação de que se tratava de “porco preto” mas não existia regulamentação que garantisse esta designação. Pedro Bento dia que, por isso, a carne de porco alentejano foi “praticamente arredada do mercado nacional”.» [Público]
   
Parecer:

Isto significa que os nossos industriais são preguiçosos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
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