quarta-feira, novembro 02, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Carlos Abreu Amorim

O mui douto e anafado deputado do PSD, um dos ideólogos da era Passos que o PSD foi buscar às franjas da extrema-direita, vem tentar explicar o inexplicável, que o caso da licenciatura de Relvas nada tem que ver com os agora surgidos.

Não tem não senhor, Relvas era ministro, Relvas soube conseguir um canudo sem estudar, Relvas não se demitiu a não ser quando percebeu que não tinha condições para continuar, relvas não renunciou ao canudo teve de ser a justiça a repor a verdade.

Pela primeira vez sou obrigado a dar razão a este troculento advogado, um grande admirador de Relvas nos seus primeiros tempos de governo

«Primeiro foi Rui Roque, adjunto do gabinete do primeiro-ministro, quem abandonou o Governo depois de se saber que não tinha nenhuma licenciatura, ao contrário do que constava no despacho da nomeação.

Uma semana depois foi a vez de Nuno Félix, chefe de gabinete do secretário de Estado da Juventude e Desporto, demitir-se na sequência da vinda a público das suas duas falsas licenciaturas.

Perante este cenário, o vice-presidente do grupo parlamentar do PSD rejeita qualquer comparação com o que sucedeu com Miguel Relvas.

“Andam por aí uns artistas do spin a tentarem fazer, pateticamente, uma analogia entre os casos das licenciaturas falsas deste Governo e o que aconteceu com Miguel Relvas”, começa por dizer o social-democrata, acrescentando de imediato que esta ideia é “infantil” e não passa de um tentativa de “tentar atenuar a culpa de uns com a do outro e embrulhar tudo no mesmo”.

Carlos Abreu Amorim explica então num longo texto publicado na sua página do Facebook por que os casos do Governo socialista não podem ser comparados ao do governo PSD/CDS.

“Não há qualquer similitude entre as situações” porque “Relvas não alegou ter uma licenciatura sem ter obtido o título universitário”.» [Notícias ao Minuto]

 Os novos golpes de Estado

Na lógica dos velhos golpes de Estado, habitualmente conduzidos por militares, cabia a esta casta a defesa dos valores da sociedade, quando a política ultrapassava os limites daquilo que consideravam aceitável para o país, os militares intervinham. Foi com este tipo de argumentos que assistimos no passado a dezenas de golpes militares.

Entretanto, na maioria dos países a democracia acabou por vingar, a lógica da tropa foi substituída pela lógica das leis, os militares cederam o lugar aos magistrados, nalguns casos a polícias de toga. Em vez e se matarem os adversários a tiro, estes são mortos na barra dos tribunais, mas muitos antes disso são abatidos na comunicação social e enterrados por uma opinião pública manipulada.

São cada vez mais os países onde polícias e magistrados estão unidos para velarem pelos bons valores, multiplicam-se os casos em que magistrados se sentem no dever de influenciar o curso dos acontecimentos políticos, substituindo-se aos velhos generais, agora amansados. Temos assistido ao espetáculo do Brasil, agora está sucedendo nos EUA.

      
 A Guiné Equatorial está a gozar?
   
«A Guiné Equatorial pediu apoio técnico da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para abolir a pena de morte, o que os restantes Estados-membros da organização registaram "com agrado", segundo a declaração final da cimeira de Brasília.

Os chefes de Estado e de Governo da CPLP reunidos na XI conferência, esta segunda e terça-feira, "registaram com agrado a solicitação da Guiné Equatorial de apoio técnico à harmonização legislativa interna, decorrente da moratória à pena de morte em vigor, no sentido de a converter em abolição, em conformidade com os princípios fundamentais e valores universais comungados por todos os Estados-membros", segundo a declaração final da cimeira.

Os países lusófonos "congratularam-se com o anúncio da conclusão dos procedimentos internos de ratificação dos estatutos da CPLP e com a entrega simbólica da respectiva carta ao secretário-executivo da CPLP, que consolida a integração da Guiné Equatorial na CPLP e abre caminho à adopção do acervo comunitário", refere ainda o documento, aprovado na cimeira, que termina na manhã desta terça-feira em Brasília.» [Público]
   
Parecer:

De que tipo de assistência técnica estarão a precisar?
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

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