domingo, novembro 20, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Assunção Cristas, provedora da CGD (?)

Assunção Cristas já se esqueceu do OE e até mesmo das autárquicas de Lisboa, há um mês que a sua agenda política é preenchida em exclusivo pela CGD. à falta de melhor e sem espaço nem ideias que chamem a atenção em dias úteis, a líder do PS faz política aos fins de semana, aproveita-se dos dias de descanso para ter a comunicação social por sua conta.

Numa semana em que era de esperar que a líder do CDS se empenhasse em debater o OE, acabou por mostrar a ligeireza das suas posições, em matéria de OE não não fez propostas dignas desse nome e em vez de se preocupar com problemas realmente importantes faz políticas com coisas tão pequeninas que acaba por evidenciar a sua própria pequenez. Lamentável e triste.

«À margem de uma sessão de encerramento da Convenção dos Autarcas Populares, em Vale de Cambra, Assunção Cristas falou aos jornalistas sobre a polémica em torno da Caixa Geral de Depósitos (CGD), cuja declaração de rendimentos da nova administração continua a fazer correr muita tinta.

Ouvidas as versões de várias fontes do Governo e da própria administração, e considerando “o nível de incompreensão e ruído que este assunto atingiu”, a líder do CDS diz já só haver “uma pessoa que pode prestar esclarecimentos sobre esta matéria, que é o senhor primeiro-ministro [António Costa]”.

A centrista fala pelo seu partido quando diz que “o CDS tentou obter várias explicações até junto do ministro das Finanças [Mário Centeno]” e que, fracassadas essas tentativas, o partido enviou, ontem (18), “um requerimento por escrito para obter respostas do senhor primeiro-ministro”, resposta essa que ainda não chegou e tem até 30 dias para chegar.» [Notícias ao Minuto]

 Amélias

A minha primeira experiência militar foi na famosa “inspecção”, chamei a atenção do médico para um problema suficiente para ficar dispensado mas sem quaisquer preocupações o médico imbecil leu logo ali a sua sentença clínica “se eu vim tu também vens”. Aprendi ali a primeira máxima do nosso corajoso exército, aguenta e depois faz aos outros o que te fizeram a ti, era assim que os valores da instituição eram transmitidos entre gerações.

Como me borrifei para comunicar as habilitações académicas em vez de uma tropa mais tranquila lá fui parar o Regimento de Infantaria, onde fui recebido com música dos Pink Floyd. Cumprida a burocracia da verificação do corte de cabelo e da entrega do fardamento, lá fui parar a um dos torreões do convento, onde a 6.ª Companhia estava instalada num imenso dormitório. 

A guerra tinha acabado sete anos antes mas por ali ainda se treinava a infantaria para combater os turras, entretanto promovidos a “ins”, que ninguém sabia muito quem eram ou poderiam ser. Era um privilégio estar no CGM que dava acesso ao curso de oficial miliciano, comparados com os do contingente geral, os soldados rasos, tínhamos um tratamento de marqueses, alguns maus-tratos na instrução, praxes idiotas conduzidas por instrutores imbecis e pouco mais. Com o contingente geral era bem pior.

Por aquilo que se tem ouvido acerca da morte dos comandos a tropa continua a ter os mesmos métodos, a promover a imbecilidade na instrução, a gerir o esforço dos instruendos com menos cuidados do que a GNR trata os seus cavalos. No exército português não pode haver dor,. Exaustão, doença ou indisposição, por ali impera a estupidez humana, convertida numa espécie de marialvismo militar. 

Quem está por cima ofende, viola, violenta quem está por baixo porque dessa forma fica-se mais forte, mais resistente, mais capaz de suportar as agruras e os sacrifícios que terão de ser suportados em combate, sacrifica-se na instrução para que a guerra se seja mais agradável, morre-se na instrução para se reduzir o número de mortes em combate. No nosso exército não há pedagogia, não se sabe nada de motricidade humana, qualquer PT sabe mais de preparação física dos que os instrutores militares e, pior, os médicos parece esquecer os seus deveres.

Não importa porque se perdeu a força, porque se chegou ao limite, porque se sofre, quem chega a esse ponto é uma Amélia, uma personagem meio homem meio mulher, fraca, cobarde e pouco digna. Quem não quer ser Amélia deve sujeitar-se a tudo o que o instrutor decide, mesmo que isso o conduza à morte. Neste ambiente sem controlo, aberrante, são os próprios instrutores que se tornam em personagem aberrante, provavelmente assassinos.

Felizmente só conheci as bestas durante um mês e uma semana, acabei por sair depois de ir a uma Junta Médica.


 O corporativismo no seu melhor

Um médico obriga soldados quase a morrer a rastejar até à ambulância, um sargento em vez de prestar ajuda obriga instruendos a comerem terra e agora os representantes dos oficiais e dos sargentos dizem que há responsabilidades políticas, um deles até diz que por falta de meios as coisas acontecem. Haja paciência...

      
 Começam as dúvidas
   
«As boas notícias que o Governo teve esta semana com os números da economia e a bênção de Bruxelas ao Orçamento do Estado para 2017 vieram suscitar dúvidas no PSD sobre o discurso do líder do partido, Pedro Passos Coelho. Muito catastrofista para alguns, muito centrado na área financeira para outros, dizem sociais-democratas ouvidos pelo PÚBLICO. A direcção do partido assume não hesitar em reconhecer quando os dados são positivos. “Não vamos é fazer as figuras tristes que o PS fez desde 2013, quando, perante a recuperação económica, aparecia com um ar zangado”, afirmou Miguel Morgado, vice-presidente da bancada parlamentar.

O antigo adjunto de Passos Coelho no anterior Governo põe travão a euforias com os números do INE que apontaram para um crescimento de 0,8% no terceiro trimestre face ao anterior. Em primeiro lugar, porque não se devem à estratégia defendida pelo executivo de António Costa – baseada na procura interna –, mas sim pelas exportações, sobretudo pelo turismo. E assinala a queda do investimento como uma pedra no sapato. “Temos de ter os pés assentes na terra. Parece que estamos a crescer a galope”, afirmou ao PÚBLICO, defendendo que há um paralelo com o período anterior a 2011: “Não aprendemos nada com o que aconteceu até à bancarrota”.» [Público]
   
Parecer:

parece que só vão ter certezas quando o PSD descer abaixo dos 25% nas sondagens.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Passos não quer o Valentim
   
«A concelhia do PSD de Gondomar quer, a distrital do PSD do Porto acha boa ideia, mas Pedro Passos Coelho não quer nem ouvir falar nisso: o líder social-democrata não aceita que Valentim Loureiro volte a candidatar-se pelas cores do partido à Câmara Municipal de Gondomar.

O veto, apurou o Expresso junto de fontes partidárias, já terá sido comunicado por Passos, em termos definitivos, numa reunião com a distrital ocorrida este mês. Uma informação que, no entanto, é contrariada pelo presidente da distrital do PSD portuense, Bragança Fernandes: “Há prazos e procedimentos a cumprir, ainda não está nada decidido”.

Os procedimentos e prazos a que se refere Bragança Fernandes ainda não foram, de facto, cumpridos — a concelhia tem de propor oficialmente um nome, este tem de passar no crivo da distrital e, depois, pelo aval da direção nacional do partido, num processo que formalmente só deverá acontecer no primeiro trimestre do ano que vem, de acordo com o calendário estabelecido pelo partido.» [Expresso]
   
Parecer:

Mais um inimigo.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 A apanhar bonés, diz o Montenegro
   
«“Continua a reinar uma grande confusão” no caso da Caixa Geral de Depósitos, em especial no que respeita a a polémica sobre a falta de entrega da declarações de património e rendimentos da nova administração ao Tribunal Constitucional, aponta o líder do grupo-parlamentar do PSD.

“Ninguém põe ordem na casa dentro do Governo”, condenou Luís Montenegro em declarações aos jornalistas esta manhã em Espinho.

Para Luís Montenegro, “o ministro das Finanças não esclareceu e o primeiro-ministro assobia para o ar. Parece que anda a apanhar bonés ou a usar de um cinismo enorme por parecer desconhecer esta situação”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Bo momento de maior desorientação dentro do PSD e talvez a penar em Passos Coelho o líder do PSD diz que é António Costa que anda a apanhar bonés.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

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