sexta-feira, novembro 04, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Leitão Amaro

Se o deputado Leitão Amaro, do PSD, tivesse um pingo de juízo evitaria usar a palavara embruste e mais ainda associa-la à devolução da sobretaxa. Não se percebe se por falta de lucidez, ou por falta de vergonha, este deputado lembrou-se de chamar embusto ai fim da sobretaxa em 2017. Quem tentou enganar os portugueses, tendo mesmo conseguido enganar muitos, prometendo um falso reembolso da sobretaxa, embuste preparado por Paulo Núncio do CDS, para ganhar votos e apresentou um programa de governo em que a sobretaxa só seria eliminada em 2020 é melhor evitar este tema, sob pena de lhe terem de dizer que quem não quer ser urso não lhe veste a pele.

«rimeira intervenção da bancada social-democrata no debate na generalidade sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2017 motivou a primeira subida de tom no debate no Parlamento, na resposta do ministro das Finanças ao deputado Leitão Amaro.

Depois de o deputado social-democrata ter criticado o orçamento por, entre outras coisas, ter criado um "embuste" em torno do fim da sobretaxa de IRS ao longo de 2017 – e não o fim integral logo em janeiro, como inicialmente previsto – Centeno invocou o passado para devolver a crítica.

"Os senhores retiveram 900 milhões de euros de reembolsos e fizeram um jogo online sobre a sobretaxa, que foi descontinuado em outubro de 2015, dias depois das eleições, quando antes se propunham devolver 35% da sobretaxa. Se quiser falar da sobretaxa e de de embustes, olhe para o lado, não olhe para mim", respondeu Centeno. Sentada à direita de Leitão Amaro, na bancada do PSD, está a ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque.

"Só espero que lhe tenha saído alguma coisa no jogo online, porque aos portugueses não saiu", concluiu Centeno.» [Expresso]

      
 Confusão na ADSE
   
«O director-geral da ADSE, Carlos Liberato Baptista, garante que só os cônjuges e os filhos maiores que adiram no futuro à ADSE serão chamados a pagar uma contribuição para poderem usufruir do sistema de saúde da função pública. Os familiares que actualmente não pagam e já beneficiam do sistema continuarão isentos.

Liberato Baptista explicou à Lusa que para os actuais cônjuges que são beneficiários (porque não têm rendimentos próprios), assim como para os filhos menores, vai manter-se tudo como até aqui. Ou seja, poderão continuar a beneficiar do sistema sem terem de contribuir.

Tal como o PÚBLICO noticia na edição desta quinta-feira, o decreto-lei que cria o instituto da ADSE alarga as fontes de receitas da ADSE às contribuições dos familiares dos trabalhadores do Estado, mas não revela o valor dessa contribuição e o universo que será abrangido.» [Público]
   
Parecer:

Ou estou muito enganado ou a ADSE vai acabar por desaparecer.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 O meu povo quer é feiras
   
«Foi pelas 11h desta quinta-feira que o caterpílar avançou sobre uma das construções existentes nos terrenos onde vai nascer a Feira Popular de Lisboa, em Carnide. Visivelmente feliz com aquele que caracterizara momentos antes como “um dia histórico para a cidade”, o presidente da câmara pegou no seu telemóvel, pediu a um membro da sua equipa que o fotografasse junto à máquina e acabou mesmo por ensaiar uma selfie.

“Estamos aqui para um dia histórico para a cidade, que marca o início da devolução da feira a Lisboa, aos lisboetas”, afirmou Fernando Medina logo no arranque do seu discurso, feito a curta distância das construções que dali a pouco começariam a ser reduzidas a escombros. Paciente, de braços cruzados e olhos postos no autarca, o operador do caterpílar aguardava pela sua vez de entrar em cena.

Criticando as “más decisões” que levaram a que a cidade ficasse mais de uma década sem “a sua Feira Popular”, o autarca considerou chegado o tempo de a câmara “começar a pagar a dívida que a cidade tem desde 2004 para com centenas de milhares de jovens, crianças, pais, avós e familiares”.» [Público]
   
Parecer:

Veremos se vai ser um sucesso ou a continuação da decadência de um negócio sem grande futuro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Pagava para ver
   
«Um cenário possível para o futuro: Maria Luís Albuquerque, candidata a presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Será que em 2017 haverá cartazes a anunciar a sua corrida à autarquia da capital? “A seu tempo as decisões relativamente às candidaturas às diversas autarquias serão anunciadas”, diz Maria Luís Albuquerque, ex-ministra das Finanças do Governo de Passos Coelho, em entrevista ao “Público” esta quinta-feira.

Defendendo que não quer criar “ruído” sobre as autárquicas, Maria Luís Albuquerque diz que, neste momento, o mais importante é não desviar “as atenções das matérias mais relevantes em cima da mesa, que são, claramente, o Orçamento e as opções que ele envolve e também as matérias do sistema financeiro.”

Já quando questionada sobre a notícia avançada pelo Expresso no passado sábado de que Rui Rio está a reunir apoios para disputar a liderança do PSD, a ex-ministra fecha-se em copas. “Não comento essas notícias”, diz. E acrescenta: “Não sei se tem acompanhado as reuniões do partido, é que eu não tenho visto nenhuma manifestação de desunião. Mas em concreto não comento nada.”» [Expresso]
   
Parecer:

E a seguir candidata-se à liderança dop PSD com o apoio do padrinho Passos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»

 No melhor pano cai a nódoa
   
«O inquérito investiga suspeitas de que, pelo menos desde 2015, algumas messes da Força Aérea estão a ser abastecidas com alimentos seriam sobrefaturados, aumentando assim o valor a pagar pelo Estado Maior da Força Aérea. "Tal sucederia por acordo entre militares que trabalham nas messes, fornecedores dos géneros alimentícios e um elemento do departamento do Estado Maior da Força Aérea com funções de fiscalização das referidas messes", detalha a nota da PGR.

"Os fornecedores de diversas empresas entregariam determinadas quantidades de alimentos mas, o valor faturado no final de cada mês seria cerca de três vezes superior ao dos bens entregues na realidade. A diferença entre o valor faturado e o dos produtos efetivamente fornecidos seria dividida pelos elementos envolvidos".

Em causa, adianta a PGR, estão factos suscetíveis de integrarem a prática de crimes de corrupção passiva, de corrupção ativa e de falsificação de documento. Nesta investigação, o Ministério Público é coadjuvado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ e pela Polícia Judiciária Militar.» [DN]
   
Parecer:

Para além de tudo o que se possa dizer, seria interessante perceber como eram feitos negócios que permitiam alimentar um gigantesco saco azul. Isto é, estamos perante um crime financiado graças a um esquema de evasão fiscal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se a vertente fiscal do negócio das empresas envolvidas.»

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