domingo, novembro 13, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Passos Coelho

Faz agora um ano que o governo pafioso de Passos Coelho caiu porque a direita não o conseguiu impor, desde então o líder pafioso tem assumido os mais diversos papéis, numa tentativa desesperada de subir nas sondagens. Mas é cada vez mais um morto vivo, não admirando que enquanto Rui Rio, putativo candidato a correr com ele, fala de grandes problemas nacionais, o pobre Passos anda entretido com o fait divers da Caixa Geral de Depósitos.

«"Foi o Governo e o primeiro-ministro que fizeram a lei e convidaram a administração, não pode agora [António Costa] lavar as mãos e dizer que isso é com a Justiça. Isso é com ele, é com o Governo, não pode ser de outra maneira", defendeu o presidente social-democrata, Pedro Passos Coelho, em declarações aos jornalistas à entrada de um encontro da "Trilateral Commission", que decorreu num hotel de Lisboa.

Momentos antes, o primeiro-ministro, António Costa, que também participou no encontro da "Trilateral Commission", tinha dito à comunicação social que é ao Tribunal Constitucional que cabe fiscalizar se a administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) cumpre as suas obrigações.

Questionado sobre a posição transmitida pelo primeiro-ministro, Passos Coelho considerou ser "um bocadinho surreal" que o executivo queira "lavar as mãos do problema".» [Notícias ao Minuto]

 amargo doce

A nossa extrema-direita chique gostaria de festejar a vitória de Trump e aos poucos lá vão aparecendo. O problema é que Trump em vez de ser um liberal é um mercantilista e defensor do protecionismo, o Trump é a direita bruta de que a nossa direita gosta, mas tem tantos anti-corpos que vai levar algum tempo para que os seus apoiantes deixem de andar escondidos debaixo das saias da Hillary.

 Paulo Macedo na CGD?

Não sejam idiotas, na DGCI o seu sucesso foi mais ao nível da publicidade do que na gestão, não fez uma única mexida, não mudou nada na cultura de gestão, limitou-se a gerir a divulgação do trabalho alheio. Do seu mandato não ficou um serviço novo, um novo modelo de gestão, uma nova cultura de gestão, em suma, não ficou nada, para além de alguns afilhados e afilhadas que designou para altos cargos. A verdade é que o seu sucessor, de quem já ninguém se lembra, fez muito mais do que ele.

Ao que aprece na gestão bancária o currículo também não é grande coisa, passou pela MEDIS e pouco mais, não presidiu, não teve as mais altas responsabilidades no banco e não se disse muito do seu desempenho enquanto foi administrador.

Uma coisa é conseguir aumentar as receitas fiscais vendendo casas de habitação, publicando listas negras e lançando o receio com vagas de notícias nos jornais sobre penhoras, outra é gerir a Caixa Geral de Depósitos.

É óbvio que Paulo Macedo deseja a CGD, é por isso ue sempre que aparece haver uma vaga surgem as notícias na comunicação social amiga.

Quando Paulo Macedo saiu da DGCI o BCP ainda era gerido pelo eng. Jardim Gonçalves. Se era assim tão bom porque motivo não foi premiado por quem o conhecia tão bem para um lugar na administração? Os que agora o sugerem para a CGD porque não o sugeriram para presidir ao BCP quando a antiga administração caiu e o Paulo Macedo ainda esteve na administração, de onde saiu para o governo. Porque se ouviu falar tanto dele quando estava na DGCI e ninguém deu pela sua passagem pela administração do BCP? Se era tão bom porque não foi o escolhido para presidir ao BCP?

      
 MP deixou escapar Vara?
   
«Armando Vara, um dos arguidos a Operação Marquês, indiciado pelos crimes de corrupção passiva e fraude fiscal e branqueamento de capitais, voltou a poder falar com os outros arguidos, com todos os funcionários e dirigentes da CGD e até pode viajar para o estrangeiro, sem ter de pedir autorização ao Juiz Carlos Alexandre. Esgotou o prazo de um ano que o Ministério Público (MP) tinha para acusar o ex-ministro socialista e as medidas de coação, que lhe tinham sido impostas pelo tribunal de instrução, tiveram de ser levantadas. Além da proibição de contactos com os arguidos, entre os quais está José Sócrates, com quadros da Caixa e de sair do país, Vara foi também obrigado a depositar uma caução de 300 mil euros, para o caso de incumprimentos das primeiras, que se mantém.

Vara foi detido a nove de julho de 2015 em sua casa sob a suspeita de ter sido corrompido, quando era vogal da administração da CGD, para favorecer o financiamento do grande empreendimento turístico de Vale de Lobo, no Algarve. Esta detenção surgiu na sequência de, no âmbito da Operação Marquês, o MP ter suspeitado que José Sócrates tinha aprovado o Plano Regional de Ordenamento do Território do Algarve (PROTAL) com uma exceção que favorecia os promotores do empreendimento. Sócrates teria recebido, segundo o MP, 12 milhões de euros, transferidos por Helder Bataglia e um dos sócios do projeto. Vara surgia como a ligação na CGD que tinha tratado do financiamento a Vale de Lobo, em condições mais favoráveis do que o normal.» [DN]
   
Parecer:

mas o financiamento de Vale de Lobo não era a grande fonte de acusação no caso Marquês'
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Cruzes, canhoto!
   
«"Não vou fazer nenhum comentário sobre isso", disse Passos Coelho, quando questionado pelos jornalistas sobre a entrevista que o ex-presidente da câmara do Porto deu na quinta-feira ao Diário de Notícias, onde admite candidatar à liderança do PSD em 2018.

O líder do PSD falava aos jornalistas à entrada para um encontro da "Trilateral Commission", que decorreu num hotel de Lisboa.

Na entrevista publicada pelo Diário de Notícias, Rui Rio assumiu estar a ser pressionado "por militantes e não militantes" para avançar para a liderança do PSD, embora o próximo congresso do partido só deva realizar-se no início de 2018.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

Parece que o diabo foge do diabo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»


 Lá como cá
   
«Depois de passar pela negação e a fúria, as duas primeiras etapas do modelo de Kübler-Ross de gestão emocional da perda e do luto, a campanha presidencial de Hillary Clinton e o Partido Democrata entraram agora na fase da “negociação”, à procura de respostas para a pesada derrota eleitoral sofrida na passada terça-feira. E por respostas leia-se, também, culpados: além de explicações, busca-se alguém a quem se possa apontar o dedo para arcar com a responsabilidade pelo desaire.

A resposta óbvia, e aquela que é politicamente mais relevante, é que o fracasso foi de Hillary Clinton – que, afinal, era a pessoa errada, com a mensagem errada, para vencer num ciclo de mudança como era este. Ao contrário das expectativas dos seus conselheiros, a sua longa carreira política e a sua reputação de pragmática e trabalhadora não se traduziram em competência e credibilidade, com a polémica à volta dos seus e-mails a introduzir um ruído constante na campanha.

Para muitos liberais, essa é a chave da derrota. Uma parte considera que foi o director do FBI, James Comey, o principal responsável pela derrocada de Clinton na recta final da campanha. “Afectou-nos muito”, concedeu Jennifer Palmieri, a directora de comunicação da candidatura de Clinton, numa conferência telefónica. Segundo a sua avaliação, a carta do chefe do FBI ao Congresso, a dar conta da reabertura da investigação após a descoberta de novos e-mails suspeitos, “alimentou as dúvidas e as desconfianças” contra Hillary e desmotivou a sua base de apoiantes.» [Público]
   
Parecer:

Não é só em Portugal que os polícias, de toga ou de farda, gostam de "sugerir" aos eleitores em quem não devem votar. Mesmo que o chefe do FBI não tenha sido decisivo no voto, a verdade é que tentou dar o seu golpe de estado. Por cá também houve quem tenha tentado destruir o PS mais de uma vez.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 Trump regressa ao isolacionismo
   
«A eleição de Donald Trump varreu as capitais europeias como uma brisa gelada, espalhando descrença e angústia – irá o Presidente eleito cumprir a retórica do candidato? Vai desinvestir na segurança dos aliados e permitir que a Rússia teste até onde pode refazer a sua esfera de influência? Vai quebrar consensos que alicerçam décadas de parceria? Conscientes de que nem tudo pode mudar e admitindo que pouco ficará como antes, os líderes europeus pedem a Trump que esclareça as suas reais intenções em relação ao continente, a começar pela NATO – a aliança a que chamou “obsoleta”.

“O compromisso dos Estados Unidos com a NATO e com a defesa colectiva da Europa é inabalável há 70 anos e estou  confiante de que assim continuará a ser”, disse o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, logo após a vitória de Trump, sublinhando que uma Aliança forte “é importante para a Europa, mas também muito importante para os EUA”.» [Público]
   
Parecer:

É bom lembrar que antes do ataque japonês a Pearl Harbour havia um forte movimento americano que se opunha à guerra, movimento que era liderado por Charles Lindberg, um simpatizante de Hitler que esteve ao seu lado na abertura dos jogos olímpicos de Berlim.

Os setores mais conservadores do EUA não são, nem nunca foram grandes aliados da Europa, aliás, não são aliados de ninguém e se apoiaram a defesa da Europa foi em sua própria defesa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

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