terça-feira, dezembro 20, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Assunção Cristas
A líder do CDS já está em campanha para as autárquicas e começa de forma a dar a imagem de quem pensa no futuro. Não visitou empresas ou escolas, não andou na rua, nem foi ver os bairros populares, foi ver eleitores a quem os seus amigos da economia social conseguem os votos de forma fácil, idosos em lares, já com grandes problemas de mobilidade, a maioria sem perceber quem era aquela menina com dentinhos de coelho.

De caminho vai fazendo declarações próprias de quem espera a rendição inevitável do PSD. Esta campanha de sacristias promete.

«A líder do CDS-PP, que é candidata à Câmara de Lisboa, Assunção Cristas, não comentou hoje eventuais negociações autárquicas em Lisboa com o PSD, afirmando que "o tempo dirá" como "as coisas correm".

"Temos bons contactos, bons diálogos sempre com o PSD em relação a muitas partes do país. Quanto a questões específicas de Lisboa, o tempo dirá como é que as coisas correm. Da nossa parte, estamos com tranquilidade a fazer o nosso trabalho", afirmou Assunção Cristas.

A líder centrista falava aos jornalistas após uma visita ao centro paroquial de São Vicente de Paulo, no bairro da Serafina, em Lisboa, depois de, no sábado, os jornais Público, Expresso e Sol noticiarem que o PSD estaria disposto a negociar um apoio à candidatura de Assunção Cristas à Câmara de Lisboa.» [DN]

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 A OCDE  avaliou as reformas do mercado de trabalho

Será que um tal Santos Pereira, ex-ministro da Economia e responsável ignorado e esquecido dessas reformas, que é Director do Country Studies Branch no Economics Departament da OCDE foi o responsável pelo estudo que avaliou as suas próprias reformas? É apenas um palpite.

Mas não deixa de ser curioso ver um PSD que correu com Santos Pereira estar agora tão feliz com o seu trabalho, incluindo a Cristas cujo CDS teve um importante papel no seu saneamento para no seu lugar meter o flausino dos sapatos importados.

      
 Salário mínimo não dá para manter um filho
   
«As famílias com crianças gastam em média mais 658 euros por mês do que as famílias sem crianças a seu cargo. Curiosamente, enquanto as famílias com crianças diminuíram a sua despesa anual em 3,3 pontos percentuais nos últimos cinco anos, os agregados sem filhos gastaram mais 7,7%, de acordo com os resultados provisórios do Inquérito às Despesas das Famílias 2015/2016 (IDEF) que o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou na manhã desta segunda-feira.

A despesa média anual dos agregados familiares com crianças é de 25.892 euros, ou seja, mais 44% do que as famílias sem crianças (17.997 euros), o que corresponde à referida diferença de 658 euros mensais. O inquérito feito entre Março de 2015 e Março de 2016 a 11.398 agregados, para apurar a estrutura das despesas familiares, revelou ainda que as famílias sem crianças gastam mais do seu orçamento em habitação (34,3%) do que as famílias com crianças (28,8%) e, sem surpresas, menos em ensino e em transportes.» [Sócrates]
   
Parecer:

Se a despesa média de um filho é de 658€ isso significa que um salário mínimo não dá para manter um filho em Portugal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento aos "parceiros sociais".»
  
 Bolo Dom Marcelo
   
«Uma doceira de Felgueiras criou um bolo chamado "Dom Marcelo", com as cores da Bandeira Nacional e ingredientes de todos os distritos e ilhas, inspirado no Presidente da República e na sua ligação a Celorico de Basto.

"Neste doce único está representado todo um país, toda uma nação", contou a empreendedora Cristina Pinto.

A doceira, de 46 anos, desempregada há dois, conta que o bolo tem 22 ingredientes, de todas as regiões, a maneira que encontrou para homenagear Portugal e o mais alto magistrado da nação.» [Público]
   
Parecer:

O homem já é doce, agora com um bolo vai levar o país aos diabetes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Patrões queem Estado a pagar aumento do salário mínimo
   
«As confederações patronais admitem o aumento do salário mínimo para os 540 euros desde que lhes garantam uma redução de 1% na Taxa Social Única (TSU) a cargo dos empregadores para os trabalhadores que recebem a remuneração mínima.

De acordo com uma proposta enviada pelos empregadores ao Governo, que será discutida na reunião de Concertação Social que está a decorrer, as quatro confederações consideram que os critérios de atualização do salário mínimo conduzem a um aumento para os 538 euros, mas admitem que o valor passe para os 540 euros em janeiro de 2017, se forem adotadas medidas que minimizem os efeitos da subida na competitividade das empresas.» [Observador]
   
Parecer:

Miseráveis.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

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