domingo, junho 23, 2013

Jumento do Dia

  
Paulo Portas, uma espécie de ministro na clandestinidade

Paulo portas tem um estranho sentido da dignidade, primeiro foi o Gaspar a dizer que era preciso redefinir as funções do Estado, de seguida Passos chamou refundação à coisa, a seguir soube-se que tinha sido encomendado um estudo ao FMI, estudo que não passou da inserção do logo do Fundo no frete encomendado pelo Moedas, o mesmo Moedas que depois organizou um seminário com os amigos ricos a que chamou debate público da reforma do Estado, quando Portas andou a dizer cá fora que estava em desacordo com o Portas que ia às reuniões do Conselho de Ministros o primeiro-ministro calou-o dando-lhe um novo brinquedo, seria ele a escrever o guião da reforma.
 
Agora que o mega despedimento já está em curso ainda há quem chame à coisa reforma do Estado e coesão social à proletarizaçaõ forçada da Função Pública, o conselho de ministros reúne em Alcobaça, local onde há muito espaço para peças tumulares destinadas a heróis da nação, discute-se um esboço da reforma do Estado e os amigos de Paulo Portas até dizem para a comunicação social que o esboço ainda não conta com os contributos do próprio Paulo Portas. Num dia a versão académica do Relvas chama a si o protagonismo, no dia seguinte sopra-se ao Correio da Manhã para que o líder do CDS seja humilhado.
 
Parece que o passatempo do pessoal deste governo é gozar com Paulo Portas e, vá lá saber-se porquê, o orgulhoso líder do CDS até deixa. Resta saber se é o interessa nacional que o leva a sofrer tanta humilhação ou se haverá um outro motivo que justifique este permanente ir para o pelourinho da Praça Vítor Gaspar em que o páis se transformou. O facto é que Paulo Portas se lembrou de defender a descida do IRS e foi logo de castigo para o pelourinho.

«Ninguém assumiu que o dia era ontem de aprovação do guião de Paulo Portas para a reforma do Estado, mas o Conselho de Ministros informal, em Alcobaça, nem fechou o esboço da reforma, até porque, sabe o Correio da Manhã, o texto não tinha ainda os contributos do ministro dos Negócios Estrangeiros. Algo que surpreendeu alguns dos seus pares.

Mais, o documento distribuído continha, apenas, as orientações dadas por cada ministério há alguns meses, e nos casos da Saúde e da Justiça, foram redesenhadas versões minimalistas. Sem desvendar o seu guião de reforma do Estado, Portas ter-se-á comprometido a apresentar a versão na próxima reunião. A meta para fechar o documento é 15 de julho, data do início da oitava avaliação da troika.
  
Ontem, no final da reunião foi o ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Poiares Maduro, quem fez a declaração de circunstância para "oferecer esperança" aos portugueses, baseada nos objetivos da equipa para os próximos dois anos: uma economia mais competitiva e coesão social.» [CM]
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