segunda-feira, junho 03, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Flor do PArque Florestal de Monsanto, Lisboa
   
 O direito à greve segundo Paulo Portas

Paulo Portas é um grande defensor da greve mas acha que quando ele está no governo os trabalhadores deveriam ser responsáveis e fazer greves nos fim de semana e nos dias de férias. Quanto ao diálogo com a UGT é um grande defensor da negociação e das cedências mútuas. a UGT cede,o governo cede, a UGT cumpre, o governo esquece e no fim faz-se nova ronda de negociações para que a UGT faça mais algumas cedências.
  
Só falta Porta definir duas linhas, uma em que é ele que decide quando os trabalhadores podem fazer greve e outra para decidir quais as cedências do governo que são para cumprir. Do lado de lá da primeira linha apenas estão os dias de férias, os feriados e os fins de semana, do lado de lá da segunda linha só há cedências da UGT.
 
 Nem no PCUS
 
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Quando um partido coloca no seu próprio site os comunicados dos governantes a confusão entre Estado e partido é total.


 O oportunismo não compensa

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A esquerda conservadora, BE e PCP, poderia ter optado por uma aliança com o PS, mas animada por ter derrubado a esquerda do governo já sonha com assaltos ao Palácio de Inverno e insiste na ideia de que é a vanguarda e tudo deve decidir. O problema é que enquanto não ocorrer o assalto ao Palácio de Inevrno as coisas resolvem-se com votos e os eleitores não são imbecis.

A esquerda conservador terá de ter muito cuidado não vá ter uma grande surpresa nas próximas autárquicas.
 
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É esta falta de respeito pelos cidadãos e respeito pela sua inteligência que tem levado o PS a perder grandes bastiões. Muito dependente de pequenas famílias de de alguns caciques locais que se comporta como uma autêntica nobreza o PS tem sido incapaz de se renovar e de substituir os velhos dinossauros. Agora arrisca-se a perder mais um dos seus bastiões.


  
 Famílias
   
«Com a discussão da co-adopção por casais do mesmo sexo lá veio o relambório do costume sobre a crise da família, da comunidade e até da sociedade ocidental. Nada de novo: a despenalização da interrupção voluntária da gravidez punha em causa a família e o casamento entre pessoas do mesmo sexo destruía a instituição casamento em geral. A depravação total estava já ali ao virar da esquina. Claro está que toda esta dissolução dos costumes vinha na sequência de coisas tão vergonhosas como os métodos anticoncepcionais, do sexo antes do casamento, do divórcio, ou de homossexuais poderem aparecer na rua de mão dada com o seu namorado ou namorada. As sociedades ocidentais, onde estes escândalos todos vão acontecendo, estariam a sofrer terríveis atrocidades com esta corrosão social: o deboche supostamente instalado e até a queda demográfica teria origem em todas estas barbaridades.

Presumo que quem defende que vivemos praticamente em Sodoma ou Gomorra pense que as pessoas não têm filhos por estarem mais ocupadas a organizar bacanais ou se divertirem a fazer abortos quando não estão a consumir drogas. Nada que ver, claro está, com as mudanças no papel da mulher na comunidade, ou alteração na estrutura económica e social das comunidades - e sim, claro que há neste momento melhores condições para ter filhos do que há 40, 50 ou 60 anos, mas a discussão nunca foi essa. Ou que a instituição familiar funciona lindamente nos países com um actual elevado crescimento populacional. Países onde os números do abandono parental ou as famílias monoparentais são, digamos assim, bastante significativos.

Não tenho muita paciência para a delirante discussão sobre a imaginária degradação moral do Ocidente e de esta se estar a dar na sequência duma suposta conspiração de depravados, perturba-me porém a repetição constante da mentira da crise da família e da perda dos valores familiares. E perturbam-me não só porque as teorias da conspiração me aborrecem, como penso que leis como as que permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo ou as da co-adopção por casais do mesmo sexo contribuem sim para aumentar o prestígio da instituição familiar e o seu papel como célula fundamental da comunidade.

Também sou daqueles que pensam que a família é a célula fundamental duma comunidade. Que acredita que os laços criados no seu seio são os mais sólidos e os mais profundos. Que é insubstituível e a mais perfeita construção social.

Um núcleo feito de afectos e cumplicidades, de solidariedade e altruísmo.

Falar sobre a família é como falar sobre a nossa própria essência e não consigo imaginar nada mais difícil.

De facto, as famílias felizes são todas muito parecidas, como dizia Tolstoi, mas apenas os resultados são parecidos, diria até iguais. O modo como são estruturadas, a forma como os seus membros interagem, a maneira de funcionar são diferentes de caso para caso. Diferenças, em alguns casos, subtis, noutros casos enormes. Todos conhecemos famílias chamadas tradicionais que de família só têm a aparência formal, transmitindo tudo menos os valores que associamos à instituição, como na nossa vida convivemos com famílias não tradicionais que são autênticos bastiões daqueles valores familiares.

Tentar definir a instituição familiar através dum papel estereotipado dos seus membros faz tanto sentido como confundir progenitores com pais ou mães.

Ser pai ou mãe vai muito para lá do acto da concepção, tal como ser parte duma família vai muito para além da utilização dum apelido comum. Em termos muito simples: fazer um filho qualquer um faz, ser pai ou mãe é outra coisa. E basta que o leitor seja pai ou mãe ou filho para que não sejam precisas grandes explicações sobre o sentido da expressão.

Uma criança com dois pais (ou duas mães) não precisava duma lei para poder chamar pai de facto aos seus pais e consegue distinguir, como qualquer outra criança, o papel de cada um na sua vida. Para essa criança e para os pais pouco muda. Mais uma família feliz parecida com todas as outras felizes ou infeliz à sua maneira como as famílias infelizes.» [DN]
   
Autor:
 
Pedro Marques Lopes.
   
     
 Boys, Cavacoys, arrastadeiras, Passaroys e Gasparoys
   
«A dois meses das eleições legislativas de 2011, o na altura candidato do PSD e actual primeiro-ministro, Passos Coelho, prometeu “apresentar um Governo com uma dimensão historicamente pequena” (o que viria a confirmar-se), alegando que “os membros do Governo não podem recrutar ilimitadamente uma espécie de administração paralela nos seus gabinetes”, lembra hoje o DN.

Acontece que, quase dois anos depois, o actual Governo já nomeou 4463 pessoas, das quais, revela o DN, 1027 para os gabinetes dos ministérios, 1617 para cargos dirigentes na Administração Pública e 1819 para grupos de trabalho e outras nomeações.

Pegando no número de ‘boys’ nomeados para os gabinetes ministeriais, o DN revela que em média são 73 as novas caras por gabinete, ou seja, mais do que as 54 nomeações feitas por José Sócrates nos dois primeiros anos de mandato entre 2005 e 2007.

Acrescenta ainda o DN, que os ministérios da Economia e o da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território são os que mais nomeações fizeram: 129 e 125, respectivamente.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
É a mama do Estado a alimentar a seita.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Deus nos livre desta praga»
      
 Londres comprou a neutralidade de Franco
   
«El 4 de junio de 1940, el embajador británico en Madrid, sir Samuel Hoare, envió un mensaje cifrado de la máxima urgencia, secreto y “personal” al secretario del Foreign Office, el vizconde Halifax, según los más de 400 documentos hasta ahora secretos que acaban de ser desclasificados por los Archivos Nacionales británicos. “Hay indicios de que está cogiendo impulso la idea de abandonar la neutralidad y tengo la impresión de que ha llegado el momento de actuar de forma inmediata para verificarlo”, arrancaba el texto. El embajador cree tener “una forma segura” de acceder a los ministros mejor colocados.

Esa forma de “influir de forma decisiva y asegurar la neutralidad de España” en la II Guerra Mundial no es otra que el pago de sobornos, para lo cual necesita de “un máximo de medio millón de libras” y exige de forma “urgente” la autorización. Y ruega que “si hay alguna duda, se consulte con el primer ministro”, Winston Churchill. Al final, los británicos se gastarían 13,5 millones de dólares en sobornos (hoy 222 millones, 170 de euros). Los pagos se harían a través del banquero mallorquín Juan March y los sobornados no sabrían que el dinero procedía del Gobierno británico. El mayor problema no fue encontrar candidatos a ser sobornados, sino que March pudiera hacerse con el dinero sin levantar sospechas. La fórmula elegida, una cuenta en Nueva York de un banco suizo, levantó las suspicacias del Tesoro de EE UU, que bloqueó la cuenta durante meses.» [El Pais]
   
Parecer:
 
Uma direita muito cheia de bons valores.
     
 China investe na alimentação da população
   
«China necesita proteína animal para alimentar a una población que emigra en masa del campo hacia la ciudad Y la carne de cerdo es clave para saciar el apetito de su creciente clase media. Así es como presentó Zhijun Yang la operación por la que el gigante chino Shuanghui International compra la estadounidense Smithfield Foods, el mayor productor de cerdo del mundo y principal accionista de la española Campofrío. La adquisición se enmarca, además, en el plan de Pekín para modernizar su ganadería, como hizo en las últimas décadas con su sector manufacturero.

El consumidor no confía, por lo general, en la cadena alimentaria: ni en EE UU, ni en Europa, ni en China. Eso convierte la operación en un asunto muy sensible para el público y los políticos. Se vio claramente durante la presentación de los detalles ante los analistas de Wall Street. Casi todas las preguntas a los ejecutivos chinos y estadounidenses fueron dirigidas a la seguridad alimentaria.» []
   
Parecer:
 
É um problema que Portugal está descurando e que vai pagar caro daqui a poucas décadas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Estude-se o assunto.»
   
 Cá sugere-se que os jovens abandonem o país
   
«O chefe do Governo italiano, Enrico Letta, pediu hoje desculpa aos jovens italianos que se foram "forçados a emigrar" por causa da recessão que atingiu a Itália, numa carta publicada no jornal La Stampa.

Letta, que lidera o primeiro executivo de coligação entre a esquerda e a direita no pós-guerra, pediu desculpa "em nome de uma classe política que, durante muito tempo, parece não ter compreendido que com as suas palavras, as suas ações e omissões, permitiu a dissipação de paixões, sacrifícios e competências".» [DN]
   
Parecer:
 
Por cá até o pequeno Rangel chegou a sugerir uma agência de apoio à emigração depois de o incompetente ter sugerido aos jovens que partissem.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao incompetente.»
   
 Lince ibérico visto em Vila Nova de Milfontes
   
«O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) anunciou hoje que foi detetado um lince-ibérico, proveniente de Doñana, Espanha, através de câmaras de vigilância, no dia 08 de maio, em Vila Nova de Milfontes.

"No passado dia 08 de maio a zona de caça associativa em Vila Nova de Milfontes [litoral alentejano] obteve, com surpresa, imagens de um exemplar de lince-ibérico fotografado durante a noite com uma máquina instalada num cevadouro para javalis", informou em comunicado, o ICNF.» [DN]
   

   
   
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