segunda-feira, junho 24, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Serpa
   
 Imbecil!
  
«O ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional afirmou hoje, em Vila Pouca de Aguiar, que um dos problemas do país é que pensou durante muitos anos só no presente sem antecipar e planear o futuro.
  Esta declaração de Miguel Poiares Maduro surgiu na sequência da intervenção de um expositor da Feira do Granito de Vila Pouca de Aguiar, que referiu que se devia pensar mais no presente e nas dificuldades que os portugueses estão a viver neste momento.» [Notícias ao Minuto]
  
Miguel Maduro, o novo Miguel do governo., trem uma excelente opinião de si próprio, deslumbra-se de tal forma com a sua superioridade intelectual que se julga com três olhos num Portugal e numa Europa de cegos, fala como o grande educador.
  
Mas ser ministro de um governo que degrada o ensino, asfixia as universidades, expulsa do país a sua melhor geração e até lhe sugere a emigração, reduz a quase zero a formação profissional e não adopta uma única medida que não seja mais uma medida de austeridade decidida pelo Gaspar devia ter vergonha e nbão falar de futuro. Ou Miguel Maduro é mesmo parvo ou ainda não percebeu a que governo pertence, o que, convenhamos, vai dar na mesma.




 Da incompetência
   
«1. Passados dois anos, a maioria dos comentários sobre a acção do Governo, escritos e falados, são panfletários ou muito próximos disso. A razão é simples: é extremamente difícil encontrar racionalidade na incompetência.

Há quem tenha uma espécie de fé no Governo e jure que tem uma lógica qualquer. Esta lógica não estará ao alcance do entendimento do comum dos mortais. São raras, mas ainda se consegue ler e ouvir pessoas que pensam existir uma espécie de pensamento ideológico e uma linha de actuação definida no Governo. É difícil, mas essas pessoas encontram um racional para decisões como, por exemplo, a de não pagar o subsídio de férias a uma parte dos funcionários públicos em Junho havendo dinheiro e não existindo intenção de passar, no futuro, o pagamento dessa parte do salário para outro mês. Ou que o Governo não dê uma justificação às pessoas que tinham a sua vida planeada ou que nem se preocupe em explicar muito bem explicadinho, como é próprio de uma democracia, porque se mudam as regras a meio do jogo.

Ainda há mesmo quem consiga explicar por que diabo o Governo se esqueceu de legislar a tempo e horas e obrigou Cavaco Silva a uma promulgação que faz que o Presidente da República pareça uma espécie de pau-mandado ou um mero corta-fitas de legislação (o que Cavaco Silva faz para salvar o Governo de um terrível vexame. Não há melhor ministro).

Talvez tenha existido uma linha ideológica, um pensamento, um plano neste Governo. Talvez. Se existia nunca chegou a ser conhecido e se chegou a existir já morreu. Nem o liberalismo de contracapa chegou a revelar-se inteiramente. O que havia era o memorando e as suas várias correcções e adendas. Mesmo esse, que foi a única aproximação a um plano que nos foi dado a conhecer, já se desvaneceu como linha orientadora do Governo.

Porque há uma assinatura que percorre toda a acção governamental: incompetência com muita ignorância à mistura.

Os responsáveis governamentais não queriam acabar com a classe média como estão quase a conseguir; não queriam, obviamente, criar estes níveis de desemprego; não queriam obrigar tanta gente a emigrar; não queriam que a dívida se tornasse impagável; não queriam destruir a economia portuguesa por muitos anos. Sem ponta de ironia, claro que não. Enganaram-se. Foram tão-só incompetentes. E não há nada pior do que um incompetente bem-intencionado.

Nem vale a pena lembrar "assuntos menores" como a TSU, dossier RTP, reforma autárquica, confusões na Concertação Social, os patéticos pacotes de apoio ao crescimento. A lista de disparates, de negligência grosseira, de erros infantis, não tem fim.

Aliás, este súbito ódio à troika, ao FMI (é penoso lembrar os elogios que foram feitos a esta instituição e os pedidos lancinantes para que viesse para Portugal) e às receitas aplicadas mostra bem quão mal estes senhores estavam preparados para governar: só perceberam que o plano não estava a resultar quando toda a gente há muito tinha percebido, só entenderam que o programa ia fazer piorar o país quando já este estava de pantanas. É penoso lembrar as palavras de Passos Coelho e do inefável Catroga sobre a genialidade da negociação que tinha tornado o plano um programa genial que ia revolucionar Portugal.

Não sobrou quase nada. Não há discurso, não há uma linha de rumo, não há um plano. Há apenas uma vontade de sobreviver ao próximo disparate, ao próximo descalabro orçamental, aos próximos números do desemprego, aos próximos boletins meteorológicos, aos próximos humores de Gaspar, aos próximos arrufos de Portas e a muita, muita incompetência e ignorância sobre o país. Dois anos, apenas em dois anos.

2. Esta semana Paulo Portas explicou-nos que o que correu bem no Governo foi por causa dele e o que correu mal teria corrido muito pior se não fosse ele. Isto foi-nos explicado durante a apresentação de um programa de governo que será, pelo exposto, radicalmente diferente daquele em que ele é ministro. Diz que é o plano pós-troika. Só faltou mesmo mandar um abraço lá para casa a António José Seguro.» [DN]
   
Autor:

Pedro Marques Lopes.
   


 Barroso, o tiçanito da extrema-direita francesa
   
«Um ministro francês acusou hoje o presidente da Comissão Europeia de ser "o combustível da Frente Nacional" (extrema-direita), depois de José Manuel Durão Barroso ter considerado a posição francesa sobre a exceção cultural "reacionária".

Durão "Barroso é o combustível da Frente Nacional. Eis a verdade. É o combustível de Beppe Grillo [cómico e político italiano líder de um movimento de contestação], declarou Arnaud Montebourg, ministro da Recuperação Produtiva, à rádio France Inter.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Ainda por cima u8m combustível aldrabado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Barroso que se cale durante uns tempos.»
   
 Finalmente, um sucesso do tempo do ajustamento
   
«As atrizes e atores portugueses que participam nos filmes pornográficos exibidos e produzidos pela HotGold vão passar a ter maior projeção internacional. Portuguesinhas é o nome do site com conteúdos da empresa nacional que acaba de ser lançado no Brasil.

Trata-se de uma parceria entre o grupo que detém o canal de filmes para adultos português Hot TV, disponível por assinatura em vários operadores do cabo, e a Brasileirinhas, a maior produtora e distribuidora de conteúdos pornográficos no Brasil.» [CM]
   
Parecer:

Será que Paulo Portas foi à sessão inaugural?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se-lhe.»
   
 Marques Mendes diz que o PSD desapareceu
   
«Luís Marques Mendes considera que o PSD “desistiu de fazer política" e está “desaparecido em combate”. No seu habitual comentário político na SIC, o antigo presidente do PSD lembrou que “há meses que o PSD não faz uma conferência de imprensa, não responde aos ataques, não toma uma posição firme”.

Para Marques Mendes, “em política não há vazios, alguém os preenche”, referindo-se ao CDS. Comentando a posição de Paulo Portas que defende uma descida do IRS até ao final da legislatura, Marques Mendes não a considera uma provocação, mas sim “uma proposta no sentido de ter um acordo com PSD para reanimar a economia”.» [i]
   
Parecer:

Pior ainda, não desapareceu, anda escondido dos portugueses e os seus candidatos às autárquicas quase o fazem como independentes e garantindo que nunca ouviram falar do PSD e nem sequer fazem ideia de quem será Passos Coelho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 SCP, um clube luso-angolano
   
«O Sporting vai reduzir substancialmente a posição que detinha sobre a sua SAD caso a reestruturação proposta seja aprovada. A proposta de Bruno Carvalho determina que o capital do clube detido pelo próprio Sporting passe de 91% para 50,4%, com os novos investidores a ficarem com 44,7%. Destes novos investidores, a fatia de leão fica com a Holdimo, que será dona de 23,5% do Sporting. O avanço das operações dependerá agora da assembleia-geral (AG) de dia 30.

A reestruturação do Sporting passa por dois aumentos de capital distintos, que, em conjunto com a fusão da SAD à Sporting Património e Marketing, irão elevar o capital social do clube dos actuais 39 milhões para 85 milhões. Ao aumento de 8 milhões de euros que aquela fusão pressupõe segue--se um aumento de capital de 20 milhões que resulta da entrada da Holdimo, mas sem injecção de dinheiro, já que é feita através da "conversão de um crédito daquela entidade sobre a Sporting SAD" no mesmo valor.» [i]
   
Parecer:

Um dia destes o Bruno passa a assessor do dos Santos na presidência do clube.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «É uma questão de tempos e mais uns barris de crude.»
  
 Chegou a vez de a entroikada ser a própria troika
   
«La Comisión montó en cólera tras ese varapalo. Bruselas critica la deslealtad del Fondo, que achaca al creciente protagonismo de los países emergentes. China, Brasil y compañía están molestos con los riesgos asumidos en Europa, un continente tan rico para ser rescatado (la renta per cápita irlandesa es la cuarta de la UE: superior a la alemana y muy por encima de la brasileña) como tóxico para la credibilidad del FMI. El comisario Olli Rehn ha acusado al Fondo de “lavarse las manos” tras recordar que estuvo allí en todas las decisiones. Pero a la vez insiste en que los programas “van por buen camino”. Eso es en público: en privado, las fuentes comunitarias consultadas admiten que el rescate a Grecia “no funciona”, y prevén una futura reestructuración de la deuda tal como pide el FMI. Y apuntan también que el rescate portugués y el irlandés dejan dudas muy serias, así como el chipriota, un compendio de todos los males de la gestión de la crisis.

La troika está condenada a una muerte lenta: el FMI ponía un tercio del rescate en Grecia; en Chipre solo contribuye con el 10%. Pero lo fundamental es que la fórmula parece agotada: “Lo que cabría esperar, al menos, es que los rescates acortaran los dolores del parto y la cicatriz que dejará la crisis. Lo que está sucediendo es lo contrario”, concede una alta fuente europea. Aunque no todo son críticas: en Luxemburgo, un alto funcionario de una de las instituciones europeas defiende parcialmente su labor. “Hay que pensar qué hubiera pasado sin esos programas: un colapso en esas economías. Además, sin el FMI los rescates no hubieran sido muy diferentes. Lo sucedido es lógico: tres personalidades fuertes, poco acostumbradas a compartir poder, han tenido los inevitables encontronazos. Pero diseñar el ajuste era difícil: para compensar los recortes no ha habido ni estímulos en Alemania ni devaluación. Eso es lo que cabe achacarle a la troika, incluido el FMI: que solo haya sabido imponer ajustes a los rescatados, cuando el problema es de toda la zona euro, de Berlín y de Fráncfort”.

La academia es menos indulgente. “La troika es incómoda para el FMI y Europa. El Fondo critica a la UE por su rechazo a reestructurar deudas insostenibles, su fracaso para recapitalizar bancos y su insistencia en la austeridad. Y los europeos son críticos con el Fondo por su deslealtad. Así que lo lógico es que a partir de ahora vayan separando sus caminos. Eso no garantiza el éxito: si Europa sigue con su negacionismo respecto a la banca o la necesidad de reestructurar deudas allá donde es imprescindible, y sobre todo si sigue en esa carrera absurda de austeridad y reformas sin que el BCE y Alemania compensen por algún lado, el desastre es seguro”, explica Barry Eichengreen, de Berkeley.

A este lado del Atlántico, más cera: “La troika es un desastre”, dispara Charles Wyplosz, del Graduate Institute. “El FMI no debió aceptar su entrada, pero una vez dentro sobran las excusas. Los programas se diseñaron para proteger a los países que están bien, no para salvar a los rescatados. Y en general no habrá solución hasta que los acreedores lleguen a acuerdos con los deudores: hay que acabar con el tabú de las reestructuraciones. Lo contrario es recetar grandes dosis de aspirina cuando hay que ir al quirófano”. Tal vez el más duro sea Paul De Grauwe, de la London School of Economics, que califica la troika de “tremendo error, de forma y de contenido”. “La troika ha orquestado una recesión en toda Europa con esos programas basados en la austeridad sin poner peros a los países acreedores, como Alemania, que debe hacer mucho más. Lo malo es que matar a la troika no es la solución: los fundamentalistas de la tijera pueblan las instituciones europeas”, cierra.» [El Pais]
   
Parecer:
 
O curioso é dizer-se que Portugal precisa de "algo mais"..
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Gaspar se vai ficar no meio, arriscando-se a levar com algum alguidar ou com um cântaro na tola.»
   

   
   
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