sexta-feira, junho 07, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Candeeiro, Baixa de Lisboa
   

 Dúvida

Será que o Gaspar continua a gostar da palavra colossal como disse gostar na famosa explicação do desvio colossal inventado por Passos Coelho? Deve gostar tanto que desde então não para de provocar desvios colossais entre as estimativas da receita fiscal, do desemprego e da recessão e os valores reais. São desvios colossais tão grandes entre aquele que existe entre o melhor e o pior aluno da turma.

 Originalidade portuguesa
 
Graças a Cavaco Silva o país corre um sério risco de passar da estabilidade à crise social e de regime sem que tenha tido qualquer crise política. É o resultado do rolhismo presidencial.
 
 A  refundação do Estado
  
Adicionem o prejuízo dos swap, ao desvio da receita fiscal e ao descontrolo despesista das autarquias e vão perceber para que vai servir o despedimento selvagem de muitas dezenas de milhares de funcionários públicos.
 
 Aquele sorriso cínico
  
Quem viu as imagens do périplo autárquico de Passos Coelho, primeiro em Bragança e depois em Odivelas, deverá ter reparado no sorriso nos seus lábios, quando de referiu, em Trás-os-Montes, indirectamente ao despedimento de funcionários públicos ou quando qui mais perto chamou a si o estatuto de novo da verdade. Era um misto de atrapalhação labial que denuncia a insegurança de quem não se sente de muito boa fé com o cinismo de alguém que parece sentir gozo nos sacrifícios que consegue infligir aos que trata como inimigos.
Em Bragança, talvez por sentir mais em casa, sorria cinicamente enquanto perguntava a uma hordazita de arregimentados pelo aparelho partidário se queriam que os seus impostos baixassem ou se não era preferível reduzir a despesa pública, que nos dias que correm significa despedir funcionários públicos. É o novo discurso de Passos, promete aos patrões reduzir o IRC a troco do seu apoio ao despedimento selvagem no Estado, depois promete aos trabalhadores do sector privado que descerá o IRS, só faltará pedir aos funcionários públicos que sobreviverão para ficarem calados e não serem solidários com os seus colegas e amigos, senão mesmo com os seus familiares.
E diz isto sem o mínimo de sentimentos ou de seriedade, fá-lo usando um sorriso cínico de quem sente gozo no que está fazendo, na manipulação do medo e dos sentimentos mais baixos da populaça e de alguns empresários, apoiado por gente estranha como o esqueleto louro que foi dar entrevistas para Nova Iorque. O político que na oposição tinha um ar sofrido e pedia desculpa por deixar passar uma medidas de austeridadezita, agora que impõe a miséria total e absoluta a centenas de milhares de portugueses sorri com ar cínico, com ar de gozo.
O que vimos em Bragança não foi um primeiro-ministro preocupado com o seu povo e empenhado em minimizar os custos e sacrifícios, foi um político sem sentimentos e sem escrúpulos perguntando à populaça que o apoia se queria continuar a pagar impostos ou se queriam pagar menos à custa da miséria alheia. Isto não é procurar a razão para governar, é promover o ódio e a divisão de uma nação, isto é dizer a uns portugueses que o seu bem-estar depende de o ajudarem a levar outros à miséria, isto não é promover o consenso nacional, isto é empurrar o país para a tragédia.

Estamos perante alguém que governa a pensar no país ou perante um político que perdeu a noção da verdade, que é incapaz de aceitar a derrota do seu projecto e que não hesita em assumir velhos ódios para os reimplantar na sociedade actual?

 Cavaco Silva fez prova de vida

Cavaco reapareceu para fazer prova de vida, dizer banalidades sobre o relatório do FMI e para sugerir que os professores só podem fazer férias nos fins de semana e nas férias, já que em aulas ou nos exames é sempre a vida dos alunos que está em causa.
 
Mas regista-se a preocupação de Cavaco Silva com o alunos e com o seu futuro, a crer num processo disciplinar de que foi alvo enquanto foi professor da Universidade Nova nesse tempo o futuro dos seus alunos da Nova não parecia preocupa-lo tanto.
 
Recorde-se este momento exemplar de Cavaco Silva, que faz do Presidente uma autoridade moral em matéria de professorado, num post do blogue Random Precision:
 
«Naqueles longínquos anos 80 o Prof. Aníbal Cavaco Silva era docente na Universidade Nova de Lisboa.
Mas o prestígio académico e político que entretanto granjeara (recorde-se que havia já sido ministro das Finanças do 1º Governo da A.D.) cedo levaram a que fosse igualmente convidado para dar aulas na Universidade Católica.

Ora, embora esta acumulação de funções muito certamente nunca lhe tivesse suscitado dúvidas ou sequer provocado quaisquer enganos, o que é facto é que, pelos vistos, ela se revelou excessivamente onerosa para o Prof. Cavaco Silva.

Como é natural, as faltas às aulas – obviamente às aulas da Universidade Nova – começaram a suceder-se a um ritmo cada vez mais intolerável para os órgãos directivos da Universidade.
A tal ponto que não restou outra alternativa ao Reitor da Universidade Nova, na ocasião o Prof. Alfredo de Sousa, que não instaurar ao Prof. Aníbal Cavaco Silva um processo disciplinar conducente ao seu despedimento por acumulação de faltas injustificadas.

Instruído o processo disciplinar na Universidade Nova, foi o mesmo devidamente encaminhado para o Ministério da Educação a quem, como é bom de ver, competia uma decisão definitiva sobre o assunto.

Na ocasião era ministro da Educação o Prof. João de Deus Pinheiro.

Ora, o que é facto é que o processo disciplinar instaurado ao Prof. Aníbal Cavaco Silva, e que conduziria provavelmente ao seu despedimento do cargo de docente da Universidade Nova, foi andando aos tropeções, de serviço em serviço e de corredor em corredor, pelos confins do Ministério da Educação.

Até que, ninguém sabe bem como nem porquê,... desapareceu sem deixar rasto... 
E até ao dia de hoje nunca mais apareceu.

Dos intervenientes desta história, com um final comprovadamente tão feliz, sabe-se que entretanto o Prof. Cavaco Silva foi nomeado Primeiro-ministro.

E sabe-se também que o Prof. João de Deus Pinheiro veio mais tarde a ser nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros de um dos Governos do Prof. Cavaco Silva, sem que tivesse constituído impedimento a tal nomeação o seu anterior desempenho, tido geralmente como medíocre, à frente do Ministério da Educação.

Do mesmo modo, o seu desempenho como ministro dos Negócios Estrangeiros, pejado de erros e sucessivas “gaffes”, a tal ponto de ser ultrapassado em competência e protagonismo por um dos seus jovens secretários de Estado, de nome José Manuel Durão Barroso, não constituiu impedimento para que o Primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva viesse mais tarde a guindar João de Deus Pinheiro para o cargo de Comissário Europeu.

De qualquer modo, e como é bom de ver, também não foi o desempenho do Prof. João de Deus Pinheiro como Comissário Europeu, sempre pejado de incidentes e críticas, e de quem se dizia que andava por Bruxelas a jogar golfe e pouco mais, que impediu mais tarde o Primeiro-ministro Cavaco Silva de o reconduzir no cargo.

A amizade é, de facto, uma coisa muito bonita...»
       
     
 Zanga de comadres ou arrufos de namorados?
   
«uestionado sobre o documento do FMI, no qual são também apontadas divergências entre o Fundo e os seus parceiros europeus da 'troika' - Comissão Europeia e Banco Central Europeu (BCE) -, o porta-voz dos Assuntos Económicos alegou que o relatório foi elaborado "por alguns técnicos do FMI" e não reflete uma "posição oficial" da instituição, com quem, asseverou, o executivo comunitário mantém uma "relação de trabalho construtiva", incluindo no programa de assistência a Portugal.

Sublinhando que Bruxelas discorda de várias (e importantes) conclusões do documento, como a questão da reestruturação da dívida grega, Simon O'Connor garantiu ainda que o mesmo não alterará a forma de trabalho no seio da 'troika', considerando que a UE e o FMI estão a trabalhar muito bem, incluindo nos casos dos outros países sob programa de assistência financeira, designadamente Portugal e Irlanda.

O porta-voz do comissário Olli Rehn comentou a propósito que a 'troika', que agrupa Comissão, BCE e FMI, "não existia há três anos", e foi "erguida" de um momento para o outro para responder a uma situação de emergência, "sem precedentes", e revelou que o executivo comunitário também irá divulgar (em data ainda por definir) o seu próprio relatório sobre o trabalho com os seus parceiros da 'troika'.» [DN]
   
Parecer:
 
Como era de esperar o extremista O'Coonor, uma espécie de pitbull com duas patas de trazer por casa do comissário Olli Rehn, veio discordar. Compreende-se, foi ele que deu sempre a cara pela chantagem e pelo desrespeito pelos povos da Grécia e de Portugal. Digamos que este rapazola é um ollibull.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o pitbull do Olli à bardamerda.»
   
 Ruas da Baixa mudam de nome
   
«A toponímia das ruas da Baixa, Avenida da Liberdade e da Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, sofreu durante a noite de hoje uma intervenção satírica, para assinalar os dois anos das eleições legislativas que deram a vitória ao PSD de Passos Coelho. A Avenida da Liberdade despertou esta manhã como Avenida Miguel Relvas, identificado como "herói da liberdade de expressão".

Dizem os promotores não identificados, num email que chegou ao DN, que se trata do "genuíno sentimento dos portugueses [que] é plasmado nesta singela homenagem confirmando o divórcio entre «o que se diz no espaço público» e «o sentimento genuíno dos portugueses»", citando assim Passos Coelho.

O nome do primeiro-ministro passa a "nomear" a Praça dos Restauradores, por se tratar do "restaurador da independência financeira de Portugal". Já o ministro da Economia substitui Fontes Pereira de Melo na toponímia como "grande obreiro da reindustrialização de Portugal".

A Rua da Betesga passou a chamar-se "Rua Carlos Moedas", o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, apresentado como "zeloso guardião do ajustamento de Portugal". O ministro das Finanças rebatiza a Rua Augusta, como "grande inspirador do Portugal novo". Por fim, António Borges, o conselheiro responsável pelas privatizações, nomeado pelo Governo, "substitui" a Rua do Ouro, por ser "o grande ideólogo da competitividade de Portugal"» [DN]
   
Parecer:
 
O Gaspar devia ter dado o nome à rua do Crucifixo ou, o que seria uma ofensa para o bicho, poderia ter emprestado o seu nome ao cavalo da estátua equestre do D. José, no Terreiro do Paço.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 E quem pagou foi o TC
   
«O principal rombo no Orçamento do Estado (OE) deste ano – e a necessidade de um OE retificativo - não foi provocado, como tem dito o Governo, pela decisão do Tribunal Constitucional (TC), que obrigou a repor os subsídios de férias de funcionários e pensionistas, mas sim por um novo desvio colossal na receita de impostos devido à recessão e pelo reconhecimento de novas dívidas e despesas das câmaras e regiões que no orçamento de outubro não apareciam, mas que agora surgem na fatura a pagar por todos os contribuintes.
  
A reposição dos subsídios, considerada ilegal pelo TC, vai custar 1274 milhões de euros ao OE face ao plano inicial do Governo PSD-CDS. No entanto, segundo a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), que assessora o Parlamento, as duas maiores alterações de impacto mais negativo (do lado da receita e da despesa) que constam do orçamento retificativo (OER) são: o impacto da recessão na receita fiscal, que rondará 1562 milhões de euros a menos face ao OE original, e o pagamento de dívidas em atraso e outras despesas (novas) por conta das câmaras e regiões, no valor de 1395 milhões de euros adicionais.» [DN]
   
Parecer:
 
Vigaristas!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se um governo que desrespeitou a Constituição e o Tribunal Constitucional.»
   
 Boas notícias para o Gaspar
   
«Autoridade monetária não mexeu nos juros, mas reconhece que situação económica na moeda única se degradou.

O Banco Central Europeu (BCE) mantevea taxa de juro de referência da zona euro em 0,5%, mas não exclui a hipótese de vir a cortá-la nos próximos meses.

É que, como admitiu Mario Draghi na conferência de imprensa após a reunião de governadores, a situação na zona euro tem vindo a degradar-se ao longo do ano.» [DE]
   
Parecer:
 
Com mais recessão e desvios colossais tem a oportunidade de fazer mais uma experiência com os ratinhos portugueses.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se pelo pior.»
      
 Passos o Restaurador
   
«A crise atual está a colocar tudo em causa, incluindo o futuro de Portugal como país, defende o fundador do CDS e antigo ministro de José Sócrates em entrevista à Antena 1.

"Estamos numa das situações mais graves que Portugal viveu ao longo dos seus 900 anos de história. Só comparo esta situação em gravidade, em perigo para existência de um país chamado Portugal, à crise de 1383/85, que felizmente acabamos por ganhar com a batalha de Aljubarrota, e aos 60 anos [1580-1640] de ocupação castelhana através dos Filipes", diz Freitas do Amaral.» [Expresso]
   
Parecer:
 
O destino te destas coisas, no dia em que alguém mudou a Praça dos Restauradores para Praça Passos Coelho vem Mira Amaral alertar para o risco de perda da independência.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se o governo dos Vasconcelos!»
   
 Sousa Tavares não pede desculpas a Cavaco
   
«Miguel Sousa Tavares afirmou em entrevista à RTP, concedida na quarta-feira à noite, que não irá pedir desculpa a Cavaco Silva, e que nem o faria se tal lhe valesse o arquivamento do processo-crime que lhe foi instaurado pelo Ministério Público por ter qualificado o Presidente da República de "palhaço". "Não vou fazê-lo", disse o escritor, que voltou no entanto a considerar ter cometido um "deslize em relação ao Chefe de Estado" durante a entrevista ao Jornal de Negócios.

"Nada na vida é a feijões. Quem se expõe, corre riscos e deve estar preparado para pagar por eles", argumentou. "Se for condenado, paciência".

A Procuradoria Geral da República abriu um inquérito a Miguel Sousa Tavares na sequência da sua entrevista ao Negócios, considerando essa declaração susceptível de configurar um crime de ofensa à honra do Presidente da República.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
E faz bem.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Cavaco que se demita e peça desculpas aos portugueses por muitas coisas que fez, como por exemplo o seu comportamento no caso das falas escutas.»
   
 A anedota do dia
   
«O PSD afirmou, esta quinta-feira, que a dose de austeridade desenhada pelo executivo de José Sócrates era maior do que a atual e sustentou que o atual Governo apenas pretendeu ir além da troika no plano das reformas estruturais.» [JN]
   
Parecer:
 
Afinal em matéria de palhaços havia outro... Este Moreira da Silva dava um excelente bobo da corte, alvez o D. Duarte Nuno o contrate quando o país se livrar da filoxera.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Autarcas gulosos
   
«"Muitas autarquias já não estavam a contar pagar, não se apetrecharam para isso, e podem agora ter alguns problemas em termos burocráticos ou administrativos, mas só isso", disse aos jornalistas o também presidente da Câmara de Viseu.

Na sua opinião, alguns municípios podem até ter dificuldades em fazer o pagamento, mas estas estarão relacionadas com as suas situações financeiras, que já vinham do passado.

Segundo Fernando Ruas, "a partir do momento em que o Governo disse que não havia subsídio de férias, as autarquias estavam a preparar-se para dar um destino àquele montante, que era montante a mais".» [CM]
   
Parecer:
 
Em ano de eleições o dinheiro dos subsídios dava um jeitão!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Vamos todos ao Tio Ângelo Correia pedir emprego!
   
«"Sei o que é estar desempregado." A frase é do primeiro-ministro, proferida ontem na Amadora, durante a apresentação do candidato autárquico do partido, Carlos Silva.

Perante um forte dispositivo policial, Passos Coelho ouviu apupos e vaias, a avenida Santos Matos foi cortada ao trânsito e Passos respondeu: "As eleições que vêm aí são distintas, mas as coisas estão interligadas. Eu não tenho medo das autárquicas, eu não tenho medo das europeias, não tenho medo dos portugueses, nem do seu julgamento."» [CM]
   
Parecer:
 
E saberá o que é trabalhar?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 Governo esqueceu-se da secretária de Estado do Tesouro
   
«“O conselho de ministros determinou a demissão de gestores públicos, a cessação da designação em regime de substituição de vogal de instituto público ou ainda o afastamento dos cargos de direção ou de responsabilidade na área financeira de personalidades que tenham estado envolvidas na negociação de contratos de instrumentos financeiros derivados de natureza claramente especulativa e ou contratualmente desequilibrados”, lê-se no comunicado enviado no final da reunião do Governo.

Esta decisão surge na sequência do relatório elaborado pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP, que concluiu pela existência de contratos deste tipo, de que resultaram prejuízos avultados e riscos significativos para o erário público, explica o Governo na sua página oficial.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Agora é um organismo dependente de um secretário de Estado a fazer este tipo de inspecções. Cpostumava ser a IGF....
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se que para que não subsitam dúvidas os contratos negociados pela secretária de Estado do Tesouro, nos tempos de gestora pública, sejam apreciados por uma entidade independente.»
   

   
   
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