sábado, junho 29, 2013

Volta académico verde!

Pode dizer-se que o governo de Passos Coelho duas fases, a do verde e a do maduro, resta-nos esperar que mais dia, menos dia salte a rolha ao povo português para que o governo entre na fase do espumante.
 
A fase verde foi a do académico Relvas, um académico recauchutado que nem deve fazer ideia de onde fica Yale, algo que o primeiro-ministro, que ele próprio inventou, também não deverá saber, enfim, como diria o outro quem sai aos seus não degenera. A verdade é que a fase verde foi a fase do sucesso, o ministro tinha uma licenciatura comprada na loja do chinês, os assessores eram bloggers e o facto é que foi um tempo de sucesso. Apesar disso tudo corria bem, os três estarolas da troika não tinham mãos a medir com os convites para dizerem baboseiras em seminários, os gregos roíam-se de inveja, o Durão Barroso sentia que tinha pago a dívida ao país, as exportações iam de vento pela popa, o Gaspar já se imaginava a ser convidado para ensinar em Harvard.
 
A fase do verde do Relvas acabou da pior forma, correram com o Relvas, os desvios colossais do melhor aluno da turma emparelharam Portugal com a Grécia, o Sócrates voltou, Cavaco auto-promoveu-se a presidente de iniciativa governamental, foram só desgraças.
 
Passos Coelho achou que o problema estava no verde e mudou-se para o maduro, da Lusófona para Yale, da conversa de taberna para discursos de fino recorte, ainda que um pouco repetitivos na linguagem. O Relva deu lugar ao Maduro, um maduro mais frutado e florido, jovem e com perfumes delicados, um verdadeiro néctar dos deuses.
 
Só que o Maduro teve azar, as desgraças sucederam-se, nada lhe tem corrido bem. Naturalmente, o Maduro descobriu que tudo está a correr às mil maravilhas, o problema é que os portugueses não são tão brilhantes quanto ele e não conseguem analisar a realidade, em vez de cantar o Grândola ao Passos Coelho deviam cantar-lhe os parabéns a você em sinal de gratidão.
 
A partir de agora os portugueses vão ter meia hora de espectáculo comunicacional dado pelo auxiliar do Maduro. É uma pena que tenha chegado com uns dias de atraso, teria sido muito interessante ver o que ele teria a dizer sobre a eventual redução do IRS. Mas oportunidades não lhe vão faltar, veremos como vai explicar melhor as intervenções de Paulo Portas como vai corrigir o Rosalino quando este disse que vai despedir em vez de dizer que vai requalificar os funcionários.
 

Oportunidades para o Lomba falar não vão faltar, o único problema é saber o que é que ele vai dizer na primeira metade da semana, este país produz tão poucas novidades que só a meio da semana começam a ouvir-se notícias. Será que o Lomba vai ocupar as meias horas dos briefings diários a contar anedotas, ou optará por nos proporcionar espectáculos de striptease com barra e tudo?
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