quarta-feira, novembro 11, 2015

O radicalismo de António Costa

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A crer no discurso da direita e dos seus comentadores, que nos últimos meses assumiram o estatuto de matilha, o programa de António Costa é perigoso, um sinal da marca da extrema esquerda que nos aproximará da Grécia e nos porá em conflito com a senhora Merkel. O governador do Banco de Portugal até foi a correr para Madrid porque achou que berrando a partir do estrangeiro se fazia ouvir melhor nos mercados financeiros e isso seria uma ajuda para fazer vergar a democracia no dia em que os seus amigos da direita iriam ser apeados.
  
Mas o que preocupará tanto a direita portuguesa?
No plano salarial serão repostos vencimentos que foram perdidos para compensar o desvio colossal que resultou das aldrabices do Alberto João Jardim. Entretanto, os funcionários públicos e os pensionistas não só pagaram os abusos do Alberto João, como têm servido para compensar muitos outros abusos, incluindo o descontrolo da despesas, as famosas gorduras e benesses dos institutos e fundações.


No plano laboral há medidas perigosas como combater a precaridade e os falsos recibos verdes, isto é, nada muda na legislação laboral e apenas se pretende garantir que a lei seja respeitada.
  
Pretende-se eliminar uma sobretaxa que foi adoptada mais com o objectivo de promover a desvalorização do factor trabalho do que para reequilibrar as contas públicas. Recorde-se que quando Gaspar teve de recuar no golpe que consistia em cobrar mais TSU aos trabalhadores para cobrar menos aos patrões apresentou a  sobretaxa como solução alternativa. Ora, o golpe da TSU não visava criar receitas e a verdade é que parte da receita da sobretaxa serviu para reduzir a receita em IRC. Isto é, os trabalhadores portugueses foram enganados e bem enganados.
  
No plano da fiscalidade procura-se maior distribuição da carga mexendo nos escalões do IRS, reduzir a taxa do IVA na restauração, um imposto que poucos pagam, proibição de execução sobre casas que não apresenta senão uma receita fiscal simbólica e miserável, revisão de valores abusivos de multas e coimas, alargar os estímulos às PME em sede de IRC e outras medidas quase simbólicas. É esta a perigosa revolução comunista no domínio da fiscalidade!
  
No que se refere ás privatizações estão em causa as privatizações (cedência de exploração) dos transportes urbanos que nem a troika exigiu ou a privatização parcial da TAP que foi mais uma bandeira familiar de Passos Coelho do que outra coisa e de que largos sectores da sociedade discordaram, até os vencedores desse processo já vieram admitir uma privatização parcial. Mas que grande revolução radical!

Para o Estado fala-se de coisas como a negociação colectiva, na Segurança Social quase nada se propõe para além da reavaliação das deduções e isenções de TSU e a diversificação de fontes de financiamento,
  
É isto que vai levar o país à bancarrota, é esta a viragem do país para o comunismo, é isto que tanto pode enervar os mercados e irritar a senhora Merkel, é isto que vai levar a um aumento dramático do défice? Sejamos honestos, estas medidas comunistas estão à direita do programa de Passos Coelho em 2011 e poderiam ser apresentadas nesse ano por Paulo portas como o radicalismo que ele dizia querer combater.

de certeza que é isto que preocupa a direita? Ou será antes o fim dos tachos, o fim da transferência de riqueza dos trabalhadores e pensionistas para os banqueiros, o fim do financiamento ddas reduções de impsotos sobre os lucros com aumentos de impostos sobre o trabalho. O mais significativo também estava previsto no programa do governo pafioso ou nas famosas medidas facilitadoras e mais do que o fim da austeridade o que se vai ter é mais equidade na austeridade. 

Peço imensa desculpa mas como essa gente irresponsável está levando o país para um ambiente de confronto a resposta mais adequada é o que pode ser entendido como uma homenagem ao falecido Almirante Pinheiro de Azevedo, que vão à bardamerda! Esta gente merecia mesmo uam viragem radical à esquerda, talvez aprendessem e não andassem a dizer parvoíces e a empurrar o país para um conflito.
  
PS: antes que me perguntem devo dizer que me informei no inquestionável Observador.

Recordemos aqui um perigosos comunista que em tempos mandou em Portugal:


 
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