quinta-feira, novembro 05, 2015

Umas n o cravo e outras na ferradura


   
 Jumento do dia
    
Álvaro Beleza

O homem que foi a sombra translúcida de Seguro sempre defendeu que o acordo a esquerda devia ser discutido na comissão nacional, o órgão mais importante entre congressos e onde estão representadas todas as correntes políticas. Beleza sabe que o seu agendamento obriga a numerosas deslocações de todo o país e não faz sentido que se realize num domingo. Mas Beleza acha que em vez de se realizar uma reunião para ouvir o PS antes da eventual aprovação de uma moção de rejeição António Costa não devia fazê-lo para que se realizasse o importante almoço dos leitões e a esta decisão de Costa chama de tiques.

Não faria mal haver um pouco mais de honestidade, já bastam as acusações que este e outros seguristas usaram no debate que antecedeu as directas do PS.

«Álvaro Beleza confirmou esta quarta-feira que vai estar presente na reunião de sábado da Comissão Nacional do PS, que motivou o adiamento de um almoço entre vários socialistas na Mealhada, mas apontou o "nervosismo" da direção socialista.

"A Comissão Nacional vem responder a um pedido que já tinha feito nas comissões políticas, mas [a direção do PS] revela velhos tiques de receio de debate interno e nervosismo", vincou Álvaro Beleza à agência Lusa.

O socialista vai estar na Comissão Nacional por "sentido de dever e responsabilidade" mas lembra que a reunião foi marcada para um dia em que já se sabia publicamente que existiria um encontro entre socialistas na Mealhada promovido pelo eurodeputado e ex-líder parlamentar do PS Francisco Assis.» [Expresso]

 Cuidado com a língua

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A esta hora o procurador e o inspector do fisco já estão a vasculhar todos os negócios realizados em Trás-os-Monte e daqui a umas semanas vão esquecer Vale de Lobos e o Lavajato para encontrarem provas consistentes algures por aquelas bandas.

 Não, não é o Mohammed Saeed Al-Sahhaf, mas podia ser

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O faz de conta que e ministro dos Assuntos Parlamentares inspirou-se nas trapalhadas do governo de Santana Lopes, de que fez parte, e anda a concorrer em disparates com o seu colega da Administração Interna. Um quer ir às paradas da GNR, o outro marca reuniões com debates virtuais com  os grupos parlamentares.

 Alternativa a Costa mas não a Passos

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Compreende-se a preferência da direita..
  
 Cavaco e os tratados

Este Cavaco é mesmo um tratado, tão preocupado não vá o PCP desrespeitar os tratados e nada diz sobre o facto de o governo se recusar a enviar para Bruxelas os dados orçamentais. Ou estará à espera de ver o que dá a manobra da direita de fazer aprovar os cortes e a sobretaxa para 2016?

      
 Vão os semideputados deputar, enfim?
   
«Temos tido, há muito, um grupo de deputados semiaproveitados. Não que alguém os obrigue. Eles próprios, comunistas e bloquistas, é que se trancaram na semirresponsabilidade. Aquele parlamento, para eles, não era bem o deles. Isto é, eles entravam lá como os outros deputados mas tinham um trauma de infância política: não tinham subido a escadaria de São Bento como quem toma o Palácio de Inverno. Na verdade, a quase totalidade dos semideputados (não digo todos porque pode sempre haver um tolinho) sabia que aquilo de 1917 já está fora do prazo há muito. Mas como também era o trauma que lhes dava alguma graça, deixavam-se estar... Então, o grupo de 20 ou 35 semideputados semideputava e mantinha reféns o quase milhão de portugueses que inocentemente pensava tê-los a deputar a tempo inteiro. Aconteceu, porém e entretanto, uma revolução a sério: porque os semideputados não queriam ser parte duma alternativa, o outro lado pôde desgovernar a toda a brida nos últimos anos. Com o 4 de outubro passado, e a direita outra vez à frente, embora sem maioria, a situação arriscava--se a repetir. O facto deu um sobressalto aos semideputados e pareceu que eles iam ser deputados. Vão? Se fossem materialistas como dizem, sim. O que tem de ser tem muita força. O problema é que com tanto ano a fazer de semi, fica-se menor. É capaz de haver quem de política só faça continhas: nas próximas eleições fica à frente o PC ou o Bloco?» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 A última provocação de Passos
   
«O Governo de Passos Coelho e Paulo Portas pode aprovar amanhã, em Conselho de Ministros, duas leis que prolongam por mais um ano duas medidas extraordinárias que estão em vigor, mas que, terminando no dia 31 de dezembro, podem pôr em risco as contas do próximo Orçamento, que só vai ser aprovado em fevereiro ou março de 2016 face ao atraso da formação do Governo.

Em causa estão os cortes salariais da função pública e da sobretaxa de IRS, medidas que têm sido centrais para manter as contas públicas sob controlo (mais de mil milhões de euros num ano). Tudo seria normal, não fosse o facto de António Costa se estar a preparar para derrubar o Executivo e formar, ele próprio, um Governo com o apoio do PCP e Bloco – com quem está a negociar como vão ficar estas medidas.» [Observador]
   
Parecer:

Esta ficará para a história como o seu momento de ridículo, não envia as contas do OE para Bruxelas mas quer legislar como se fosse um governo em funções.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

   
   
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