sexta-feira, janeiro 01, 2016

Os jumentos e prováveis Jumentos do ano de 2016

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Cavaco Silva

É o inevitável Jumento do ano pois haverá mais gente feliz com o fim da sua carreira política do que quando o Américo de Tomaz foi para o Brasil, Cavaco é uma nódoa na história de Portugal e o seu legado é um modelo económico falido, uma banca privada à beira do colapso, a utilização ineficaz de muitos milhões de ajudas europeias e uma classe política de gente incompetente e corrupta.
Passos Coelho

O ainda líder do PSD é um cadáver política à espera que alguém lhe faça o enterro, ainda não se sabendo se vai ser o congresso a reunir em assembleia de carpideiras, se vai ser o cata-vento a mandá-lo catar pulgas ou se vai prolongar a sua agonia até 2017.
  
Manuela Ferreira Leite
Não se pode dizer que a colega de Cavaco que começou a sua carreira como director-geral, um lugar abaixo dos ajudantes do então primeiro-ministro, seja como o vinho do Porto pois quanto mais velha mais na mesma ela fica em contraste com a evidente perda de lucidez do seu amigo montanheiro. Acabou 2015 chamando golpe de Estado à "indicação" de um primeiro-ministro com maioria parlamentar, resta esperar que no caso de serem realizadas eleições antecipadas por iniciativa de António Costa não volte a denunciar outro golpe de Estado.
Paulo Portas
  
Parece que Paulo Porta percebeu que o PàF era uma geringonça que tão cedo não voltará a ser governo pelo que deixou o seu amigo Passos Coelho a tomar conta da coisa fugindo da marinada em que se transformou a direita portuguesa. Resta agora saber se que vai fazer de Manuel Monteiro usa calças ou usa saias.
  
Marcelo Rebelo de Sousa
As eleições autárquicas que disputou com Jorge Sampaio ficaram marcadas pelo mergulho no meio dos aflitos atirados pelos esgotos de Lisboa. Agora arrisca-se a ficar conhecido como o político que deixou de ter acesso ao luxo dos iates do Ricardo Salgado e anda de marmita. Sem as perguntas combinadas com a Judite Sousa os seus debates com os outros candidatos poderão ser mais divertidos do que se espera.
  
Carlos Costa
  
Carlos Costa está para a banca portuguesa como a filoxera esteve para as vinhas do Douro, banco onde ele toca custa mais uns milhares de milhões ao país e desde os tempos do BCP qualquer banco que queira sobreviver deve manter o ainda governador do BdP bem longe pois qualquer elogio dele a um banco já sabe no que vai dar, em resolução. É pouco provável que a sua gestão incompetente do BdP sobreviva a 2016, a dúvida está em saber como é que vai ser corrido.
  
Rosário Teixeira
  
Começa a ser óbvio que o procurador tem a certeza de que Sócrates é culpado de alguma coisa, o problema é que passado um ano ainda não faz a mais pequena ideia do quê, tendo-se ficado por um processo difamatório com recurso óbvio à utilização manhosa de peças processais para queimar o político que mais incomodou algum corporativismo nas magistraturas. 
Maria de Belém
  
Sem estar à altura do cargo de PR Maria de Belém lançou a sua candidatura na pior altura, da pior forma e pelos piores motivos. Afinal, saiu tudo ao contrário, Costa sobreviveu e é primeiro-ministro, Francisco Assis ficou-se por umas sandes de leitão assado e a tralha do guterrismo arrasta-se numa campanha em que a candidata não consegue ir além de banalidades.
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