quinta-feira, janeiro 14, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Pormenor de chafariz do Rossio, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Mourinho Félix, secretário de Estado do Tesouro

O secretário de Estado não deve conhecer o ditado que diz que o que se come em casa não se diz na rua e foi meter a boca no trombone contando as trocas de opinião privadas entre o governo e o BdP. ainda por cima, vai contar a investidores estrangeiros e em privado aquilo que omitiu dos portugueses. Há quem chame a isto falta de sentido de Estado.

«O governo mostrou preocupação ao Banco de Portugal pela decisão do supervisor de impor perdas aos investidores em dívida sénior do Novo Banco, avança a agência Bloomberg que conclui que o executivo socialista foi contra a medida.

Duas fontes citadas pela Bloomberg adiantam que o secretário de Estado do Tesouro, Ricardo Mourinho Félix, expressou “preocupação ao banco central” sobre a transferência de obrigações para o banco mau (o BES), numa reunião com investidores internacionais. O governante explica que não interferiu nesta transferência por causa da independência do banco central. Esta decisão foi conhecida a 29 de dezembro, muito pouco tempo depois de outra intervenção polémica, a do Banif.

Entre os participantes neste encontro, que se terá realizado em Londres, estavam representantes da Pacific Investment Management e da BlackRock, dos dois maiores investidores internacionais nestes títulos de dívida e que não serão reembolsados com a sua passagem para o BES (Banco Espírito Santo).» [Observador]

 O horário de trabalho no Estado

É hoje cada vez mais evidente que o governo velhaco da direita aumentou o horário de trabalho no Estado para suprir a falta de recursos humanos nalguns ministérios, isto é, a mesma direita que anda fazia passar a ideia de que havia funcionários a mais recorria a este expediente para resolver os seus problemas nuns ministérios e promover a criação de excedentes.

Aumentando o horário de trabalho em 5 horas semanais isso equivalia a uma redução do custo por hora de trabalho e a um aumento dos recursos humanos na ordem dos 14,3%. Depois dos cortes de vencimentos, da eliminação dos subsídios, do aumento dos descontos, da redução das férias os velhacos do governo de Passos Coelho ainda descobriram mais uma forma de roubar os funcionários públicos, obrigá-los a trabalhar mais.

Em ministérios como a Saúde esta medida matava dois coelhos com uma cajadada, aumentavam os médicos e enfermeiros em mais de 14% sem fazer um único concurso e sem aumentar a despesa, ao mesmo tempo que se resolvia o problema dos turnos pois com oito horas diárias o dia ficaria preenchido com três turnos. O Paulo Macedo foi um dos grandes beneficiários desta velhacaria e depois apareceu a dizer que tinha salvo o SNS graças à sua magia enquanto gestor. Enfim, talvez um gestor negreiro.

Mas a intenção de Passos Coelho não era apenas resolver o problema da falta de pessoal auxiliar nas escolas ou de médicos e enfermeiros, nos outros ministérios esta medida permitia aos ministros considerar que um aumento de 14,3% nos recursos humanos poderia dar lugar a excedentes da mesma ordem, isto é, o aumento do horário de trabalho visava promover um despedimento colectivo sem custos para o funcionamento dos serviços.

Não admira que Passos diga agora qe quer acabar o que deixou a meio e que os sindicatos considerem os horários de trabalho uma linha vermelha.


 Há gente que me enoja

Sérgio Figueiredo é um deles:

«E a semana da função pública, que deve voltar às 35 horas, medida que aumenta a produtividade mas não tem impacto no emprego. Para isso, há que decretar: novos funcionários só manetas. Ou trabalham com um braço atrás das costas, porque assim o que até hoje era feito por um passa amanhã a dar emprego a dois.» [DN]

 Passos quer o Cavaco do Estoril no lugar do de Boliqueime

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 A Constituição como programa

Maria de Belém já tinha dito no debate com Sampaio da Nóvoa que a Constituição é o seu programa, aliás, foi mais longe e minutos depois o seu programa era também a doutrina social da Igreja, para nossa sorte não andam por cá muitos candidatos muçulmanos pois mais uns minutos e teríamos uma defensora de uma sharia suave e de esquerda.

Agora a talvez para disputar a Constituição é Sampaio da Nóvoa que diz que a Constituição é o seu programa, isto é, tem o mesmo programa da Maria de Belém, descontada a doutrina social da Igreja. O problema não está em terem o mesmo programa mas sim no facto de não perceberem que se a Constituição é o seu programa estes candidatos podem ser acusados de estarem na campnha errada. Quem em Portugal tem por programa a Constituição são os juízes do tribunal Constitucional.

Respeitar o Código da Estrada não quer dizer que na ora de se ter o furo ir-se lá à busca das ferramentas. 

      
 Marcelo é igual a Cavaco, diz quem sabe
   
«O antigo governante explica as razões que o levaram a recomendar aos sociais-democratas o voto em Marcelo: é que apesar de terem personalidades muito diferentes, Marcelo tem “da função presidencial uma noção institucional que não difere, na sua natureza, daquela que tem sido a interpretação do professor Cavaco Silva”.» [Expresso]
   
Parecer:

Se Passos Coelho o garante... é porque está de acordo comigo, Marcelo é o Cavaco da Linha de Cascais.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Edgar Silva, o libertador
   

«Neste jantar comício Edgar Silva escolheu para tema forte a "soberania e a independência nacionais", uma "marca distintiva e que diferencia", no seu entender, a sua candidatura das demais. E chegou a invocar a "luta do povo português contra o domínio dos Filipes de Espanha", que culminou com a restauração nacional em 1640. "Voltou a ser urgente reafirmar direito do povo português a autodeterminação, de a ser senhor e sujeito da sua historia, sobretudo por termos tido nos recentes anos uma história que está a ser escrita base vergonhoso tratado servidão voluntária", assinalou. Pa a o candidato comunista "é preciso ter uma voz portuguesa na Presidência da República. Não alguém que fale apenas português, mas que seja a voz portuguesa". Depois veio a história, memórias que orgulhariam qualquer monárquico. "Houve um tempo na nossa história que a grande fidalguia mercantil não hesitou em soçobrar ao jugo espanhol e em ceder parcelas da soberania nacional e foi o povo português que lutou e recuperou a sua independência. Também foi assim no 25 de abril de 1974 que a luta dos portugueses deu azo à libertação nacional. Também agora está em jogo garantir as condições para defender Portugal soberano e independente, não subserviente. Esta também é a hora da nossa libertação", destacou.» [DN]
   
Parecer:

Edgar Silva fala de independência nacional e evoca a Restauração e o 25 de Abril para que o país recupere a soberania. Independentemente deste discurso lembrar um pouco Paulo portas e o seu protectorado mais o relógio da independência apetece dizer ao candidato que eu também gostaria de comprar casa e carro com crédito bancário e no dia seguinte declarar a minha independência em relação ao banqueiro para no dia seguinte apresentar-me noutro banco para pedir crédito para uma casa junto à praia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Cofres meios vazios
   
«A reserva de liquidez do Estado terá caído no final do ano passado em dois mil milhões, para os 6,6 mil milhões de euros, face ao que estava previsto em setembro. São menos 40% do que estava previsto no início do ano, no Orçamento do Estado para 2015, escreve a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO).

Os “cofres cheios” do anterior Governo esvaziaram significativamente no final do ano passado. A influenciar este valor poderão ter estado alguns dos reembolsos antecipados que o Portugal fez ao FMI, que ainda assim foram reduzidos significativamente após a incapacidade de vender o Novo Banco e recuperar o empréstimo feito ao Fundo de Resolução. Também a resolução do Banif terá pesado na tesouraria do Estado, apesar de o Governo não ter explicado onde foi buscar o dinheiro para essa operação.

Os técnicos da UTAO, usando os dados publicados pelo IGCP (Agência de Gestão de Tesouraria e da Dívida Pública), dão conta de uma queda no valor dos depósitos entre o previsto pelo IGCP numa apresentação aos investidores em setembro e a apresentação mais recente, divulgada nos últimos dias. Só entre estas duas apresentações, o valor que o Estado estimava ter em depósitos cai dois mil milhões de euros. Previa-se em setembro que a reserva de liquidez do Estado no final do ano fosse de 8,6 mil milhões de euros, e terá terminado apenas nos 6,6 mil milhões.» [Observador]
   
Parecer:

Afinal, em vez de cheios os cofres estão meio vazios.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Questione-se a deputada maria Luís.»

   
   
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