domingo, janeiro 31, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura



  
 Jumento do dia
    
Duarte Marques, deputado de Passos Coelho

Quando ouço este deputado fico em grande confusão intelectual, tenho sérias dificuldades em conseguir distinguir a mentira da imbecilidade.

«O deputado ‘laranja’ considera que “para disfarçar os disparates” do Orçamento do Estado para 2016, apresentado pelo seu governo, o primeiro-ministro “criou uma distracção mediática”.

Em causa está uma alegada afirmação de António Costa que diz que “o anterior governo disse à Comissão Europeia que os cortes extraordinários eram afinal definitivos”.

“Mas se eram definitivos, como explica o Dr. António Costa que esses cortes tenham começado a ser repostos em 2015, pelo governo PSD/CDS? Pois, mais uma aldrabice do PS que se desmascara a si própria”, afirma.» [Notícias ao Minuto]

 "Bruxelas" é parva?

Como é que é possível que Bruxelas não soubesse que os cortes dos salários não podiam ser definitivos se as posições do Tribunal Constitucional ou a possibilidade deste tribunal chumbar algumas medidas de austeridade esteve sempre presente nas suas posições oficiais?

A verdade é que Bruxelas, como os restantes membros da Troika, foram coniventes com o governo português na estratégia de ir muito mais além na austeridade desrespeitando os limites constitucionais. A troika foi conivente na chantagem sobre os portugueses e na mentira. A Troika foi desonesta, negociou um memorando com um governo e quando apanhou um governo liderado por um idiota esqueceu o memorando e desenvolveu todo um novo programa que passava pela reformatação a experiência de todo um pais e para isso recorreu à mentira, ao medo e à chantagem.

 Dantes diziam que era gay...



      
 Um tempo novo
   
«Ultrapassada a jornada eleitoral e fechado o ciclo político, é tempo de os partidos se reorganizarem. Nos últimos dois meses o PSD esteve anestesiado e incapaz de se adaptar ao safanão que António Costa deu ao sistema político ao transformar em vitória uma derrota nas legislativas de 4 de outubro. Sem capacidade de reagir, Pedro Passos Coelho confiou que a "geringonça" não funcionaria e que o poder acabaria por lhe cair no colo mais dia, menos dia. A realidade, porém, tem-se revelado distinta e à medida que o tempo passa somos confrontados com legados surpreendentes com impacto financeiro, como o fim do Banif, e confirmamos embustes como o do crédito fiscal decorrente da sobretaxa, "uma desilusão" nas palavras da ex-ministra das Finanças, que depois das eleições ficou reduzido a zero. Ontem descobrimos também que o anterior governo, à mesma velocidade que em Lisboa falava de medidas transitórias - cortes de salários e pensões, por exemplo -, garantia em Bruxelas que estas eram estruturais, isto é, definitivas. Aqui chegados, vivemos de facto um tempo novo. À esquerda é o que se conhece. Pela primeira vez, um governo minoritário do PS conta com o apoio de PCP e Bloco. À direita, o CDS renova-se e faz uma transição pacífica na liderança e no discurso. Consumado o divórcio com o PSD, as principais figuras do partido alinham discursos para a ocupação do centro político que garanta, no futuro, um peso maior na negociação de eventuais coligações de governo e, sobretudo, que assegurem capacidade de influenciar, seja o PSD ou o PS. E Pedro Passos Coelho, a caminho de um congresso, propõe-se regressar à social-democracia em que, manifestamente, nunca esteve. Diz-nos agora o líder do PSD que, depois de quatro anos de "liberalismo forçado" pelo ajustamento que assumiu como seu programa de governo, se julga capaz de recentrar o partido, ocupar o espaço deixado vago pelo PS com a opção que fez de virar à esquerda, recuperando um eleitorado que Passos Coelho acredita estar órfão. A lógica é simples: liberto que está do exercício do poder, o PSD pode pôr na gaveta o pragmatismo da governação e voltar à ideologia. No fundo, uma espécie de Dr. Jekyll e Mr. Hyde da São Caetano à Lapa. Para isso, como é óbvio, não basta mostrar o busto de Sá Carneiro a cada congresso do partido. E a dúvida legítima é a de saber se quem no passado recente não hesitou em ser mais troikista do que a troika tem hoje condições para protagonizar esta refundação ideológica do PSD. » [DN]
   
Autor:

Nuno Saraiva.

      
 JJ já é campeão pelo SCP?
   
«O treinador do Sporting, Jorge Jesus, admitiu este sábado, em entrevista ao jornal espanhol Marca, vir a treinar o FC Porto ou outro clube europeu, como o Atlético de Madrid, mas ressalvou que "de momento, está focado no Sporting". 

Numa entrevista em que é apelidado de "o novo rei dos leões", Jorge Jesus foi questionado sobre a possibilidade de vir a treinar o FC Porto, depois das passagens pelo Benfica e, agora, o Sporting. 

"Sim. Tenho de estar preparado para treinar todas as equipas do Mundo. Não seria o primeiro [casos de Fernando Santos e Jesualdo Ferreira], mas sim [seria o primeiro] se conseguisse ganhar o título [da Liga portuguesa] com os três", disse Jorge Jesus. 

Após uma consideração do entrevistador de que se Jorge Jesus "ganhar o campeonato [pelo Sporting] será quase impossível ficar em Portugal", a Marca pergunta pelo interesse do Atlético de Madrid. Jesus responde que "se as circunstâncias forem apropriadas, logo se verá".» [Expresso]
   
Parecer:

Isto ainda vai acabar em drama.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

  
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