terça-feira, janeiro 05, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Cores de inverno na Quinta das Conchas, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Capoulas Santos, ministro da Agrilcultura

Até há alguns meses os criadores de suínos não estavam preocupados com a carne que os portugueses comiam e a rotulagem era uma questão secundária, mas o embargo à Rússia e a crise em Angola veio estragar o negócio e os produtores estão agora preocupados com o que os portugueses comem.

Parece que o ministro da Agricultura tem a mesma preocupação e teve uma crise de nacionalismo que quase o leva a embrulhar as fatias de entremeada em bandeiras portuguesas. O problema está agora em saber se os nossos suinicultores são tão exigentes com as regras de produção ou com as regras ambientais como o são com o sector da distribuição e ficamos á espera que o minsitro nos garanta que a carne portuguesa é de qualidade superior.

«Após várias queixas e ações de protesto dos suinicultores, o ministro da agricultura anunciou hoje a existência de um "consenso" entre os agentes económicos no sentido de dar mais visibilidade à identificação da origem da carne, "designadamente através da aposição da bandeira nacional" na carne embalada ou cortada em fresco.

A posição foi manifestada após uma reunião em Lisboa que pretendeu "aprofundar e fomentar o diálogo" entre as diversas partes envolvidas na cadeia de valor: produção, indústria e distribuição.» [TSF]

 A ética segundo Maria de Belém

Maria de Belém tem uma resposta pronta para quando é questionada sobre o facto de tendo sido ministra da Saúde ter acumulado uma consultoria no Grupo BES quando era deputada, a senhora não vê qualquer mal nisso pois não é ilegal. Isto é, temos uma candidata a Presidente da República cujos valores éticos se regem pelo Código Penal, para ela tudo o que não for crime não é questionável porque não está previsto como sendo crime na lei.

Eu não gostaria de ter como amiga uma senhora cujos valores se regem pelo código penal, isto é, toda a falta de lealdade, todas as traições, todas as formas de não respeitar uma amizade seriam legítimas porque para Maria de Belém a a ética está regida pelo código.

Muito mal estará um país quando for presidido por alguém para quem a falta de ética é menos grave do que estacionar em local proibido pois enquanto este comportamento é condenado pelo Código da Estrada a falta de ética não viola nenhuma lei e por isso é elogiável.

 O próximo PR que se cuide

Cavaco está a gastar o stock de medalhas.

      
 Passos Coelho, um activo tóxico para a campanha de Marcelo
   
«Incerta como a meteorologia é ainda a presença de Paulo Portas e de Pedro Passos Coelho na campanha do candidato que escolheram apoiar para as eleições de 23 de janeiro. Para já, ainda não está nada agendado. “Só depois de eu acabar de definir a volta é que verei se faz sentido contar com a presença de dirigentes partidários”, respondeu, reiterando que a sua candidatura é independente e que só quando ela já estava lançada é que os partidos decidiram apoiá-la.

Porém, Marelo Rebelo de Sousa deixou entender que, conforme as coisas estão, não conta com a presença de Passos Coelho na sua campanha. Depois de dizer que não tem falado com o líder do PSD (“confesso que não tem sido possível, tão ocupado tenho andado”), o candidato a Belém deixa uma interpretação das palavras do ex-primeiro-ministro que, em janeiro de 2014, disse que o partido não devia apoiar para as presidenciais um “catavento de opiniões erráticas”.» [Observador]
   
Parecer:

Marcelo tem vergonha de Passos?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 A pergunta do Irão
   
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«Iran’s Supreme Leader, Ayatollah Ali Khamenei, released an incendiary cartoon comparing Saudi Arabia to Islamic State, after Riyadh carried out a death sentence against opposition Shia cleric Sheikh Nimr al-Nimr.

The satirical picture showing Saudi and Islamic State executioners standing side-by-side, with English captions reading “Any differences?” was published on his official website on Saturday. Khamenei also released a statement on Sunday promising “divine” retribution against Sunni powerhouse Saudi Arabia – Iran’s regional archrival.» [RT]
   
Parecer:

A verdade é que a Arábia Saudita não passa da sede política do terrorismo de grupos sunitas como é o caso do ISIS.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

 Estes portugueses são uns piegas
   
«Quase metade (48%) dos funcionários públicos considera que o seu salário “não é suficiente para viver com dignidade” e cerca de 40% “não se sente seguro relativamente à manutenção do posto de trabalho”. Estas são duas das principais conclusões do primeiro estudo realizado sobre os “Factores de motivação dos trabalhadores da Administração Pública Central em Portugal”.» [i]
   
Parecer:

Aquilo que tem sido feito aos funcionários públicos desde o corte decidido por José Sócrates é uma sacanice de uma boa parte da nossa classe política que anda a financiar as suas patranhas eleitoralistas com os vencimentos de quem trabalha mas teve o azar de ter optado por trabalhar para um Estado gerido por incompetentes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Outro Passos Coelho?
   
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«Não foi fácil conseguir entrevistar “o doutor”, como os seus empregados e amigos lhe chamam. Até há pouco tempo éramos quase cegos, e estávamos amarrados na caverna da nossa ignorância, em que só conseguíamos ver sombras da realidade. O aparecimento da página “Jovem Conservador de Direita” foi uma autêntica revolução, melhor dizendo, uma autêntica contra-revolução. O doutor apareceu no firmamento dos novos pensadores de direita como um cometa.

Saber isso era uma coisa, encontrá-lo era outra. Foi uma busca de dias que terminou num local óbvio, um clube em que Margaret Thatcher era quase uma peça do mobiliário, o Reform Club. O processo foi uma espécie de exegese, procurar nos clássicos para encontrar o homem da revelação. Foi num texto do professor João Carlos Espada que foi finalmente revelada a pista que nos levou à entrevista: “Comecei por jantar no Reform Club com vários antigos colaboradores da sra. Thatcher. Este é um dos tradicionais clubes liberais de Londres. Ficou célebre o comentário de uma visitante americana, perante a imponência do edifício e a solene gravidade das normas de conduta do Reform: “Se este é o clube liberal, como será o clube conservador?” (..) Parece-me interessante: uns clubes são progressistas, outros são conservadores, e cada um governa-se a si próprio – sendo que em todos temos de usar casaco e gravata”, escrevia o professor. Telefonei para o Reform Club, com a voz embargada, e a entrevista com o homem que concorre à liderança do PSD foi marcada. Decorreu junto ao mar, até porque “o mar é o destino de Portugal”, garante o doutor.» [i]
   
Parecer:

Este país está cheio de palermas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Fisco penhora centro escolar
   
«Um leilão eletrónico publicado na página da Autoridade Tributária e Aduaneira anuncia a venda do centro escolar por um preço base de 970.994,50 euros e estabelece o dia 29 de janeiro como data para a abertura das propostas dos interessados em adquirir o imóvel, avaliado em 2.774.217 euros.

Em causa está, segundo o presidente da empresa municipal Cister - Equipamentos SA, Hermínio Rodrigues "a execução de uma dívida de IVA [Imposto sobre o Valor Acrescentado], no valor de 246 mil euros, referentes aos anos de 2013 e 2014".

Porém, afirmou o também vice-presidente da autarquia de Alcobaça, a dívida da empresa executada "vai ser paga ainda esta semana" e o município está convicto de que o leilão não se irá realizar.» [DN]
   
Parecer:

É óbvio que sem a penhora a dívida nunca seria paga.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Casas podem ser penhoradas mas não seerão vendidas
   
«O Parlamento vai debater e votar na próxima quinta-feira dois projectos de lei, um do PS e outro do Bloco de Esquerda, que pretendem travar as situações em que as pessoas se arriscam a perder a habitação própria por dívidas ao fisco e à Segurança Social. As duas propostas são distintas, mas convergem no mesmo objectivo, já previsto no programa de Governo, de impedir o desalojamento das famílias por causa de dívidas fiscais.

A proposta dos socialistas prevê que a venda seja proibida independentemente do valor da dívida. De fora ficam apenas as habitações de maior valor tributário (acima de 574.323 euros), aos quais se aplica a taxa máxima de IMT (Imposto Municipal a Transmissão Onerosa de Imóveis). A ideia é evitar que os “contribuintes com elevado património se coloquem intencionalmente ao abrigo desta protecção, convertendo o seu património numa única residência de elevado valor”.

O programa de Governo já previa que a venda de uma casa de habitação própria fosse travada quando a dívida é inferior ao valor do bem executado. Mas a proposta agora apresentada no Parlamento pelo PS, sublinham os deputados, vai “um pouco mais além”, porque o Estado, através da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), fica impedido de avançar com a venda da casa alvo da penhora, independente do valor da dívida fiscal.» [Público]
   
Parecer:

A medida faz algum sentido ainda que os cidadãos que cumprem com as suas obrigações fiscais poderão não estar muito de acordo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao governo se está pensando em cobrar impostos.»
  

   
   
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