quarta-feira, janeiro 27, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura


  
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Faro (A. Moura)
 Jumento do dia
    
António Guterres

Guterres andou a brincar com o país mantendo a hipótese de uma candidatura enquanto lhe interessou, tempo suficiente para matar as alternativa e promover a ideia de que se candidatasse na área seria uma segunda escolha ou, pior ainda, um candidato de segunda.  Não é a primeira vez que António Guterres deixa o país "pendurado" e à conta dos seus jogos de mera ambição pessoal o país já levou com dois governos de direita e agora com Marcelo, primeiro fugiu do governo a tempo de abichar um alto cargo da ONU, agora volta a tentar um alto cargo, e se algo correr mal sempre tem uma alternativa de bom tacho à conta dos tugas.

«O ex-Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), António Guterres, revelou que está disponível para se candidatar a Secretário Geral da ONU, mas tem noção que a corrida não vai ser fácil, até porque parece haver uma preferência para um candidato de leste e para uma mulher, o que a acontecer seria uma estreia na liderança da Organização.

À saída de uma conferência sobre refugiados na Fundação de Serralves, no Porto, Guterres admitiu à TSF que “esta não é uma candidatura fácil. Não posso ser contrário à ideia de que também as mulheres têm que ter uma oportunidade em relação aos altos cargos”. Para além disso o antigo primeiro-ministro português diz que “há questões de organização das Nações Unidas em relação às diversas regiões. Tudo isto tem uma grande complexidade” mas garante que “a minha atitude é muito simples: é de disponibilidade”.» [Observador]

 A derrota de Maria Belém

Maria de Belém não é populista e muito menos engraçadinha, enfim, ficou à frente do Edgar Silva e do Henrique Neto, mas a menos de metade da jeitosita Maria Matias.

 As grandes vitórias de Passos Coelho

Passos Coelho é o politico mais azarado de Portugal, teve uma vitória nas legislativas e foi corrido do governo, agora teve uma grande vitória nas presidenciais e o mais provável é que em consequência disso seja corrido da liderança do PSD, enfim, mais uma vitória destas e nem o Ângelo Correia lhe vai dar emprego, resta-lhe pedir a Carlos Costa que le arranje uma avença no BdP.

 Os comentadores da direita e António Costa

O PSD "ganhou" as eleições e todos ficaram à espera da demissão de António Costa, mais tarde disseram que lutava pela sobrevivência e acabaram por o ver chegar a primeiro-ministro. Agora voltam a falar em derrota eleitoral do PS e de António Costa e já vaticinam divisões no PS ruínas na coligação, esperemos que não tenham que engolir um conflito interno no PSD e a demissão de Passos Coelho. Enfim, é o azar dos Távoras.

 Sai daí que o carro agora é meu! Fica com a dona Maria para ti...



      
 2ª Circular: está tudo caduco, ou quê?!
   
«O eurodeputado José Inácio Faria, do Partido da Terra, vai questionar os comissários europeus dos Transportes e do Ambiente, Violeta Bulc e Karmelu Vella, sobre as árvores na lisboeta 2ª Circular. Leram bem. Vem nos jornais. Que árvores? Há controvérsia: lódãos-bastardos, como quer a câmara, ou endros, como quer o eurodeputado.

Não é questão que Bruxelas não mereça. Mereceria, sob uma condição e se o comissário fosse o lituano Vytenis Andriukatis, do pelouro da Saúde, que engloba, presumo, também a saúde mental. Se as árvores previstas para 2ª Circular fossem sequoias (altura que podem atingir: 110 metros) no enfiamento das pistas do aeroporto, isto é, se o assunto fosse de malucos a mandar numa capital europeia seria assunto para Bruxelas.

Mas, não, o caso das árvores na 2ª Circular não é de malucos. Pode ser debatido ao nível autárquico. A cabecinha dos vereadores e até dos cidadãos (a quem foi pedida a opinião) aguentam a discussão. Árvores ao pé de aeroportos existem. Para dar um argumento de autoridade aos pacóvios: até na Alemanha há! Até em Berlim!

O velhinho aeroporto de Tempelhof, no meio da cidade, tinha bairros arborizados por vizinhos. E o novo aeroporto de Brandemburgo foi construído tendo florestas vizinhas. Aliás, aqui entre nós: no mundo, a maioria dos aeroportos fica mais perto de árvores do que de prédios. Recentemente, no aeroporto de São Paulo-Guarulhos, o maior da América Latina, plantaram árvores para combater a poluição. Mas, por favor, não espalhem, para não estragar a boa polémica que há com o separador da 2ª Circular...

Quero eu dizer, sim, uma boa discussão é sempre de ter. Por exemplo, a proposta do Partido da Terra: em vez dos tais lódãos-bastardos, de folha caduca e bolotas que incomodam o trânsito e podem chamar pássaros, talvez devam ser substituídos pelo tal endro, que é um arbusto e incomoda os pássaros.

Talvez, digo eu, que só tenho certezas quando me metem os dedos pelos olhos dentro. Levar a questão a Bruxelas?!!! Já estou a ver a indignação da comissária eslovena Violeta Bulc, a grande olisipógrafa, a quem tudo que é lisboeta interessa: "O quê? Querem meter lódãos-bastardos no troço da 2ª Circular, entre o Pote d'Água e a bomba da Repsol?" Ou, mais provavelmente, o comissário maltês Karmenu Vella, questionado sobre a magna questão, a espantar-se: "Lisboa? Mas a capital portuguesa não é Madrid?"» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 Maria de Belém precisa da ajuda dos Reis Magos
   
«A campanha, segundo o orçamento apresentado na Entidade das Contas, terá tido despesas na ordem dos 650 mil euros.

Maria de Belém contava, ainda de acordo com esse orçamento, com uma subvenção pública de 790 mil euros, presumindo um resultado eleitoral de 25% (foi com 25% que Mário Soares passou à segunda volta, em 1986).

Não recebendo nada do Estado, Maria de Belém terá de contar com os seus próprios meios - recursos próprios, empréstimos, donativos, etc. - para pagar a campanha.» [DN]
   
Parecer:

Com as sondagens a prometer uma votação muito acima dos 10% é bem provável que o planeamento da campanha tenha considerado receitas suficientes para pagar os muitos outdoors da candidata e muitas outras despesas. Agora Maria de Belém tem um problema sério para resolver, um enorme prejuízo que muitos dos que a empurraram para a aventura vão ignorar. Isto lembra os tempos em que Freitas do Amaral perdeu as presidenciais e Cavaco Silva, então líder do PSD, recusou-se a comparticipar nas despesas do seu candidato, Freitas do Amaral andou vários anos a pagar dívidas, era jovem e um bom jurista que fazia valer o seu conhecimento, atributos que se desconhecem em Maria de Belém.
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O preço da estratégia dos segurassistas saiu bem cara a Maria de Belém e vai ser interessante acompanhar este processo e perceber se aqueles que se esconderam atrás delas vão dar a cara e o bolso ou vão esconder-se novamente, desta vez dos credores.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Temos pena.»
  
 Outro à rasca
   
«Paulo de Morais, candidato às últimas eleições presidenciais, fez esta segunda-feira um apelo aos seus apoiantes para que o ajudem a pagar os gastos da campanha. Lembrando que, por ter tido um resultado inferior a 5%, não teve direito a subvenção estatal, Paulo de Morais sublinhou que precisa de pagar os custos da candidatura, que se cifraram em cerca de 60 mil euros.

O candidato afirma já ter recebido “aproximadamente 17 mil” euros em donativos, mas a sua candidatura tem ainda, neste momento, “um défice de mais de 40 mil euros”. “Apelo aos donativos dos que queiram e possam apoiar, partilhando comigo este prejuízo”, pediu Paulo de Morais aos seus apoiantes, na sua página pessoal de Facebook.» [Observador]
   
Parecer:

E se o Paulo Morais fizesse uns favorzitos para que o ajudem a pagar as despesas? Isto e fazer uma campanha eleitoral a crédito tem destas coisas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a sugestão»

 As ratazanas são as primeiras a abandonar o navio
   
«A derrota estrondosa de Maria de Belém nas eleições de domingo deve ser assacada exclusivamente à candidata presidencial, que recusou o apoio de algumas figuras do PS conotadas com o anterior secretário-geral do partido, António José Seguro. É isso que defendem alguns ex-dirigentes nacionais do partido, que acusam a candidata de ter “cometido erros” ao longo da campanha eleitoral e de ter sido "incapaz de ter um discurso que fosse buscar votos ao eleitorado de Marcelo Rebelo de Sousa". “A candidata não foi capaz de traçar a sua linha divisória e mostrar que podia protagonizar uma segunda volta indo buscar votos ao centro”, afirma um dirigente nacional socialista ao PÚBLICO.

Embora na altura da preparação da corrida eleitoral dirigentes do partido afectos ao ex-secretário-geral tenham participado no desenho da campanha, Maria de Belém não quis que a sua candidatura fosse conotada como uma “candidatura de facção” e evitou tê-los a seu lado ao longo dos quinze dias de campanha. Houve porém algumas excepções: João Soares, actual ministro da Cultura, e o deputado Alberto Martins.

“Maria de Belém entendeu que era importante passar uma imagem de que a sua candidatura não era de facção e por isso decidiu afastar todas aquelas pessoas que estavam conotadas com António José Seguro”, sublinha um outro dirigente nacional, afirmando que para ela era “mais importante a presença de Marcos Perestrello [presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa, mais próximo de Costa] do que nos ter a nós na campanha”.

Outra fonte socialista ligada ao anterior secretário-geral, que também solicitou o anonimato, lamenta que Maria de Belém “não tenha feito um telefonema a António José Seguro convidando-o para participar na campanha. É uma coisa que não se faz”.

Os seguristas entendem que o partido deve fazer uma reflexão sobre o que se passou, mas não querem forçá-la, nem discuti-la a quente e dizem que é preciso ter inteligência e deixar acalmar as coisas. Um outro dirigente adverte para “os perigos” que podem surgir para o Governo liderado por António Costa se o partido fizer essa discussão em cima da derrota. “Perante esta derrota temos que pensar muito bem e não será prudente fazer comentários, é melhor pensarmos primeiro com calma”, acrescenta.» [Público]
   
Parecer:

Isto mete nojo, primeiro atiraram a pobre senhora aos bichos, agora que vem a factura fogem desarvorados, nem esperaram um dia para o fazer.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»

 E o PSD também tem as suas ratazanas
   
«“Ele foi genuíno na campanha que fez e é aquilo que vai ser na Presidência da República”, afirma, partilhando a ideia dos consensos. “Temos de encontrar uma plataforma mínima de entendimento para ultrapassar quer os nossos problemas, quer os que vêem de fora”, defende. O presidente da Camara de Cascais concorda, no entanto, com o tom contido escolhido por Passos Coelho para reagir à vitória na noite de domingo.

O líder do PSD reconheceu que o resultado eleitoral de Marcelo lhe concede uma “autoridade inequívoca” e disse confiar que o Presidente eleito desempenhará o papel que lhe cabe na Constituição. “Não podia deixar de ser uma declaração sóbria até porque Passos Coelho terá um relacionamento institucional com o Presidente da República como líder da oposição”, sustentou o dirigente.» [Público]
   
Parecer:

É uma questão de tempo para vermos as ratazanas da liderança de Passos Coelho começarem a fugir do amado líder.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Reserve-se um lugar na primeira fila.»

 Promulgar ou engolir
   
«O Presidente da República anunciou nesta segunda-feira que vetou o diploma que permitia a adopção plena por casais gay, e também as novas regras aprovadas pela esquerda parlamentar da interrupção voluntária da gravidez, mas já é certo que Cavaco Silva acabará por ter de promulgar ambos os diplomas três semanas antes de deixar o Palácio de Belém. Isto porque os partidos de esquerda já disseram que dentro de duas semanas, quando estes decretos forem reapreciados em plenário, vão confirmar o conteúdo agora vetado, aprovando-os novamente por maioria absoluta. Nestes casos, pela Constituição, o Presidente está depois obrigado a promulgar as leis no prazo máximo de oito dias, sem poder repetir o veto.

A 4 de Janeiro — por coincidência o mesmo dia em que os dois diplomas deram entrada no Palácio de Belém para Cavaco Silva os apreciar —, no debate na SIC Notícias com a bloquista Marisa Matias, Marcelo Rebelo de Sousa, eleito no domingo para a Presidência da República, afirmou então que não vetaria os diplomas.» [Público]
   
Parecer:

Devia ser obrigado a engolir este sapo sem temperos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Lisboa no seu melhor
   
«O Hotel Palácio do Governador, um estabelecimento de cinco estrelas localizado em frente à Torre de Belém, em Lisboa, está a funcionar desde Outubro sem licença de utilização. Igualmente sem licença funciona um parque de estacionamento subterrâneo, construído em terrenos municipais anexos ao hotel. 

O espaço foi cedido há 15 anos pela câmara, então liderado por João Soares, para construir um parque público. Desde que abriu, em Outubro, serve apenas o hotel, ao qual tem ligação directa, sendo interdito o acesso a outros automobilistas.

Em resposta ao PÚBLICO, a Câmara de Lisboa confirmou na semana passada que o Palácio do Governador e o parque de estacionamento, situados na esquina da Av. da Torre de Belém, com a Rua Bartolomeu Dias, não dispõem de licença de utlização. Mais do que isso: as obras ainda não estão formalmente concluídas, uma vez que o promotor requereu a prorrogação da licença de construção até 28 de Janeiro e  ainda tem de cumprir várias obrigações legais até obter a licença de utilização.

À entrada do parque de estacionamento, uma placa de grande visibilidade avisa, por baixo do sinal de parqueamento, “Privado Hotel”. Contratualmente, porém, o parque tem natureza pública, embora a sua construção, e exploração durante 50 anos, tenha sido entregue pelo município, em 2001, à empresa Carlos Saraiva II — que então se preparava para transformar em hotel o degradado palácio dos governadores da Torre de Belém.» [Público]
   
Parecer:

Haja descontracção.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
 Um rapaz muito sensível
   
«O presidente do Irão, Hassan Rouhani, encontrou-se com o primeiro-ministro italiano esta segunda-feira no histórico Museu Capitolino, em Roma, mas houve várias obras de arte que não pôde ver. Para evitar ofender o chefe de Estado, as estátuas do museu que representavam nus foram cobertas com grandes painéis brancos.


De acordo com a agência noticiosa italiana Ansa, foram cobertas quatro estátuas num dos corredores do museu como "forma de respeito à cultura e sensibilidade iranianas". A agência acrescenta que, no jantar entre o presidente iraniano e Matteo Renzi, não foi servido vinho pelas mesmas razões.» [DN]
   
Parecer:

O pobre senhor é alérgico a pirilaus de pedra.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 A carta dos jihadistas católicos
   
«Num dos seus últimos atos enquanto Presidente da República, Cavaco Silva devolveu ao Parlamento os diplomas sobre a adoção de crianças por casais do mesmo sexo e a revogação da lei sobre a interrupção voluntária da gravidez. Na argumentação, Cavaco remeteu para uma “exposição” enviada por um “grupo de reputados juristas e professores de Direito”, que defendia a tese de que a nova lei sobre a adoção tinha sido aprovada “com base em fundamentos descentrados da tutela jurídica das crianças”.

Trata-se de uma carta enviada à Presidência da República a 6 de janeiro, subscrita, entre outros, por Rita Lobo Xavier, professora de Direito da Universidade Católica, Pedro Vaz Patto, juiz e presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, e José Lobo Moutinho, professor de Direito da Universidade Católica.

Na carta, a que o Observador teve acesso, o grupo de “reputados juristas e professores de Direito”, como lhe chama Cavaco, desdobra-se em argumentos para explicar que a nova lei não centra a atenção no benefício das crianças mas sim dos adoptantes.» [Observador]
   
Parecer:

Ridículo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Os leitões podem esperar
   
«A garantia vinha em ‘on’ de Ricardo Gonçalves, do homem que funcionou como o seu porta-voz aquando do movimento de críticos à formação de um governo das esquerdas: Francisco Assis estaria preparado para apresentar a tendência que pretende encabeçar dentro do PS e respetivo documento programático a partir do final de março. Mas Assis, em declarações ao Observador, já veio desautorizar o ex-deputado: “O que vou fazer no congresso ainda não defini – nem pensei ainda se vou ao congresso”.

"Fiz o que fiz quando foi anunciado o acordo com o PCP e Bloco de Esquerda. Acho que a evolução dos acontecimentos me tem vindo a dar razão. Na altura apelei aos socialistas que votassem contra. Votaram poucos, reconhecidamente, e eu tirei as devidas ilações. Isso não me obriga a estar todos os dias a fazer comunicados a criticar. Nunca mais reuni com ninguém, como não defini o que vou fazer. Isso está em aberto”, diz Assis ao Observador."» [Observador]
   
Parecer:

Este Assis ainda não percebeu que um PS de direita é um desastre.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

   
   
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